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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Especial Halloween | [Livro] Persephone's Orchard, de Molly Ringle



Título Original: Persephone's Orchard
Título em Português: --
Série: The Chrysomelia Stories #1
Autor(a): Molly Ringle
Editora: Central Avenue Publishing
Páginas: 370
Data de Publicação: 25 de Junho de 2013

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Sinopse:
The Greek gods never actually existed. Did they? Sophie Darrow finds she was wrong about that assumption when she's pulled into the spirit realm, complete with an Underworld, on her first day at college. Adrian, the mysterious young man who brought her there, simply wants her to taste a pomegranate.

Soon, though she returns to her regular life, her mind begins exploding with dreams and memories of ancient times; of a love between two Greeks named Persephone and Hades. But lethal danger has always surrounded the immortals, and now that she's tainted with the Underworld's magic, that danger is drawing closer to Sophie.
~ Recebemos este eBook da autora através do grupo "Fangirls and Fanboys" do Goodreads ~

Opinião:
Começo esta crítica por referir que sou uma autêntica aficionada pela cultura clássica, em especial a Grécia – sobretudo no que toca a mitologia. Por essa razão, durante a minha licenciatura fiz várias cadeiras opcionais relacionadas com esse tema, mesmo a minha área de estudo estar ligada às artes performativas e cinema. Tendo isto em conta, qualquer livro que tente usar mitologia em geral, e a grega em particular, entra automaticamente para a minha lista de livros a querer ler. Tenho uma relação quase pessoal com o deus Dioniso (o meu apelido está directamente relacionado com o deus do vinho, teatro e da loucura), mas Hades é sem dúvida um dos deuses do panteão grego que mais me fascina. Talvez por ser um pouco “renegado” e pouco explorado nos mitos conhecidos.

Persephone’s Orchard, por tudo aquilo que já referi, era um livro obrigatório. E tenho a dizer que fiquei tão feliz por ter gostado tanto do livro. Confesso que tinha um certo receio de não gostar por várias razões: escrita, a forma como os mitos iriam ser usados, etc… mas nada disso aconteceu e eu adorei! Primeiro que tudo, tenho a dizer que a autora foi inteligentíssima na forma como abordou o mito do rapto de Perséfone (vou usar a tradução do nome porque Persephone parece-me demasiado estrangeirado), porque, tal como a autora, sempre achei que haveria mais do que um simples rapto por despeito por parte de Hades. Talvez na minha inocência, sempre acreditei que Hades teria “raptado” Perséfone por amor (okay, é uma forma muito retorcida de mostrar esse sentimento), e na maioria dos meus desejos, esse amor seria correspondido, mas tendo em conta o “mau estatuto” que Hades tinha em relação ao resto do panteão medidas drásticas eram necessárias. Para mim nunca foi um rapto verdadeiro. E foi isso que Molly Ringle fez. Criou uma linda estória de amor sobre dois deuses gregos, que lutaram contra tudo e todos, e que independentemente de tudo, das várias vidas que levaram, nas várias reencarnações, sempre se encontraram.

O mito de Hades e Perséfone não é o único mito deste livro, há mais; e temos mais personagens neste livro, como Afrodite, Hermes, Apolo, Zeus, Hera, entre outros, e acho que foi uma mais-valia. Confesso que as partes que mais gostei foram os flashbacks relacionados com os deuses, se bem que a parte da estória que se passava no presente (Sophie e Adrian) também era bastante interessante e gostei bastante dela.

Ainda assim, gostaria de ter visto como é que os deuses morreram e começaram a ser reencarnados em pessoas mortais ao longo da história da humanidade. Fala-se disso durante todo o livro, mas chegamos ao fim sem ter esse aspecto. Como morreu Hades? Ou Perséfone? Ou qualquer outro deus presente neste livro? E, a adicionar a isto, achei que Thanatos tem pouca presença concreta no livro. Achei que faltou explorar um pouco mais isso, mas, se pensarmos bem, faz sentido, uma vez que até as próprias personagens pouco sabem sobre o assunto. E Thanatos surge sempre como uma sombra destruidora e assustadora ao longo de todo o livro – um pouco como a própria ideia de Thanatos da mitologia.

