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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

[Filme] The Danish Girl, de Tom Hooper


Título Original: The Danish Girl
Título em Português: A Rapariga Dinamarquesa
Realização: Tom Hooper
Argumento: David Ebershoff (novel), Lucinda Coxon (screenplay)
Elenco Principal: Eddie Redmayne, Alicia Vikander, Amber Heard
Ano: 2015 | Duração: 119 mins

Sinopse:
Marcante história de amor inspirada na vida das artistas Einar Wegener/Lili Elbe e Gerda Wegener. O casamento e trabalho de Lili e Gerda progride, enquanto navegam pela arrebatadora viagem da pioneira transgénero.
Opinião da Carla:
Ainda antes de este filme ficar nomeado para os óscares em quatro categorias (incluindo melhor actor principal e melhor actriz principal) já fazia parte dos meus planos vê-lo, em parte pelo actor Eddie Redmayne que me surpreendeu bastante com a sua participação em The Theory of Everything, mas também pelo tema do filme.


E acho que esta última condicionou a forma como o filme me tocou e a sensação com que fiquei ao sair da sala de cinema. Confesso que fiquei um pouco desiludida. A interpretação é soberba por parte de Eddie Redmayne e Alicia Vikander, merecendo ambos as nomeações, mas achei que o filme tinha mais potencial. Não sei se é porque eu queria entender e conhecer mais sobre a vida de Einar e a sua transformação em Lili, mas o filme soube-me a pouco. Não quero, com isto, menosprezar o trabalho da Vikander e dar menos valor ao que a Gerda sofreu com a situação do marido, mas fez com que achasse o filme limitado.

Há que ter também em conta que a base do filme é um livro de ficção e não a história real de Lili, ainda que este tenha tido alguma base nos diários desta enquanto passava por esta transformação. Este filme é ficção, com base num livro ficcional, por isso, muito daquilo – mesmo que com laivos de real – é isso mesmo: uma ficção, o que não tem que ser uma coisa má, mas algo a ter em conta.


Como já disse, a interpretação é excelente, a realização deste filme é boa e o departamento de arte está de parabéns, em especial o Guarda-Roupa e não fosse o responsável por uma das nomeações deste filme, mas para mim o filme não atingiu as expectativas. Sei que estamos a falar do inicio do século XX onde os tabus eram mais do que muitos, mas achei que temas como transsexualidade e homossexualidade (e atrever-me-ia a dizer até: bi-, a- e demissexualidade) podiam ter tido uma maior exploração e para mim isso faltou.



Opinião da Joana:
Não sei muito bem o que dizer sobre este filme. Como a Carla, queria muito vê-lo pelo tema e pelos seus actores e actrizes, que sem dúvida alguma merecem as nomeações que receberam. Os pontes fortes foram, sem dúvida, estes mesmo actores e o departamento de arte, principalmente o guarda-roupa e os fantásticos quadros apresentados.
Foi um filme diferente do que estava à espera – não que soubesse exactamente o que esperar. Gostei de ver a perspectiva da Gerda (Alicia Vikander), a mulher do Einar (Eddie Redmaynne) talvez porque estava à espera de ver mais a perspectiva do/a Einar/Lili, sendo por isso uma surpresa.

Mostra a evolução e algum pensamento de Lili e tenta, ainda que pouco, mostrar o que significa para Lili a sua mudança para quem realmente ela é, para ter o corpo e vida com que se identifica. Percebemos que para Gerda não é, de todo, fácil lidar com as mudanças da vida do (antes) marido e acho que o filme tenta mostrar que estas mudanças não são difíceis apenas para quem as está a viver mas também quem rodeia a pessoa.

Acho que talvez tenha ficado um pouco aquém do seu potencial ao ter algumas cenas que acabavam por se repetir que talvez pudessem ter mostrado um pouco mais da vida de Lili, da vida de Gerda, da vida das outras pessoas que rodeavam este casal enquanto casal e durante a mudança de Einar (que já se identificava como Lili) para o corpo que ele queria ter, de modo que o seu corpo físico estivesse de acordo com a sua mente.

É, acima de tudo, e como a sinopse o indica, uma história de amor. Uma história de amor à vida, à verdade de nós próprios, à nossa verdade, ao verdadeiro sentido do que significa amar alguém.

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