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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Especial Halloween | TOP3 - Magia


O TOP 3 desta semana tem como tema a magia - não só está ligado ao Halloween como ao próprio blog. É um TOP conjunto, ao contrário dos TOPs anteriores. Decidimos que queríamos expandir um pouco o nosso horizonte e por isso dividimos este TOP em três categorias, como podem ver a seguir.


Carla

Não me conseguia decidir em que formato queria fazer este TOP relacionado com magia. É verdade que tenho um TOP focado em filmes (mas de terror), mas sentia que não ficaria satisfeita optando apenas por literatura, ou cinema ou televisão. Por essa razão, em vez de fazer os três favoritos sobre magia de literatura/cinema/televisão, decidi escolher o favorito de cada uma das categorias.


Esta parece uma escolha óbvia para a categoria de literatura. Há mais livros relacionados com magia que gosto bastante, mas nenhum consegue chegar aos pés de Harry Potter. O meu favorito dentro da saga é o A Ordem de Fenix, no entanto queria meter a saga como um todo porque Harry Potter não existe com apenas um livro... O mundo Harry Potter é o conjunto dos sete livros, a aventura que nos arrebatou em A Pedra Filosofal e nos levou até aos Talismãs da Morte. O magnífico desta saga é o imenso conteúdo que está fundido com a história de todas as personagens de Harry Potter. Mitologias, linguística, sendo apenas alguns exemplos. Mas para além destas coisas formais tem, também, lições extraordinárias. Harry Potter acompanhou a infância de muitos (a minha incluída), Harry e amigos cresceram connosco, e nós com eles, e aprendemos a força do amor, da amizade, que somos capazes de muito mais do que aquilo que pensamos inicialmente. A magia está dentro de cada um de nós. E mais do que tudo isto, Harry Potter foi a saga que me fez apaixonar pela literatura, e os primeiros livros que li sem ser obrigada e adorei.


Tal como aconteceu com Harry Potter, a Sabrina, a bruxinha adolescente (1996-2003) acompanhou a minha infância e adolescência. Quando era ainda uma criança pequena sonhava ser como a Sabrina... talvez um pouco menos propensa a desastres, mas queria ter a magia, as tias loucas, o gato que falava e as aventuras que ela vivia. Não cheguei a seguir a série na sua totalidade, mas não perdia um episódio na RTP2, se assim o pudesse evitar. Confesso que tenho saudades.


Uma vez que não queria repetir Harry Potter nesta categoria e porque Neverending Story (Wolfgang Petersen, 1984) entrou na minha vida muito antes da saga do pequeno feiticeiro, esta tinha que ser a minha escolha. Não tem o mesmo tipo de magia das escolhas anteriores, mas nunca me senti tão apaixonada por uma filme como por Neverending Story. Recordo-me de pedir aos meus pais para colocar o VHS (sim, porque nem sequer se sabia o que eram DVDs, na altura) deste filme vezes sem conta a dar. Enquanto outras crianças viam os filmes da Disney em loop, eu via Neverending Story. E a magia deste filme está no poder da literatura - e mesmo que na altura não tivesse uma grande ligação aos livros, talvez isto tenha sido um sinal que nunca tomei atenção; mas tem uma estória fantástica de amizade, força, magia e... mitologia por trás. Quem não conhece, por favor, vejam e deliciem-se. Um filme fantástico (no duplo sentido da palavra) com efeitos visuais algo "artesanais", mas que tornam o filme ainda mais extraordinário. 


Joana


É sempre difícil escolher um favorito mas aqui vai.


Não querendo repetir a Carla com o Harry Potter, que merece certamente vir como favorito, escolho antes Amante de Sonho, da Sherrylin Kenyon, que faz parte de uma colecção enorme (que continua a aumentar) que me foi apresentada pela Carla e da qual eu gosto muito: os Dark Hunters, ou Predadores da Noite na nossa tradução. Este livro (e os seguintes) apresenta um mundo como o nosso, no qual existem deuses, metamorfos, seres que nos invadem os sonhos, etc. A magia está muito presente nos poderes de cada personagem bem marcada nestes livros, trazendo um elemento de fantasia e do paranormal que agrada sempre à leitura.