Molly Ringle tem uma escrita fluída e interessante. Apesar dos vários saltos temporais que a estória tem, a autora consegue manter a coerência, o sentido e, com isso, manter-nos presos à leitura. Definitivamente um livro bom, bem escrito, bem pensado e, visto que se trata de uma saga, quero muito continuar a ler.



quinta-feira, 27 de agosto de 2015

[Livro] To Be Continued, de Prex J.D.V. Ybasco


Título Original: To Be Continued
Título em Português: --
Série: --
Autor(a): Prex J.D.V. Ybasco
Editora: CreateSpace Independent Publishing Platform
Páginas: 298
Data de Publicação : 25 de Junho de 2015

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Sinopse:
Not all stories end happily nor tragically. Most of them just need to be continued.Azalea Anthony is a writer, or what she claims to be.Vim Harvey is her friend, or at least what she wants to believe. Jasmine Morrish is Azalea's archenemy, or so what Jash believes Azalea makes people believe...er--There are other characters, too: like Warren, the basketball player, Beatrix, the model, Tom, the perfect excuse of a brother, Eclaire, the eccentric bff, etc.They all hangout in one place where they can enjoy a steaming cup of debates, an aroma of gossips, a side dish of basketball, a topping of drama, and a menu of articles : The Big Coffee Shop.
~ Recebemsos este eARC do autor através do Grupo “We *heart* YA Books” do Goodreads ~

Opinião:
A autora veio falar comigo, perguntando se estaria interessada em me inscrever para ler e escrever uma crítica ao livro To Be Continued através do grupo do Goodreads “We *heart* YA Books”. Eu disse que sim, sabendo pouco ou nada sobre o livro, mas a premissa de “not all stories end happily nor tragically. Most of them just need to be continued” pareceu-me bastante interessante e promissora.

Bem, este livro não funcionou para mim. É sobre Azalea e os seus amigos. Supostamente eles estão na Universidade, mas comportam-se como um bando de crianças irritantes. É uma leitura rápida, mas nada remotamente interessante acontece em todo o livro; é uma mistura de todos os clichés que possam imaginar, “problemas” de adolescentes e por aí fora (mas eu não estou inteiramente certa se este não era o propósito da autora). Todas as personagens era irritantes (umas mais que outras), desinteressantes e pior que isso: pouco desenvolvidos. Eu não consegui criar qualquer tipo de ligação com nenhuma das personagens; elas eram-me todas indiferentes. Bem, para ser honesta, penso que não gostei de nenhuma das personagens; todas elas me pareceram falsas, pretenciosas e, bem, irritantes. Eu acho que a única altura que o livro se torna minimamente profundo e com algum conteúdo é no essay final que é escrito por Azalea.

Eu nunca entendi a referência a Apolo. Porquê usar Apolo como referência ao sol? Eu sei que ele é o deus grego que conduz a carroça do sol – eu sou uma enorme nerd de mitologia grega (cultura clássica, e especialmente a cultura grega, foram uma dos focos da minha carreira académica), mas usar esta referência o tempo todo como metáfora do sol? Talvez se Azalea tivesse mostrado algum interesse pela Cultura Grega fizesse algum sentido, mas como está escrito parece que caiu do céu (no pun intended), sem qualquer nexo.

Sinto que a escrita é um pouco inexperiente, precisando de muita edição, e usa quase sempre a mesma estrutura frásica e o mesmo vocabulário. Há muitas repetições, mas deixem-me explicar: sempre que as repetições aparecem, elas fazem sentido, o problema é a utilização constante da mesma expressão vezes sem conta. Eu acho que a autora devia ter pensado noutras expressões para usar, e assim criar diversidade. Havia blocos da narrativa que não tinham um fio que os unisse uns aos outros; eram apenas “pedaços” da vida que estavam colados uns aos outros aleatoriamente. A estória não tinha uma fluidez natural; estas “quebras” na narrativa, a meu ver, pareciam estranhas e eu acho que foram um aspecto negativo do livro.

Aparentemente, eu sou uma ovelha negra (segundo as reviews do Goodreads), porque sou incapaz de dar uma classificação boa a este livro.



sexta-feira, 17 de julho de 2015

[Livro] An Almost Perfect World, de Carrie-Ann Barnes


Título Original: An Almost Perfect World
Título em Português: --
Série: Legend of East Series #1
Autor(a): Carrie-Ann Barnes
Editora: BookBaby
Páginas: 441
Data de Publicação: 27 de Abril de 2014
Sinopse:
Sixteen-year-old Miranda Greenburg knew she was different. Adopted at the age of two by her wonderful parents, she had never been given any clues as to who her real family were or where she came from. When her brother shows up in her life, he takes her away from everything and everyone she knows and loves to a completely different place, a completely different planet.

