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terça-feira, 15 de setembro de 2015

[Filme] Detachment, de Tony Kaye


Título Original: Detachment
Título em Português: O Substituto
Realização: Tony Kaye
Argumento: Carl Lund
Elenco Principal: Adrien Brody, Christina Hendricks, Marcia Gay Harden
Ano: 2011 | Duração: 98 mins

Sinopse:
Henry Barthes é um educador com grande talento para estabelecer ligação com os seus alunos. No entanto, Henry optou por enterrar o seu dom. Passando os dias como professor substituto, evita convenientemente quaisquer ligações emocionais ao não ficar tempo suficiente em lado nenhum para se apegar quer a alunos, quer a colegas. Quando é colocado numa escola pública, onde uma direcção frustrada e esgotada criou um corpo estudantil apático, Henry torna-se rapidamente num exemplo para os jovens desafeiçoados. Ao descobrir uma ligação emocional improvável com os alunos, os professores e uma adolescente foragida que recolhe das ruas, Henry apercebe-se de que não está sozinho na sua luta de vida e de morte para encontrar beleza num mundo aparentemente cruel e sem amor.

Opinião:
Inicialmente estava decida a não escrever uma crítica completa aqui no blog e apenas fazer uma referência no Facebook, até me aperceber que estava a escrever bem mais do que seria conveniente para um simples post numa rede social.

Comecei a ver Detachment sem saber ao certo sobre o que era, fiquei curiosa mais pelo facto de ter o Adrien Brody como actor principal. Sabia que envolvia escolas, professores e afins, mas nada mais sobre o enredo. E não o vou desenvolver porque é algo que eu quero que vocês vejam por vocês mesmos e que que absorvam tudo o que é dado neste filme.

Há muito tempo que não via um filme tão poderoso, tão profundo, tão marcante e que me afectasse da forma como o fez. Às vezes refiro que filme X ou Y me deixou com a lágrima no canto do olho, mas Detachment fez muito mais do que isso. Chorei, sim, admito; fiquei com o coração nas mãos; doeu ver certas coisas; deixou-me indignada; ao mesmo tempo que revi algumas situações fez-me também ver o outro lado de determinadas circunstâncias. A complexidade do que se passa neste filme é sobre-humana. Resumindo, é disso que se trata o filme: da complexidade humana. Do ser humano.

Não tive que pensar duas vezes em dar a classificação que dei a este filme. Não foi difícil chegar a essa conclusão. O filme é imenso. O filme é soberbo. O filme é... extraordinário – um adjectivo que parece fora de contexto, tendo em conta o que se passa no filme, mas é uma forma de o descrever. E Adrien Brody fá-lo de forma inacreditável.


Por favor, vejam o filme.


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