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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

[Filme] Star Wars - Episode VII: The Force Awakens, de J.J. Abrams


Título Original: Star Wars - Episode VII: The Force Awakens
Título em Português: Star Wars - Episódio VII: O Despertar da Força
Realização: J.J. Abrams
Argumento: Lawrence Kasdan, J.J. Abrams & Michael Arndt, George Lucas (based on characters created by)
Elenco Principal: Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac
Ano: 2015 | Duração: 135 mins

Sinopse:
Sétimo filme da saga criada por George Lucas, cuja história decorre aproximadamente 30 anos depois de "O Regresso de Jedi" e aborda a luta da Resistência (antiga Aliança Rebelde) contra a Primeira Ordem (antigo Império Galáctico).


Opinião da Carla:
Estou a escrever esta crítica algumas semanas depois de ter visto o filme por várias razões: preguicite, necessidade de digerir o filme, capacidade para escrever o que me vai na alma e na cabeça.

Só mais recentemente (como viram pelas publicações aqui no blog) é que vi toda a saga Star Wars, considero-me fã, mas não uma fã ferranha da saga. Star Wars é uma saga muito particular, que antes de dar importância à estória o que interessa é o universo, as naves e as armas e esse foi, a meu ver, o problema das prequelas. No entanto, acho que The Force Awakens consegue juntar as duas coisas de forma inteligente e bem feita. Andei a ler algumas críticas espalhadas pela Internet e são tão díspares que só isso torna tudo ainda mais interessante e fascinante. Muitas pessoas queixam-se de que TFA é nada mais do que uma espécie de remake do primeiro filme da saga, no entanto, não vejo como isso é um problema, até porque a estória desse mesmo filme não é original no seu todo. Acho que um dos aspectos interessantes do filme é mesmo esse, uma vez que pega em aspectos familiares da saga Star Wars e adapta, reescreve e muda para criar The Force Awakens.
(Third Reich -- I mean, First Order)
Eu fiquei muito satisfeita com o filme (e estou bastante tentada a ir ver novamente o filme) porque, como já disse, J.J. Abrams conseguiu de forma inteligentíssima manter o universo, as naves e as armas como um aspecto central do filme e ao mesmo tempo contar uma estória interessante e cativante.

Aqueles que esperavam que as personagens que já tão bem conhecemos tivessem bastante “tempo de antena” desenganem-se pois, apesar de estarem presentes e terem um papel importante, são as personagens novas que têm o maior peso neste filme. Han Solo, Chewbacca, Leia, Luke não são propriamente personagens secundárias, mas também não são as principais. Há um equilíbrio perfeito entre o antigo e o novo. Vi muitos reclamarem da pouca visibilidade que as mulheres tinham nos filmes de Star Wars, garanto-vos que tal parvoíce não se pode dizer em relação a The Force Awakens. Temos mulheres por todo o lado, em todos os planos existe, pelo menos, uma mulher no background. A personagem feminina principal, Rey (Daisy Ridley), é super badass e gostei dela desde o primeiro segundo. Temos a Princesa General Leia (Carrie Fisher), e não podemos esquecer da Capitã Phasma (Gwendoline Christie).

Os Stormtroppers já não sãos os palermas do costume - até há quem seja incrível!
No que toca a personagens masculinas, confesso que Finn (John Boyega) não me pareceu muito interessante, principalmente porque me pareceu pouco coerente. Ele era um Stormtropper que desertou, uma vez que não aguentava mais o que a First Order andava a fazer. Isso seria plausível se ele não tivesse desertado logo na primeira experiência em campo, um soldado que – literalmente – desde que nasceu que foi treinado e incutido com os ideais da First Order. Sem contar que a Captain Phasma refere que esta foi a primeira transgressão do mesmo. No entanto, adorei a sua relação com Poe Dameron (Oscar Isaac) – personagem que para mim teve muito pouco tempo em cena, mas espero que venha a ter um papel mais proeminente em futuros filmes.
Não, eu não me estou a esquecer de Kylo Ren (Adam Driver), como poderia? Foi a personagem que mais gostei deste filme (yes, I’m from the Dark Side of the Force). Achei interessante que nos seja dado muitos pormenores sobre o seu passado, mas ao mesmo tempo não sabemos quase nada sobre esta personagem. Só a sua figura é imponente e pesada. Ele nem fala nos primeiros minutos do filme e sente-se logo o magnetismo e uma opressão só pelo facto de estar presente.