Acho que a favorita é mesmo Supernatural. Com dois irmãos que têm uma vida na estrada a caçar monstros, como poderia não gostar? Dean e Sam Wincherster percorrem os EUA para lidar com mortes estranhas, demónios e anjos (com ajuda de Castiel, que forma o nosso trio), entre outras criaturas. A magia faz parte desta série no sentido em que temos bruxos, vampiros, etc, que decidem agir como querem e bem lhes apetece e que precisam de ser parados: “Saving People, Hunting Things- The Family Business”.



Eu, ao contrário da Carla, não resisti em colocar o Harry Potter nesta categoria. Os efeitos especiais, as histórias, os actores e as suas personagens, tudo nestes filmes, muito por causa dos livros, encanta-nos com a sua magia. O primeiro filme, Harry Potter and the Philosopher's Stone é sem sombra de dúvida o meu favorito, talvez por ser exactamente o primeiro, com aquela excitação e o início do que se mostrou uma grande aventura, seja com o hall decorado para o natal (ou para o halloween), ou com o primeiro jogo de Quidditch, etc, é um mundo a que é sempre bom voltar.



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Especial Halloween | [Livro] Winter Queen, Amber Argyle



Título Original: Winter Queen
Título em Português: --
Série: Fairy Queens #1
Autor(a): Amber Argyle
Editora: Starling Publishing
Páginas: 254
Data de Publicação: 19 de Junho de 2013

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Sinopse:
Becoming a winter queen will make Ilyenna as cold and cruel and deadly as winter itself, but it might be the only way to save her people from a war they have no hope of winning.Mortally wounded during a raid, seventeen-year-old Ilyenna is healed by winter fairies who present her with a seductive offer: become one of them and share their power over winter. But that power comes with a price. If she accepts, she will become a force of nature, lose her humanity, and abandon her family.Unwilling to pay such a high price, Ilyenna is enslaved by one of the invaders, Darrien. While in captivity, she learns the attack wasn’t just a simple raid but part of a larger plot to overthrow her entire nation. With the enemy stealing over the mountains and Darrien coming to take her to his bed, Ilyenna must decide whether to resurrect the power the fairies left behind. Doing so will allow her to defeat Darrien and the other invaders, but if she embraces winter, she will lose herself to that destroying power—forever.

Opinião:
Vou fazer algo que não é costume: vou começar pelo fim. Este livro não foi bem o que estava à espera e o fim, apesar de ser algo pelo qual torcíamos ao ler a história, não me agradou particularmente.

Esta é daquelas histórias que temos um verdadeiro vilão que odiamos do início ao fim: este homem é asqueroso, violento, bruto, cruel, tudo de mau que possam imaginar. E é este monstro, que não tem outro nome que, depois de um ataque à cidade da nossa protagonista, a leva para a sua casa por ela não puder pagar um resgate, onde ela descobre mais homens e mulheres do clã vizinho ao seu. Ah, o monstro chama-se Darrien.

Ilyenna, a nossa heróina, foi salva da morte pelas fadas do inverno durante esse mesmo ataque. Fez um acordo com as fadas para que estas a ajudassem, ao verem que esta jovem rapariga poderia ser a sua próxima “Rainha do Inverno”. A antiga rainha tinha sido morta/desaparecido/destruída ao não cumprir o acordo feito com a Rainha do Verão, por nunca se querer retirar quando era a sua altura. Ilyenna compromete-se a ser rainha e a cumprir o acordo se, como tinha dito, as fadas ajudarem, e é neste ponto que a Rainha do Verão também a vai ajudar – e salvar.

