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quinta-feira, 16 de julho de 2015

[Livro] The Seduction of Madalyn, de Cynthia A. Clement


Título Original: The Seduction of Madalyn
Título em Português: --
Série: The Caldern #2
Autor(a): Cynthia A. Clement
Editora: --
Páginas: 273
Data de Publicação: 18 de Novembro de 2013
Sinopse:
‘A man, elegant in black, stood separate. Madalyn’s heart skipped a beat as she recognized Mr. Carter. He had entered the galley just as the auction began. He was leaning against the wall, his arms crossed. His eyes were indifferent as he stared at her. A shiver of dread ran up her spine. This was the man who had bought her.’
Madalyn stows away on The Folly to follow her kidnapped brother to the new world. When she is discovered, she is auctioned off, and forced to wed the highest bidder, Nathan Carter. She is determined to find her brother and return to England, but when passion flares between her and Nathan, all she desires is his touch.
Nathan’s plan to set Madalyn free is thwarted, and he finds himself compelled to wed at gunpoint. He agrees to help Madalyn find her brother, but the marriage is to be annulled at the earliest opportunity. Despite the growing attraction he feels towards Madalyn, he has loved and lost. He may want and need her, but he is determined never to love again.
~ Recebemos este livro via Nerdy Girl Book Reviews - obrigada! ~

Opinião:
Foi o meu primeiro livro desta autora e para o pôr em poucas palavras: gostei. Não foi um livro extraordinário, mas foi divertido de ler, tinha um desenvolver rápido, uma história cativante e personagens principais fortes.

Madalyn é forte, capaz de fazer tudo o que seja preciso para manter a sua palavra e proteger o seu irmão, e Nathan respeita a sua coragem e o seu espírito. O tio dela não era flor que se cheirasse mas ao menos ela podia contar com Nathan Carter para a ajudar. O vilão, cujo nome não vou referir, era asqueroso e merece tudo o que lhe aconteceu.

A escrita era boa, não houve buracos no continuum da história, e tudo fez sentido, na sua maior parte. Li-o em pouco tempo – manteve-me acordada durante a noite, o que só por si já é bastante. Recomendo-o para fãs de romances históricos ainda que, para ser completamente honesta, foi apenas mais do seu género. Mas não se enganem – eu gostei do livro.

Quando o acabei, não tinha certeza quanto deveria atribuir ao livro, estava na dúvida entre 3, 3.5 e 4. No fim, fiquei mais inclinada para as 3.5, mas depois de pensar melhor e em comparação com outros livros a que atribui esse valor, não acho que The Seduction of Madalyn tenha atingido esse patamar. Não foi um mau livro. Foi um bom livro mas nada mais. Foi bom para umas horas de leitura mas não ficou na memória.

terça-feira, 14 de julho de 2015

[TAG] The Eights Tag

Há já algum tempo fomos nomeadas pela Helena do blog Lena's Petals para responder à "The eights tag". Não nos esquecemos, apenas tivemos, ambas, cheias de trabalho e decidimos guardar a tag para tempos mais calmos. "Tardou, mas não falhou", como diz o ditado. E aqui estão as nossas respostas. :)


Carla D.

1. Oito coisas para fazer antes de morrer:
- Trabalhar em pós-produção audiovisual (e se pensar um bocadinho mais alto: fazer parte de uma produção cinematográfica marcante ou então numa série, let's say... Doctor Who)
- Ter um Mini Cooper Roxo
- Escrever um livro
- Ir ao Reino Unido (no País de Gales ir à Doctor Who Experience), Grécia e República Checa
- Ir ao Van Gogh Museum
- Fazer um interrail
- Fazer uma roadtrip ao desconhecido
- Ir à San Diego Comic Con

2. Oito coisas que adoro:
- A minha cadela
- Cinema
- Gerberas
- Livros
- Escrever
- O meu pequeno gang de amigos
- Estatuetas de bonecos mágicos (fadas, trolls, bruxas, gnomos)
- O perfume Davidoff Cool Water for Men

3. Oito coisas que odeio:
- Brócolos
- Polvo
- Demasiado calor (problemas circulatórios que fazem as mãos incharem com o calor ;_;)
- Sentir-me inútil
- Ver alguém que gosto triste ou a sofrer
- Combinar alguma coisa e não avisarem que afinal não vão
- Répteis
- Acabar de pintar as unhas e passado 5 minutos já estarem estragadas

4. Oito coisas que digo:
- OH MY GAWD!
- Oh ‘miga!
- Allons-y!
- Tenho sono.
- Tenho fome.
- Oh, mããããããe!
- Estou aborrecida, mas não sei o que fazer.
- Pft!

5. Oito coisas sem as quais não consigo viver:
- A minha família
- A minha cadela
- Livros/filmes
- O meu computador/iPad (para jogar e/ou ver filmes/séries)
- Telemóvel (grande parte porque é também o meu MP3)
- Amigos
- All Stars
- Os meus óculos de sol – porque sou pitosga e tenho os olhos incrivelmente claros e não se dão bem com luz.

6. Oito filmes/livros/séries que adoro:
- Doctor Who
- Sherlock
- Supernatural
- Merlin
- Requiem For a Dream
- Edward, Scissorhands
- The Fault in Our Stars
- Harry Potter


Joana V.