Rey e Kylo são uma dualidade interessante. Enquanto Kylo Ren é uma figura negra, opressora e imponente; Rey aparece como uma luz, transparece para o espectador leveza, serenidade, apesar da sua imensa coragem e determinação.
Resumindo e concluindo, uma vez que não quero aprofundar mais porque não quero revelar qualquer tipo de spoiler, gostei imenso do filme. Tinha alguns receios, principalmente porque este filme foi feito sob a alçada da Disney, mas foram infundados. É certo que é um filme para agradar tanto a antigos fãs como a novos, mas conseguiu fazê-lo sem destruir o que Star Wars representa. A magia está lá, o toque particular também. Tem reminiscências de episódios anteriores? Sim, tem, mas isso não tem que ser um aspecto negativo, além de que TFA é um filme introdutório de um arco de três partes, muito mais está por vir. Tem a mistura perfeita entre tensão, acção e comédia.




Opinião da Joana:
Já fomos ver o Star Wars, yay! Ora, tentar fazer uma crítica sem spoilers para que todos possam ter o prazer de ver o filme como nós vimos, com cada momento a ser uma surpresa.

Neste filme, e isso já sabemos do trailer, conhecemos personagens novas, como a Rey, o Finn, o Poe, entre outros, mas vamos rever também personagens que já nos são muito queridas, como o contrabandista Han Solo e o seu amigo wookie Chewbacca.

É difícil não notar nas semelhanças de história entre este filme e os primeiros filmes da saga (episódios IV, V e VI). Mas ao contrário do que algumas pessoas parecem achar pelas suas críticas, eu acho que faz todo o sentido pegar em “pormenores” que tiveram tanta importância nas histórias anteriores que fazem todo o sentido estarem neste filme.

Sei que em parte o medo dos fãs era que este filme tivesse um tom muito diferente dos anteriores, talvez por ser da Disney, talvez por ser do J.J Abrams, mas não se enganem, o filme não desilude. Reúne tudo o que espectador (e fã) pode querer: um plot interessante (que será mais desenvolvido nos próximos filmes), personagens variadas, com Rey, corajosa e forte (ainda que não deixe de mostrar a sua sensibilidade), Finn como uma personagem que nos gera certas dúvidas de comportamento, Poe como o melhor piloto da Resistência de quem queremos saber mais, Han Solo, Chewie, e outras personagens que dispensam apresentação, e personagens como Kylo Ren e a Capitã Phasma, que nos deixam a querer saber mais e mais.

Gostei particularmente de uma personagem - não vou falar muito sobre ela ou sobre o seu papel mas quero deixar aqui a nota – Maz Katana, uma antiga pirata com mais de mil anos, cujos olhos têm o poder de ver além do que nós vemos (levem isto no sentido que quiserem). Ah e prestem atenção, ela está no centro do poster do filme o que, como o realizador J.J. Abrams referiu aqui mostra que ela terá alguma importância no desenrolar da história destes filmes.
É impossível não referir o adorável BB -8 que tem um papel fundamental neste filme. Este droide laranja, one of a kind, cujo dono é o piloto Poe, vai determinar, juntamente com outros droides, o resultado final do filme (e mais não digo!).
Foi um filme que me prendeu ao ecrã do início ao fim, com os elementos certos dos filmes anteriores e a quantidade exacta de novidades e ligações entre o passado, o presente e o que acontecerá no futuro.

Por fim, um filme que entrega o que promete: um voltar com gosto a uma série de filmes que tanto gostamos, com os cenários, as batalhas e armas, os veículos, as personagens e histórias que complementam tudo isto com um perfeito entender de que este é mais um filme que nos abre para uma nova trilogia que aqui começa e que, se assim continuar, nos fará ver e rever os filmes sempre com um sorriso (talvez algo nostálgico) na cara.


Jimmy Fallon, The Roots e o elenco de "Star Wars: The Force Awakens" canta "Star Wars" Medley (A Cappella)

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