Apesar da capa linda, não foi um livro que me tenha agrado particularmente, talvez devido à crueldade que mostra, que me pareceu exagerada – ok, o Darrien é horrível já percebemos! Tem repetições das descrições dos castigos feitos aos prisioneiros que achei excessivas porque eram os mesmos castigos e eram sempre as mesmas descrições.

Ainda assim, Ilyenna e Rome, o seu interesse amoroso, conseguem escapar desta situação de miséria, os seus clãs/famílias são salvos – desculpem mas este é daqueles livros que o fim é algo previsível.

Como disse acima, não gostei do fim…e não achei o livro nada de mais. Tal como o nome indica, Ilyenna tornar-se-á a Rainha do Inverno com todas as suas fadinhas, e segue o conselho que a Rainha do Verão lhe dá para não continuar sozinha – porque ao aceitar ser rainha das fadas (e ao tornar-se uma), perde-se a humanidade – o que não quer dizer que não se possa ter um companheiro algo tanto ou quanto humano.

É com tristeza que dou um rating baixinho, porque acho que esta história tinha bastante potencial e foi mal desenvolvida, com uma escrita que precisava talvez de mais vocabulário descrito, que precisava de desenvolver mais as suas personagens…porque se for bem a ver, sei muito pouco sobre elas.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Especial Halloween | [Livro] Persephone's Orchard, de Molly Ringle



Título Original: Persephone's Orchard
Título em Português: --
Série: The Chrysomelia Stories #1
Autor(a): Molly Ringle
Editora: Central Avenue Publishing
Páginas: 370
Data de Publicação: 25 de Junho de 2013

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Sinopse:
The Greek gods never actually existed. Did they? Sophie Darrow finds she was wrong about that assumption when she's pulled into the spirit realm, complete with an Underworld, on her first day at college. Adrian, the mysterious young man who brought her there, simply wants her to taste a pomegranate.

Soon, though she returns to her regular life, her mind begins exploding with dreams and memories of ancient times; of a love between two Greeks named Persephone and Hades. But lethal danger has always surrounded the immortals, and now that she's tainted with the Underworld's magic, that danger is drawing closer to Sophie.
~ Recebemos este eBook da autora através do grupo "Fangirls and Fanboys" do Goodreads ~

Opinião:
Começo esta crítica por referir que sou uma autêntica aficionada pela cultura clássica, em especial a Grécia – sobretudo no que toca a mitologia. Por essa razão, durante a minha licenciatura fiz várias cadeiras opcionais relacionadas com esse tema, mesmo a minha área de estudo estar ligada às artes performativas e cinema. Tendo isto em conta, qualquer livro que tente usar mitologia em geral, e a grega em particular, entra automaticamente para a minha lista de livros a querer ler. Tenho uma relação quase pessoal com o deus Dioniso (o meu apelido está directamente relacionado com o deus do vinho, teatro e da loucura), mas Hades é sem dúvida um dos deuses do panteão grego que mais me fascina. Talvez por ser um pouco “renegado” e pouco explorado nos mitos conhecidos.

Persephone’s Orchard, por tudo aquilo que já referi, era um livro obrigatório. E tenho a dizer que fiquei tão feliz por ter gostado tanto do livro. Confesso que tinha um certo receio de não gostar por várias razões: escrita, a forma como os mitos iriam ser usados, etc… mas nada disso aconteceu e eu adorei! Primeiro que tudo, tenho a dizer que a autora foi inteligentíssima na forma como abordou o mito do rapto de Perséfone (vou usar a tradução do nome porque Persephone parece-me demasiado estrangeirado), porque, tal como a autora, sempre achei que haveria mais do que um simples rapto por despeito por parte de Hades. Talvez na minha inocência, sempre acreditei que Hades teria “raptado” Perséfone por amor (okay, é uma forma muito retorcida de mostrar esse sentimento), e na maioria dos meus desejos, esse amor seria correspondido, mas tendo em conta o “mau estatuto” que Hades tinha em relação ao resto do panteão medidas drásticas eram necessárias. Para mim nunca foi um rapto verdadeiro. E foi isso que Molly Ringle fez. Criou uma linda estória de amor sobre dois deuses gregos, que lutaram contra tudo e todos, e que independentemente de tudo, das várias vidas que levaram, nas várias reencarnações, sempre se encontraram.