1. Oito coisas para fazer antes de morrer:
- Fazer pára-quedismo
- Conhecer pessoalmente algumas das minhas autoras favoritas, como a Eloisa James, a Emma Wildes, a Mary Balogh, entre muitas outras.
- Ter pelo menos um(a) filho(a) – biológico ou não.
- Ir à Nova Zelândia, Egipto e Grécia
- Ler todos livros cá de casa (it’s a long shot but, who knows)
- Trabalhar num museu: idealmente no British Museum ou no Petrie Museum of Egyptian Archaeology
- Escrever um romance histórico
- Ir à San Diego Comic Con

2. Oito coisas que adoro:
- Livros
- Filmes
- Séries
- Sherlock – seja com o Jeremy Brett ou com o Benedict Cumberbatch
- Os meus amigos e a minha família
- As minhas tartarugas
- A minha cama
- Estar deitada a imaginar todos os cenários possíveis e imaginários na minha cabeça – só é pena que não os consiga escrever logo a seguir, dariam óptimas histórias!

3. Oito coisas que odeio:
- Caldo Verde
- Discussões
- Violência
- Faltas de respeito
- Malas perdidas no aeroporto
- Aranhas e outros insectos – fazem falta mas metem medo!
- Aqueles telefonemas irritantes a fazer inquéritos e a quererem “dar” coisas – é sempre para mudar para pior e têm péssima pontaria com as horas!
- Que me desiludam.

4. Oito coisas que digo:
- Epaahh
- Pronto
- Hum…
- O que é o jantar?
- ‘Bora ao cinema
- Não sabes o que perdes
- Tenho sono
- Já sei as falas de cor

5. Oito coisas sem as quais não consigo viver:
- A minha família (que inclui as minhas tartarugas e os meus amigos)
- Livros
- Filmes
- Elásticos para o cabelo
- Água, no sentido em que adooorooo água e mesmo que me fosse dada outra opção de bebida para poder viver, escolheria água na mesma
- Papel e lápis
- Sol
- Música

6. Oito filmes/livros/séries que adoro:
- Bela e o Monstro
- Harry Potter
- Sherlock
- Supernatural
- As gémeas
- Predadores da Noite
- A Mediadora
- Dias de Ouro


Agora para terminar era suposto nomear oito blogs para responderem a esta TAG, mas visto que já fomos nomeadas há imenso tempo (sorry, Lena!) e já bastante gente respondeu, decidimos não fazer nenhuma lista. Quem quiser responder a esta TAG que se considere nomead@ ;)

domingo, 12 de julho de 2015

[Filme] V for Vendetta, de James McTeigue


Título Original: V for Vendetta
Título em Português: V de Vingança
Realização: James McTeigue
Argumento: Andy Wachowski & Lana Wachowski (screenplay), David Lloyd(graphic novel art)
Elenco Principal: Hugo Weaving, Natalie Portman, Rupert Graves
Ano: 2005 | Duração: 132 mins

Sinopse:
Na sequência da vitória da Alemanha nazi na 2ª Grande Guerra, o reino Undo tornou-se um estado fascista totalitário. Um lutador pela liberdade, que actua mascarado e lidera acções de terrorismo urbano contra o estado britânico. Ao salvar uma rapariga das mãos da polícia política, ele vai descobrir uma poderosa aliada na sua luta pela liberdade...

Opinião:
É imperdoável eu não ter visto V for Vendetta até há bem pouco tempo. Desde que esteve no cinema que dizia que queria ver e não sei bem por que razão acabava sempre por não o ver. Não sei o que andei a fazer este tempo todo porque o filme é incrível!


Baseado em comics da DC, V for Vendetta é sem dúvida um filme que todos deviam ver. Não só pela extrema qualidade técnica do filme como pela interpretação exímia, mas também pelo tema. Tendo em conta a época em que estamos, um filme nunca esteve tão actual e incrivelmente on the spot.

Apesar do destaque e importância de Evey, o filme centra-se em V, um homem mascarado que nunca tira a máscara num único segundo que seja do filme. Nunca lhe vemos a cara por baixo da máscara, mas nem é preciso. Porque, como a própria personagem refere no filme, não é o indivíduo de carne e osso por baixo da máscara que interessa, mas as suas atitudes e a ideia que promove. Uma ideia não pode ser parada. Uma ideia não pode ser morta. Uma ideia perdura para além da pessoa. V é a representação da luta contra a opressão. V é a representação da liberdade. V é a representação do idealismo político. V é aquilo a que todos aspiramos.


Vendo o filme, entende-se porque os Anonymous usam a máscara Guy Fawkes – não só pelo que ela representa no interior do filme, mas também a sua dimensão fora do mesmo. Este filme é uma lição, um “abre olhos” como se costuma dizer. Sem dúvida que esta crítica não faz jus ao seu potencial como filme e como marco da história, tanto do cinema como da humanidade e a forma como influenciou o mundo. Recolhi apenas alguns gifs que, de forma injusta, mostram um bocadinho do filme (para quem ainda não viu espero que sirva de mote para o verem), porque V for Vendetta é um filme que tem que ser visto e experienciado por cada um, deixar que a mensagem se entranhe em nós mesmos. Considero que este filme faz parte do grupo limitado de filmes que se deve ver antes de morrer, e que deveria estar no topo da lista.






quinta-feira, 9 de julho de 2015

[Entrevista] Kate Carson, autora da trilogia "The Ley Lines"



Olá a tod@s!
Hey everyone!

Hoje temos uma coisa nova aqui no blog. A nossa primeira entrevista e estamos as duas incrivelmente contentes e entusiasmadas com isto. Não só porque é a nossa primeira entrevista (e esperemos vir a ter muitas mais no futuro), mas porque a nossa entrevistada é uma pessoa incrível, super acessível e nós adoramos os livros dela! E estamos a falar de.... KATE CARSON, autora da série The Ley Lines.

Today we have something new for you! Our first interview and we are both happy and super excited! Not only because it’s our first interview (and we hope we’ll have more in the future), but also because our first interviewee is an incredible person, super approachable, and we both loved her books! And we are talking about… KATE CARSON, author of The Ley Lines series.


Antes de mais, nós queremos agradecer por ser a nossa primeira entrevistada. Não poderiamos começar de melhor forma. Temos que dizer que a série The Ley Lines foi uma fantástica surpresa para ambas.A Joana é uma aficcionada por Romances Históricos, mas ainda assim conseguiu superar as espectativas. Apesar de a Carla não gostar muito de Romances Históricos, ela foi seduzida pela parte das viagens do tempo e, no final, ela simplesmente adorou.

Mas agora, sem mais delongas, vamos às perguntas. :)

Beforehand, we want to thank you for being our first interviewee. We could not start this in a better way. We must say The Ley Lines books were a fantastic surprise for both of us. Joana is an Historical Romance hardcore lover and yet you have surpass her expectations. Although Carla doesn't dig much about Historical Romances, she was drawn to them by the time travelling part and, in the end, she simply loved it.

But now, without further ado, lets go to the questions. :)





1) For those who don't know you, tell us a bit about you.
1) Para aqueles que não a conhecem, fale-nos um pouco sobre si.
Sure thing! Well, I’m Kate! I’m a fiction writer living in the US, current author of “The Ley Lines Series” and a few other things forthcoming. I write historical romances primarily, but mixed with a side of science fiction and humor. I have four cats that like to constantly interrupt my writing for food. I love coffee (too much), traveling, nerdy TV shows, and peanut butter.

Claro que sim! Bem, eu sou a Kate! Sou uma escritora que vive nos EUA, actualmente autora da série “The Ley Lines” e outras coisas que estão por vir. Eu escrevo romances históricos, principalmente, mas com ficção cientifica e humor à mistura. Tenho quatro gatos que gostam de interromper a minha escrita para pedirem comida. Eu adoro café (demasiado), viajar, ver séries nerds e manteiga de amendoim.


**
2) Do you write on a typewriter, computer, dictate or longhand?
2) Escreve numa máquina de escrever, num computador, ditado ou à mão?
Computer - definitely! Like many, I have the nostalgic fantasy of sitting with a cup of tea and writing on a gorgeous typewriter, but it isn’t the most practical. You’d get very strange looks trying to haul that thing into a coffee shop.

Computador – definitivamente! Como muita gente, eu tenho aquela fantasia nostálgica de estar sentada com uma chávena de chá e uma deslumbrante máquina de escrever, mas não é muito prático. Receberíamos olhares muito estranhos ao tentar levar uma máquina dessas para um café.


**
3) Why did you decide to start writing?
3) Porque decidiu começar a escrever? 
I suppose that writing is something I’ve always done in some form. I hadn’t actually considered I might make a career of it until long after college where I was working in the corporate world, which can sometimes be very creatively unfulfilling. And that dissatisfaction ignited a spark in me to really work toward what I want to do. There is an amazing renaissance happening in publishing. So many more people are now reading on devices like Kindles, Ipads, mobile phones, etc. that it is a great time to jump into writing! The feedback from readers is what keeps me going though! It can be a bit daunting to pour your soul into a piece of work, but to hear that someone else relates to a character or an event is the best feeling ever! It’s a dream.

Eu acho que a escrita é algo que sempre fiz, de certa forma. Eu nunca tinha realmente considerado fazer carreira disto até algum tempo depois de terminar a faculdade, ao estar a trabalhar no mundo corporativo, o qual, às vezes, pode ser muito pouco desafiante criativamente. E essa dessatisfação fez despertar em mim a vontade de trabalhar naquilo que realmente quero fazer. Está a acontecer um renascimento fantástico no mundo da publicação. Cada vez mais pessoas estão a ler em aparelhos como Kindles, iPads, telemóveis, etc., é uma boa altura para começar a escrever! O feedback dos leitores é o que me faz seguir em frente. Pode ser um pouco assustador pôr um pouco da nossa alma num trabalho, mas ouvir que outras pessoas conseguem relacionar-se com uma personagem ou evento é o melhor sentimento de sempre! É um sonho.