O mito de Hades e Perséfone não é o único mito deste livro, há mais; e temos mais personagens neste livro, como Afrodite, Hermes, Apolo, Zeus, Hera, entre outros, e acho que foi uma mais-valia. Confesso que as partes que mais gostei foram os flashbacks relacionados com os deuses, se bem que a parte da estória que se passava no presente (Sophie e Adrian) também era bastante interessante e gostei bastante dela.

Ainda assim, gostaria de ter visto como é que os deuses morreram e começaram a ser reencarnados em pessoas mortais ao longo da história da humanidade. Fala-se disso durante todo o livro, mas chegamos ao fim sem ter esse aspecto. Como morreu Hades? Ou Perséfone? Ou qualquer outro deus presente neste livro? E, a adicionar a isto, achei que Thanatos tem pouca presença concreta no livro. Achei que faltou explorar um pouco mais isso, mas, se pensarmos bem, faz sentido, uma vez que até as próprias personagens pouco sabem sobre o assunto. E Thanatos surge sempre como uma sombra destruidora e assustadora ao longo de todo o livro – um pouco como a própria ideia de Thanatos da mitologia.

Molly Ringle tem uma escrita fluída e interessante. Apesar dos vários saltos temporais que a estória tem, a autora consegue manter a coerência, o sentido e, com isso, manter-nos presos à leitura. Definitivamente um livro bom, bem escrito, bem pensado e, visto que se trata de uma saga, quero muito continuar a ler.



sábado, 17 de outubro de 2015

Especial Halloween | Fae, de C.J. Abedi



Título Original: Fae
Título em Português: --
Série: Fae #1
Autor(a): C.J. Abedi
Editora: Diversion Books
Páginas: 344
Data de Publicação: 30 de Julho de 2013

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Sinopse:
The battle between Dark and Light is about to begin. Caroline Ellis' sixteenth birthday sets into motion a series of events that have been fated for centuries. A descendant of Virginia Dare, the first child born in the lost colony of Roanoke, and unaware of her birthright as the heir to the throne of the Light Fae, it isn't until Caroline begins a tumultuous relationship with Devilyn Reilly that the truth of her heritage is revealed. Devilyn is the only Fae who is both of the Light and of the Dark, and struggles to maintain that precarious balance to avoid succumbing to the power of the Dark within him. He is the only one who can save Caroline from those who would destroy her and destroy all hope for unity among the Fae. He promises Caroline that he will protect her at all costs, even when it means protecting her from himself. Told from the alternating perspectives of Caroline and Devilyn, FAE draws on mysteries, myths and legends to create a world, and a romance, dangerously poised between Light and Dark.

Opinião:
Quando comecei este livro que trata, como diz a sinopse, da descendente de Virginia Dare, lembro-me perfeitamente que nesse mesmo dia vi o episódio de Sleepy Hollow que trata também da aldeia de Virginia Dare, a Colónia Roanoke – uma coincidência interessante.

Aqui temos a história de Caroline e Devilyn, uma jovem que é algo invisível e um rapaz (se é que se pode considerar “rapaz”) desportista, que tem uma hoste de raparigas atrás dele. E claro que Caroline e Devilyn se apaixonam, não fosse isso estar ligado a uma profecia antiga.

Devilyn, filho de um Fae (fada) das trevas e de uma Fae de luz, é o único Fae a ter luz e escuridão dentro de si – e está destinado a ficar com a descendente da Virginia Dare, descendente esta que tem em sangue de Faes de luz.