**
4) Who are some of your favourite authors? And how do they inspire you? 
4) Quais os seus autores favoritos? E como é que eles a inspiram? 
You know, I am a bit of an eclectic reader. My favorite author growing up was Agatha Christie, and I think that “mystery” element transcends through a lot of my books. I like surprising an audience, giving them all of the pieces, but not quite telling how they fit together. It gives the work a great sticking power where you can go back and re-read and think “ohhhh, now I see how everything was leading to the end!” I just love those moments. That’s definitely from Agatha Christie. I absolutely love George RR Martin too, but I’m not quite as cruel to my characters as he is known to do! His courage and world-building is incredible. Surprisingly enough, I am actually really inspired by screenwriters as well. People like Steven Moffat and Joss Whedon are really incredible because they have this natural knack for dialogue and humor and heart. They can make you laugh one moment and cry the next, but definitely be entertained the whole time!

Sabem, eu sou uma leitora um pouco ecléctica. A minha autora favorita enquanto cresci foi a Agatha Christie, e penso que é daí que vem o elemento “mistério” que passa através dos meus livros. Gosto de surpreender a minha audiência, dando-lhes um pouco de tudo, mas sem contar como tudo de se enquadra. Dá ao nosso trabalho um grande poder o facto de podermos voltar atrás e reler o livro e pensar “ohhhh, agora vejo como tudo estava a culminar para este fim!”, adoro esses momentos. Isso é definitivamente da Agatha Christie. Adoro George R.R. Martin, mas não sou tão cruel com as minhas personagens como ele é com as dele! A sua coragem e a sua construção de mundos são incríveis. Surpreendentemente, sou também inspirada por argumentistas. Pessoas como Stevem Moffat e Joss Whedon são verdadeiramente incríveis porque têm este dom natural para o diálogo, o humor e o coração. Conseguem fazer-nos rir num momento e chorar no a seguir, mas definitivamente entretêm-nos o tempo todo!


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5) Where do you get your ideas? Do you work with a outline/plot or do you prefer to just see where an idea leads you? 
5) Onde vai buscar as suas ideias? Usa um plot previamente pensado ou prefere ver onde a ideia a leva? It is a combination of both. 
Usually I have a rough idea of where the story is going, but I haven’t always worked out the steps to get there. It is necessary in a series to have sketched out how the books will tie together - that much you need to know to keep the series cohesive and the readers invested in the stakes. Sometimes I have the scene in full planned out, and sometimes it is just a few sentences. But even if it is plotted in advance, things can changes quite drastically. I think many readers (myself included) secretly love the moments that make you want to punch a character in the face, or make you grab your chest in heartbreak. If I’m not doing that myself when I am proofreading, I go back and rewrite it to make it more dramatic. Sometimes that’s entirely different than the original plotted version, but plots don’t always come across on paper the way you might think they might, so I try to not set my heart on any plot.

É uma combinação dos dois. Normalmente eu tenho uma ideia geral para onde a estória vai seguir, mas nem sempre trabalho por etapas para lá chegar. É preciso, numa série, ter delineado como os livros se vão ligar entre eles – é preciso saber isso para manter a série coerente e para que os leitores se mantenham interessados nos. Às vezes eu tenho as cenas completamente planeadas, e noutras apenas algumas frases. Mas mesmo que seja pensada com antecedência, as coisas podem mudar drasticamente. Eu penso que muitos leitores (eu própria incluída) gostamos secretamente daqueles momentos em que queremos dar um murro na cara de uma personagem, ou aqueles momentos de partirem o coração que nos fazem querer agarrar no peito. Se eu própria não faço isso quando estar a reler/rever, volto atrás e reescrevo tudo para o tornar mais dramático. Às vezes fica completamente diferente do que foi originalmente pensado, mas os enredos nem sempre funcionam no papel como imaginamos, por isso, eu tento me não focar muito num.


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6) What has inspired you to write "The Ley Lines" trilogy? 
6) O que a inspirou para escrever a trilogia "Ley Lines"? 
I had this idea for quite a while that I wanted to tell a story of a non-traditional, strong heroine - And that’s definitely Millie. When we start the series, she’s tough. She’s a thief with a lot of walls around herself and not the most sympathetic of main characters. But as we get to know her a little more, we realize she’s just lonely and missing purpose in her life. The overall theme that I wanted to explore is family, and not necessarily the blood-related family but the people who you care about and who you would fight to defend. What constitutes a family? What would “family” mean to this young woman who has never really had one? How could she evolve to learn to put their interests before her own? It was an interesting idea to me to explore this character evolving through the lens of time-travel. I’m sure Millie never expected to find any family, much less one in the 14th century!

Eu já tinha esta ideia há algum tempo, de contar uma história de uma heroína não tradicional e forte – e essa é definitivamente a Millie. Quando começamos a ler a série, a Millie é resistente. É uma ladra com muitas paredes à sua volta, e não é uma daquelas personagens principais com as quais somos mais simpatéticos. Mas à medida que a vamos conhecendo, percebemos que ela apenas está só e tem falta de um objectivo de vida. O tema principal que eu quis explorar é a família, e não necessariamente a família de sangue, mas pessoas com as quais te preocupas e de quem gostas, e que irias lutar para as defender. O que constitui uma família? O que significaria “família” para esta jovem mulher que nunca teve verdadeiramente uma família? Como poderia evoluir de modo a por os interesses de outras pessoas à frente dos seus? Foi uma ideia interessante para mim, explorar a evolução desta personagem enquanto ela viajava no tempo. Tenho a certeza que a Millie nunca esperou encontrar uma família, muito menos no século XIV!


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7) We think the covers of "They Ley Lines" trilogy are very beautiful. Tell us about them and how they came about. Who designed your book covers? 
7) Nós achamos as capas da trilogia “The Ley Lines” muito bonitas. Fale-nos um pouco sobre elas e como surgiram. Quem fez o design dos seus livros? 
Thank you so much! I will admit that I have a slight advantage. My husband is an amazingly talented Graphic Artist, and he designed my covers, website, and pretty much any other branded material you see. We did do about four covers until I found the right feel for the series. The story is ultimately about Millie so I wanted to feature her emotional state in each of the three books, so I hope that comes across.

Muito obrigada! Eu tenho que admitir que tenho uma pequena vantagem. O meu marido é um artista gráfico incrivelmente talentoso, e foi ele que fez o design das minhas capas, do website, e basicamente todo o meu material visual. Nós fizemos quatro capas até eu encontrar aquela que sentia ser a perfeita para série. A estória é, em última instância, sobre a Millie, por isso, eu queria que o seu estado emocional transpassasse em cada um dos três livros, por isso espero que tenha funcionado.


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8) Do you think you have anything in common with Millie or any other character in these books? 
8) Acha que tem alguma coisa em comum com a Millie ou qualquer outra das suas personagens?
I think the answer is there’s a little bit of me in all of them! That’s one of the best parts of being an author, honestly. You get to explore pieces of your own personality and combine them in different ways. I’m like Millie in that we’re both pretty out-spoken and fearless. I’m like Abraham in that we both enjoy the simple things (and we both like thai food). And like Cian in that we both use humor as a defense mechanism. I take inspiration from friends too, but I’ll never admit to which ones. I don’t think most people feel comfortable knowing your fictional distorted version of them, haha!

Acho que a resposta é: há um pouco de mim em cada uma delas! É uma das melhores partes de se ser o autor, honestamente. Podemos explorar pedaços da nossa própria personalidade e combiná-la de diferentes maneiras. Sou como a Millie no sentido em que somos as duas muito francas e destemidas. Sou como o Abraham no sentido em que ambos apreciamos as pequenas coisas (e gostamos os dois de comida tailandesa). E como o Cian, ambos usamos o nosso sentido de humor como mecanismo de defesa. Inspiro-me em alguns amigos também, mas nunca vou admitir em quais. Acho que a maioria das pessoas não se sente confortável ao ver uma versão ficcional distorcida sua, haha!


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9) If you were able to travel in time, say you have a TARDIS or you stumble upon a Ley Line, where and when would you like to go and why? 
9) Se pudesse viajar no tempo, digamps que tem uma TARDIS ou que dá de caras com uma Ley Line, onde e quando gostaria de ir? 
Oooooohhh great question, since you know I am a fellow Whovian! I think I would travel to ancient Rome when it was such a huge center for art and culture. There is so much that has been lost to time yet so much that still remains - it would be amazing to see if first hand!

Ooooooohh óptima pergunta, já que vocês sabem que eu também sou uma Whovian! Eu acho que viajaria para a Roma Antiga, quando esta era um centro artístico e cultural enorme. Há tanta coisa que se foi perdendo no tempo e, no entanto, tanto ainda se mantém – seria incrível ver isso em primeira mão.


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10) What was one of the most surprising things you've learned in creating your books? 
10) Qual foi uma das coisas mais surpreendentes que aprendeu ao criar estes livros? 
It can be surprising when your work takes a life of its own. I’ve had dreams about the MacAllisters and MacKays…which is kind of odd! And sometimes the characters say unexpected things that make me laugh or hate them. I realize that sounds odd since I’ve created all of the dialogue, but I could best compare it to improvisational acting. It’s easy to get so lost in the story that you forget you’re the one controlling it. It’s also surprising when a reader picks up on a theme you didn’t realize you embedded into the work! This happened in some of the Nicol scenes. I’ve read analyses of Nicol’s behavior that blew my mind! Readers had him so spot on, in ways I didn’t even realize!

Pode ser surpreendente quando o nosso trabalho ganha uma vida própria. Tive sonhos sobre os MacAllisters e os MacKays [as duas famílias principais] … o que é algo estranho! E por vezes algumas personagens diziam coisas inesperadas que me faziam rir ou me faziam odiá-las. Eu percebo que isto soa estranho, porque fui eu que criei todo o diálogo, mas podemos compará-lo com o improviso que os actores fazem. É tão fácil perdermo-nos na história que nos esquecemos que somos nós que a controlamos. É também surpreendente quando um leitor pega num tema que nós próprios não tínhamos percebido que tínhamos enraizado no nosso trabalho! Isto aconteceu em algumas das cenas com o Nicol. Li análises do comportamento dele que me espantaram completamente! Os leitores perceberam-no tão bem, em maneiras que eu própria não tinha percebido!


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11) We want both to go to Scotland one day in our lives. What do you love so much about this country? 
11) Nós as duas adoraríamos de um dia ir à Escócia. O que a leva a gostar tanto deste país? 
Well, it’s absolutely gorgeous, and the people are fantastic and friendly. There’s such a great hospitality to Scotland, and pride and preservation of the country’s heritage. It’s hard not to be inspired by the Highlands, with the gorgeous misty mountains and lochs. It’s really mind-blowing to visit castle ruins and think about the centuries of lives lived on that very spot. I suppose that’s why it lends itself well to time-travel stories in particular, because so much of the physical history still exists. It’s not hard to imagine what life was like for those people.