Além destes seres paranormais, temos também a aparição de Odin. O papel dele faz algum sentido mas, para mim, enquanto estudante de História e fã de mitologias, causou-me alguma impressão ver estes seres e deuses nórdicos misturados. O livro tenta mostrar a luta de Devilyn para manter a escuridão longe de si e para ficar (e não ficar) com Caroline e não causar o fim do mundo.

Admito que o livro é um bocado confuso e, talvez se o tivesse lido à uns cinco anos atrás, teria gostado mais. A história e a maneira como está escrita é talvez demasiado infanto-juvenil para o meu gosto. A escrita das autoras (duas irmãs) precisa de evoluir um pouco para nos prender mais, a história tem alguns clichés que poderiam até aparecer mas de outra forma, para mostrar sabem trabalhar uma situação que já foi tão mexida.

Apesar de tudo isto, é um livro que se lê com alguma facilidade e que promete algumas melhorias em termos de história para os próximos livros por isso, quem sabe, talvez leia os seguintes.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Especial Halloween | TOP 3 - Tradições Celtas


Hoje temos uma publicação especial dentro da temática do mês de Outubro. Desta vez temos um TOP 3 dedicado a tradições celtas! Desta vez, fiquei eu encarregue deste TOP para manter a origem destas tradições ligadas ao Halloween vivas.

Vou ser sincera, não li muitos livros com esta vertente por isso decidi fazer isto de maneira um pouco diferente.



Gosto bastante da escrita da Nora Roberts e quando soube desta trilogia achei que seria uma boa escolha de leituras. Não me enganei. O Vale do Silêncio é o terceiro livro e foi, sem dúvida o melhor. A história de Moira e Cian para mim foi a mais interessante e, enquanto que a Moira pode ter sido mais “diminuída” nos outros livros, neste ganha o seu verdadeiro protagonismo. Gosto imenso do desenrolar da história, de como lidaram com a guerra, de como Moira se tornou rainha e isso não a impediu de fazer as suas próprias escolhas. Como sempre, uma escrita que me atraiu imenso e me prendeu do início ao fim.



Lembro-me que quando comecei a ler A cruz de Morrigaan pensei que a história era muito semelhante às outras histórias da Nora Roberts (e outras autoras de histórias românticas), no sentido em que Glenna e Hoyt conhecem-se e apaixonam-se com alguma facilidade, mas mesmo assim é difícil não gostarmos da evolução do romance e do casal, que mantêm uma amizade e lealdade sempre presente. Quando conhecemos as outras personagens, Cian, Moira, Blair e Larkin, a história torna-se mais interessante com uma bruxa, um feiticeiro, um vampiro, um metamorfo, um erudito, e outros seres. Deixa de ser “apenas” uma história romântica e passa a ser uma aventura com romance à mistura, e foi esse conjunto que me fez gostar tanto do livro para querer ler a colecção toda.



Este foi o livro que, apesar de ter gostado, ficou um pouco aquém dos outros dois. Acaba por ser algo mais parado por ser um livro intermédio. O romance entre Blair e Larkin pareceu-me um pouco mais forçado e a história não foi tão interessante. Mas merece claramente uma distinção neste top pois apesar do que digo foi um livro muito satisfatório com todos os ingredientes certos para uma tarde bem passada.


E temos ainda...

Apesar de não ter lido nenhum destes livros (o crime!!), são livros que merecem, sem sombra de dúvida, serem mencionados.

A Juliet Marillier é uma autora de que gosto bastante e sei que ela gosta também destes temas e tenho cá em casa estes livros para ler. Sei que tratam destas tradições (de uma forma que pode variar da original, como é óbvio), mas sei que quando os ler vou gostar de certeza.

E a Marion… Bem este nome era impossível deixar escapar. Marion Zimmer Bradley, As Brumas de Avalon, são nomes que tinham de aparecer aqui. Esta “rainha” de Camelot trata as tradições celtas com uma qualidade enorme – again, está em menção honrosa apenas porque (AINDA) não a li. Mas está na lista!