Bem, é incrivelmente belo e as pessoas são fantásticas e amigáveis. A Escócia tem uma grande hospitalidade e um orgulho imenso na herança do seu país e uma vontade inacreditável de a preservar. É difícil não ficar inspirado pelas Highlands, e pelas lindas e enevoadas montanhas e lagos. É arrebatador visitar as ruínas de castelos e pensar nas vidas que por ali passaram nos séculos anteriores. Eu acho que é isso que faz com que estes lugares sejam prefeitos para estórias sobre viagens no tempo, em particular, porque muita da história física ainda existe. Não é difícil imaginar como a vida era para essas pessoas.


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12) We know you're writing "Pretty in Plaid", can you reveal us something about it? What can we except from it? 
12) Sabemos que está a escrever "Pretty in Plaid", pode reveler-nos um pouco sobre o livro? O que podemos esperar dele? 
Yes! It’s actually been a series I’ve written and re-written a few times, prior to the release of the Ley Lines series. It’ll be the next release before the end of the summer. I guess if I had to describe it, I’d say it’s got a Pride and Prejudice vibe with an alternative history/ time travel element, and a lot more danger and action. I wanted to flip this one around a little as well. Instead of a Clansmen, our hero is actually a modern Scotsman…He’s a bartender on the Royal Mile. The tone is definitely different. I think it’s actually funnier than the Ley Lines series.

Sim! É uma série que escrevi e reescrevi várias vezes, antes até que o lançamento da série Ley Lines. Será o próximo lançamento antes do fim do verão. Acho que se o tivesse de descrever, diria que tem um pouco do “Orgulho e Preconceito” com uma história alternativa e um elemento de viagens no tempo, e muito mais perigo e acção. Eu quis mudar este um pouco também. Em vez de um homem que faz parte de um clã escocês, o nosso herói é um escocês actual. É bartender no “Royal Mile”. O tom do livro é definitivamente diferente. Acho que é mais divertido que a série "The Ley Lines".


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13) Do you have any advice for those who also love to write, such as ourselves, and who aspire to become writers one day? 
13) Tem algum conselho para aqueles que, como nós, gostam de escrever e um dia aspiram a se tornarem escritores? 
Yes! Write every day. Commit to writing every day, even if it’s only 50 or 100 words. Figure out the time when you have the most mental energy and make sure you write then. For me, it is first thing in the morning. Have you heard of “Eat the Frog?” I have been trying to live by this lately. To paraphrase the Mark Twain quote, if you know you need to eat a live frog every day you can either just eat the frog and spend the day in satisfaction that you did it, or spend the rest of your day dreading eating the frog. In other words, the hardest part of your day should be the thing you do first or you might never do it. Either way, dreading or procrastinating is a curse to creative writing! Also, don’t be afraid to take a risk! I know so many people who say “I wish I could write..but..[insert any excuse here].” And I just want to say to them that they just spent more creative energy coming up with an excuse than it would take to actually write. If you want to do it, just do it! You will always find an audience who will enjoy your work and inspire you to continue. The hardest part is just getting started.

Sim! Escrevam todos os dias. Proponham-se escrever todos os dias, mesmo que seja apenas 50 ou 100 palavras. Descubram qual a altura do dia em que têm maior energia mental e escrevam. Para mim, é a primeira coisa que faço, de manhã. Já ouviram falar em “Comer o Sapo?” Eu tenho tentado viver segundo esse lema, ultimamente. Parafraseando Mark Twain, se tu sabes que precisas de comer um sapo vivo todos os dias, tu podes: ou comer o sapo e passar o resto do dia satisfeito por o já teres feito; ou passar o resto do dia temendo porque tens que comer o sapo. Em outras palavras, a parte mais difícil do vosso dia devia ser a primeira coisa que vocês fazem, ou possivelmente nunca o farão. Qualquer das formas, o medo e a procrastinação são as maldições da escrita criativa. Também, não tenham medo de arriscar! Eu sei que muitas pessoas vão dizer “Eu gostaria de conseguir escrever… mas [inserir desculpa aqui].” E eu apenas quero dizer a essas pessoas que eles gastam mais energia criativa a inventar desculpas do que seria necessário para escrever. Se querem fazer, façam! Irão sempre encontrar um público que irá gostar do vosso trabalho e a inspirar-vos para continuarem. A parte mais difícil é começar.


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14) What are your plans for the future? 
14) Quais os seus planos para o futuro? 
Well, hopefully release a few more books this year! I hope to finish at least three books in the Pretty in Plaid Series and then move on to something new. Lass of the Ley Lines is being released on Audiobook and in Spanish this month, which is very exciting! I’ve been tossing around the idea of turning it into a screenplay, but there is always too little time to get everything done.

Bem, espero que consiga publicar mais uns livros este ano! Espero acabar três livros da série Pretty in Plaid e depois seguir para algo novo. Lass of the Ley Lines [o primeiro livro da série Ley Lines] vai ser lançado em audiobook e em espanhol ainda este mês, o que é muito entusiasmante! Tenho andado a pensar em torná-lo num argumento cinematográfico, mas há sempre pouco tempo para conseguir fazer tudo.


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15) As booknerds, we have to ask it: what book are you reading now? 
15) Como booknerds que somos temos que perguntar: que livro está a ler?
So I’m reading Blake Crouch’s Pines, which is a science fiction thriller. They’ve based a TV show on it now, Wayward Pines, so I wanted to read the source material before falling into that rabbit hole. It’s very Twin Peaks inspired, if you like that kind of thing!

Eu estou a ler “Pines”, de Black Crouch, um thriller de ficção científica. Basearam a série “Wayward Pines” neste livro, por isso eu queria ler a fonte de inspiração antes de cair neste buraco de coelho. Tem muita inspiração de “Twin Peaks”, se gostam desse tipo de coisas.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

[Livro] Defiance, de Adrienne Monson


Título Original: Defiance
Título em Português: --
Série: The Blood Inheritance Trilogy #2
Autor(a): Adrienne Monson
Editora: Jolly Fish Press
Páginas: 320
Data de Publicação: 24 de Fevereiro de 2015

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Sinopse:
Leisha and Samantha barely survived. Now, an explosive battle between the vampires and immortals seems imminent. It's more important than ever before that the prophecy child is found, but there's a problem—Leisha has lost her powers. She seems like nothing more than a human. Her newfound humanity is further complicated when Tafari, her old lover, appears with a desire for reconcliation. Can Leisha lock up the past to save those she loves? Or will fate tear everything from her once again?
~ Recebemos este livro via Nerdy Girl Book Reviews, obrigada! ~

Opinião:
Este é o segundo livro da trilogia The Blood Inheritance e é com muita pena minha que admito que não li o primeiro. E porquê? Porque quando vi este livro para review na Nerdy Girl Book Reviews, não resisti e nem fui ver ao goodreads se era um livro sozinho ou não. Quando o comecei a ler é que percebi que muito já se tinha passado.

Uma coisa que reparei neste livro foi o facto de haver pequenas semelhanças com os da série Twilight. Mas são pequenas e, para quem gostou até sabem bem, para quem não gostou são indiferentes.

Se me perguntarem qual a personagem principal, admito que, ainda que seja distinguível, é difícil nomear uma, pois todas as personagens e as suas histórias estão interligadas. Samantha, a jovem protagonista, encontra-se, à falta de melhor palavra, numa embrulhada enorme. Desde dramas que quase se podem chamar familiares, a problemas de adolescentes, a vampiros com centenas (alguns com milhares) de anos, a imortais e humanos...diferentes, tudo se passa neste livro.

Acho que não posso dizer que tenha havido uma personagem de que gostei menos, todas elas se enquadravam bem na história, apesar de pensar que personagens como o pai de Samantha precisavam de ser mais desenvolvidas. Leisha, Tafari, Rinwa, Nikita (Nik), todos eles têm um papel importante e autora consegue que deixemos de olhar para eles como simples seres que ou sugam sangue ou só lutam, etc., para seres que, apesar de tudo, têm uma consciência.

Tentando não revelar muito da história, Leisha e Nikita são vampiros, Tafari e Rinwa são imortais e Samantha é uma rapariga humana com visões. Com um novo chefe de vampiros, Leisha passa por um mau bocado e Tafari, o seu marido de há muitos séculos volta à sua vida para a ajudar, e traz consigo a filha de ambos, Rinwa. Ainda que gostem muito um do outro, este casal tem grandes problemas entre si e isso ocupa parte do livro e acho que todos nós nos podemos relacionar, em parte, com os seus problemas maritais. Leisha e a filha também não têm uma boa relação e gostei da maneira como isso foi explorado ao longo do livro. Samantha e Nik… bem é um romance mais típico de adolescentes, mas isso não faz com que não gostemos do que lemos.

O que mais gostei neste livro foi o fim e sabem porquê? Porque me estava a dar tanto gosto ler que nem olhei para as páginas, simplesmente carreguei para o capítulo seguinte e vi que não tinha mais para ler, para tristeza minha. O final foi um cliffhanger tal que estou desejosa de ler o primeiro livro e o terceiro.

Para terminar, gostava apenas de deixar aqui a nota que no início do livro tinha pensado dar 3*, a meio já ia para as 3,5* e, apesar de achar que se calhar não chega às 4*, é melhor que as 3,5*.

terça-feira, 7 de julho de 2015

[Filme] Vice, de Brian A. Miller


Título Original: Vice
Título em Português: Vice - Cidade Sem Regras
Realização: Brian A. Miller
Argumento: Andre Fabrizio, Jeremy Passmore
Elenco Principal: Ambyr Childers, Bruce Willis, Bryan Greenberg, Charlotte Kirk, Thomas Jane
Ano: 2015 | Duração: 96 mins

Sinopse:
Julian Michaels é o dono de um hotel de luxo, Vice, onde tudo funciona roboticamente e os clientes podem fazer o quiserem com essas máquinas sem qualquer tipo de consequência. Mas as máquinas olham, sentem e pensam como seres humanos; quando um robot torna-se consciente e foge vai apanhar-se no fogo cruzado entre mercenários de Julian e um agente policial que está empenhado em encerrar, a todo o custo, o resort e terminar com a violência de uma vez por todas.