Já leram algum destes livros? Têm alguma sugestão de leituras para nós? :)

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Espcial Halloween | [Filme] Haunter, de Vincenzo Natali



Título Original: Haunter
Título em Português: Assonbração
Realização: Vincenzo Natali
Argumento: Brian King
Elenco Principal: Abigail Breslin, Peter Outerbridge, Michelle Nolden
Ano: 2013 | Duração: 97 mins

Sinopse:
A teenager is stuck in a time loop that is not quite the same each time. She must uncover the truth but her actions have consequences for herself and others.

Opinião:
Vi Haunter por acaso. Estava a fazer zapping pelos canais TVCine e vi este filme que tinha a Abigail Breslin como protagonista – adoro a miúda desde que a vi em Little Miss Sunshine.

E, curiosamente, surpreendeu-me. Não é um filme extraordinário, mas é interessante e com uma perspectiva diferente dos filmes de espíritos. Normalmente, como tropo de filmes de terror de espíritos, temos uma família que é assombrada por um espírito malévolo, normalmente associado à casa nova para onde se mudaram - que é mais ou menos o que aqui se passa. A diferença é que a família de Lisa (Abigail Breslin) é quem assombra a casa em questão.


O filme começa com a família de Lisa a viver constantemente o mesmo dia, a fazer as mesmas coisas, a comer o mesmo almoço, lanche e jantar, a ter as mesmas conversas. E só Lisa se apercebe disso. Lisa é a única que “acordou”. Ela sabe que algo está errado até que encontra algo e descobre que a casa está assombrada, mas não da forma “tradicional”. Lisa e a família são os espíritos que assombram a família de Olivia, a nova rapariga que vive na casa. Ela chega a esta conclusão porque estão mortos. A família está a reviver em loop o dia antes de serem mortos. Lisa consegue contactar Olivia e chega a possuir o corpo da rapariga viva, com a sua autorização, e desta forma vai conseguindo resolver o problema. Não vou desenvolver mais o assunto, porque não quero revelar spoilers.

Não é que tenha achado o filme incrível, com representações do outro mundo (no pun intended) e blábláblá, mas gostei do filme porque ser ligeiramente diferente do costume. Não é o típico filme de assombrações, apesar de ter todos os tropos e clichés deste tipo de filme. Leva a classificação que leva pelo facto de pelo menos ser original, pelo menos eu não conhecia mais nenhum filme que abordasse o tema de assombração desta forma.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Especial Halloween | [Livro] A Court of Thorns and Roses, Sarah J. Maas



Título Original: A Court of Thorns and Roses
Título em Português: --
Série: A Court of Thorns and Roses #1
Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury Children's
Páginas: 416
Data de Publicação: 5 de Maio de 2015

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Sinopse:
A thrilling, seductive new series from New York Times bestselling author Sarah J. Maas, blending Beauty and the Beast with faerie lore.
When nineteen-year-old huntress Feyre kills a wolf in the woods, a beast-like creature arrives to demand retribution for it. Dragged to a treacherous magical land she only knows about from legends, Feyre discovers that her captor is not an animal, but Tamlin—one of the lethal, immortal faeries who once ruled their world.
As she dwells on his estate, her feelings for Tamlin transform from icy hostility into a fiery passion that burns through every lie and warning she's been told about the beautiful, dangerous world of the Fae. But an ancient, wicked shadow grows over the faerie lands, and Feyre must find a way to stop it... or doom Tamlin—and his world—forever.
Perfect for fans of Kristin Cashore and George R. R. Martin, this first book in a sexy and action-packed new series is impossible to put down!

Opinião:
Este livro é um retelling versão fadas da história da Bela e o Monstro – e para quem não sabe, este é sem dúvida o meu conto favorito, ou não me identificasse tanto com a Belle (já olharam bem para aquela biblioteca???). As expectativas estavam altas quando comecei a ler. Ah e gosto bastante da capa!