Opinião:
VICE é uma cidade sem regras. Um resort que tem “residentes” que são AI (artificial intelligence) e que, tendo dinheiro para marcar uma estadia nesta "cidade", qualquer um pode entrar e fazer o que lhe bem apetece sem ter de sofrer as consequências. Isso inclui: violações, mortes, lutas, apostas e coisas menos “agressivas”, também.


Este resort é comandado por Julian (Brice Willis) que controla e supervisiona tudo o que se passa no interior de VICE. Os “residentes” são robots, que na verdade são mais cyborgs do que apenas máquinas com inteligência artificial. Eles são clones humanos, mas mecanizados. Ou seja, o corpo é humano, grande parte dos órgãos são reais, mas não deixam de ser máquinas que são controladas pela central. Todos os “residentes” têm uma pulseira no pulso (que estão programados para não verem) que lhes apaga a memória e, por consequência, estão constantemente em loop, a viver o mesmo dia. Neste filme, este é o pormenor fundamental que distingue os humanos das máquinas.

O humano cresce e desenvolve-se com as experiências, com os erros e as suas consequências, se lhes apaga a memória não podem crescer e desenvolver a sua personalidade e a sua consciência. Enquanto o humano desenvolve-se, cresce e aprende, os “residentes” – as máquinas – estão constantemente paradas a reviver, vezes sem conta, o mesmo dia, as mesmas situações. Confesso que é um ponto interessante, ainda assim não concordo plenamente com esta ideia. Sim, a memória é uma parte fundamental de sermos quem somos e termos a personalidade e a bagagem emocional que temos, mas não será isso que nos vai separar das máquinas. Uma pessoa com amnésia, ou outra patologia que interfira com a memória, será uma máquina e menos humano?


A estória de Vice centra-se em Kelly (Ambyr Childers), uma “residente” que é morta logo no inicio do filme. Por mando de Julian, ela e a amiga, Melissa, são resgatadas, e fazem uma espécie de reboot à memória e todos as “feridas” são corrigidas. Depois de prontas voltam a ser inseridas na cidade VICE e nenhuma delas se lembra do que se passou. Bem, Kelly tem um glitch e começa a recordar-se de vários momentos que foram sempre apagados da sua memória. E foge de VICE. Há romance lá para o meio, não vou explorar essa vertente, porque não é assim tão significativa e é o típico romance.


A personagem de Roy (Thomas Janes) é bastante interessante apesar de ele ser o estereótipo andante de um detective neste género de filmes. O detective que é contra VICE – que representa o que ele mais despreza – tem aquele ar deslavado e junkie; fumador compulsivo que tenta deixar de fumar e por isso anda sempre com um fósforo na boca; está prestes a ser expulso da força policial porque nunca faz o que lhe mandam; mas no final era ele que tinha razão e acaba por resolver tudo.

Resumindo, o filme é relativamente satisfatório enquanto se está a ver. Se bem que a primeira metade do filme é bastante aborrecida, começando a ganhar passo apenas na segunda parte. As cenas tão todas muito típicas (não vou desenvolver porque não quero fazer qualquer tipo de spoiler involuntário, mas se virem o filme vão perceber). Tem um conceito ligeiramente diferente, mas acaba por se arrastar para os clichés de filmes de sci-fi/acção/AI. Eu já vi este filme há mais de uma semana e confesso que tive que ir rever algumas cenas para poder escrever esta crítica porque não é um filme que fique na memória.

Estava algo que interessada no filme pelo tema – inteligência artificial – mas não me ofereceu nada novo nem nenhuma prespectiva interessante. Nem sequer me deixou a pensar porque nada do que vi ali era novo. Tinha potencial, mas repensando o filme vejo que não atingiu os objectivos.



quarta-feira, 1 de julho de 2015

Pôr as mãos na massa [Julho]



Que tal foi o vosso mês de Junho? Já estão de férias, com tempo para dedicar ao lazer? A Joana já ficou livre da faculdade para este ano lectivo e a Carla está quase, quase. Por essa razão o cumprimento das nossas metas para este mês fugiram um pouco dos planos, mas ainda assim temos aqui a complicação que até está recheadinha. Os vossos planos correram bem?

E para o próximo mês o que têm em mente? Contem-nos tudo, que somos umas cuscas! :P E sem mais demoras, podem encontrar aqui o que fizemos em Junho e os nossos planos para Julho. 


O que se fez em... Junho

Carla D.

Joana V.


Propostas para... Julho

Carla D.
  • [Livro] Prophecies Awakening, de Peter Koevari
  • [Livro] Scrapplings, de Amelia Smith
  • [Livro] Magno Girl, de Joe Canzano
  • [Livro] A Cruz de Morrigan, de Nora Roberts
  • [Filme] Pitch Perfect 2, de Elizabeth Banks
  • [Filme] Inside Out, de Pete Docter e Ronaldo Del Carmen

Joana V.
  • [Livro] The Seduction of Madalyn, de Cynthia Clement
  • [Filme] Inside Out, de Pete Docter e Ronaldo Del Carmen
  • [Filme] Um ritmo perfeito 2, de Elizabeth Banks
  • [Filme] Mr.Turner, de Mike Leigh