A história começa com uma família que vive perto de uma floresta que no seu interior faz fronteira com o reino das fadas, reino este que está dividido em várias cortes, cada uma com o seu alto governante.

Esta família, composta por um pai e três filhas, luta por sobreviver. Apenas uma das filhas, a protagonista deste livro, Feyre, luta verdadeiramente: é ela quem caça, é ela que vai ao mercado para tentar comprar comida e regatear, é ela que os mantém à tona. Uma das suas irmãs, ressente-se bastante com ela, mas mais à frente no livro damos-lhe o seu devido valor.

Numa das suas saídas, Feyre vai ao mercado e fala com uma mulher mercenária que tinha, numa das pernas, cicatrizes por causa de uma luta com fadas. Feyre, que já não gostava delas, ganha-lhes mais ódio e não percebe porque hão de as fadas e os humanos coexistir, se estas não cumprem o acordo feito entre as duas espécies, que consistia em não atacar a não ser que fosse atacado primeiro e respeitar as fronteiras.

Quando foi caçar à floresta, perto da fronteira, Feyre encontra um lobo enorme que acaba por matar. Nessa mesma noite, a família não passa fome e pode usar a pele do lombo, que Feyre suspeitava ter sido uma fada transformada. Quando ela pensa que afinal as coisas sempre podem melhorar, a porta da casa é deitada a baixo por um urso gigante, falante, que os acusa de terem morto o seu amigo que não teria atacado ninguém. Assim, ele diz que quem lhe tirou a vida terá de lhe dar a sua vida a ele – o que Feyre não esperava era que ele não a matasse.

Já estão a ver mais ou menos o que vai acontecer, certo?

Há muitas peripécias pelo caminho, entre Feyre e o urso, aka Tamlin, o governante do reino das fadas fronteiriço com a sua floresta (a chamada A Corte da Primavera), comummente chamado de High Lord. Gostei imenso de como o romance entre eles se desenvolveu, com vários sentimentos à mistura que trouxeram emoção às cenas que se iam passando.

Estas peripécias acontecem maioritariamente devido a uma presença negativa que aparece em todo o livro mas apenas se revela mais para o final. Não vou dizer quem é, vou apenas referir-me a esta presença como “ela”, porque é importante saber quem ela verdadeiramente é. Desculpem-me, mas ela é mesmo uma c****. Se acham que o Gaston era mau, então vão odiá-la.

Gostei imenso da personagem do Lucien, o melhor amigo e sarcástico general de Tamlin. Ele, apesar de tudo, ajuda e protege Feyre, vai ser, em parte, a salvação dela.

Tal como na história da Bela e do Monstro, aqui também Tamlin e o seu povo irão sofrer uma maldição, em parte continuada, se…bem se Feyre não disser algo que deve… E como devem calcular, isso não acontece. Também a Belle volta atrás para tentar salvar o pai, não é?

Há outra personagem bastante importante que merece ser mencionada…Rhys, o High Lord da Corte da Noite. Uau, é o que tenho a dizer. Este fae é…interessante, para dizer o mínimo. Além de lindo, aliás como todos os faes, este High Lord é misterioso, um pouco (a favor) dark, super inteligente, astuto e manhoso, e consegue fazer um acordo com a nossa protagonista que lhe vai custar caro. Espero que seja bem explorado no próximo livro – já disse que estou ansiosa que saia?

Para finalizar, gostaria de dizer que não sei se teria coragem de fazer o que Feyre faz para salvar Tamlin… Acho que a destruiu por dentro e não sei como ela continuará a viver e a ser feliz com os seus actos a assombrarem-na para o resto da sua vida (que por sinal será muito longa). A seguir vou explicar o porquê de pensar assim, mas como é um spoiler, leiam por vossa conta e risco.


Mal posso esperar pela saída do próximo livro desta colecção, adorei a escrita da autora que me prendeu do início do fim do livro, por isso até lá contento-me com o Trono de Vidro, desta mesma autora :)