Utopia is supposed to be perfect, but Miranda comes to realize just how un-perfect it is. The planet is plagued by an ancient evil and Miranda discovers the secret her mother kept and why she had been hidden on Earth. Miranda is the chosen one, the third child of East.

Miranda must figure out how to manage her new life, her secret destiny and on top of all that, a fight for her love.
~ Recebemos este livro da autora através do grupo "We *heart* YA Books" do Goodreads. Obrigada ~

Opinião:
Esta deve ser uma das críticas que mais dificuldade tive em escrever. Eu não sei bem como pôr por palavras os meus pensamentos e explicar como foi a minha experiência a ler este livro, mas eu vou tentar. Primeiro que tudo, tenho que avisar que esta crítica terá alguns spoilers, no entanto, vou tentar não revelar nada muito importante. Por isso, sigam por vossa conta e risco.

Eu faço parte de um grupo chamado “We *heart* YA Books” no Goodreads e eles têm uma secção na qual os autores podem disponibilizar os seus livros de forma gratuita em troca de uma crítica honesta. Eu li a sinopse e inscrevi-me no livro An Almost Perfect World, o primeiro livro da série Legends of East, de Carrie-Ann Barnes – que é o seu livro de estreia.

A sinopse era bastante promissora e interessante. É a estória de Miranda, uma rapariga normal de 16 anos – ou assim parece – que foi adoptada por uma uma família cheia de amor para dar, que a amou e cuidou dela durante, pelo menos, 13/14 anos, desde que ela tinha 2 anos de idade. Ela é muito alta e um bocadinho diferente dos outros meninos e, por isso, quando era pequena, era gozada pelas outras crianças. Tudo estava a correr bem até dois rapazes aparecem e levam-na para Utopia, onde ela descobre que ela é a “escolhida” e tem que salvar o planeta.

Lendo a sinopse já sabem isto, dessa forma não será spoiler: ela é uma alien. Ela vive na Terra, mas é do planeta Utopia. É nesta altura que eu começo a ter algumas dificuldades com este livro. Muitas coisas não faziam sentido, ou eram demasiado exageradas ou simplesmente não eram realistas. Primeiro, se eu tivesse adoptado uma menina, que a tivesse amado, cuidado, e vê-la crescer, eu nunca a deixaria ir sem lutar por ela. Família não é sangue. Eles não eram os pais biológicos dela, mas ERAM os pais dela, mais do que ninguém. Para mim, ser pai ou mãe não é dar à luz, é criar, amar, cuidar. Por isso, não é um estranho que surge a dizer que é irmão de Miranda e que ela é de outro planeta que eu vou desistir dela – porque é isso que senti que estavam a fazer, nas costas dela. Eu iria falar com ela, explicar tudo e se ela quisesse ir e conhecer a família biológica dela – mesmo que fosse noutro planeta – eu iria aceitar a decisão dela, qualquer que ela fosse, e apoia-la. Não a iria deixar ser levada à força.

Miranda aceita tudo com muita facilidade - demasiada, até. Ela decide ficar em Utopia, e apenas em alguns momentos se lembra da família e dos amigos da Terra. Not cool! Ela passa a amar toda a gente em meros segundos. Ela conhece a família biológica em menos de uma semana e já anda a declarar o seu amor incondicional por eles – não sei se sou só eu: eles podem ser a família biológica dela, mas isso não significa que vá aceitar tudo e amar todos em meia dúzia de minutos (e amar pessoas que a raptaram e a afastaram da única família que conhecia, e a levaram para outro planeta), que é o que a Miranda faz. Para mim não está bem. Mas, se calhar, sou só eu.

Eu tenho mixed feelings em relação a Alex. Tenho curiosidade sobre ele, mas às vezes parecia-me demasiado stalker-ish e fez-me ficar de pé atrás em relação a ele. Ele parece ser uma personagem interessante e que tem algo mais para além do pouco que dá a conhecer, mas ao mesmo tempo maior parte das atitudes dele eram um pouco....hm... não aceitáveis.

Miranda está sempre a dizer que é adulta e que pode tomar as suas próprias decisões, mas maior parte do tempo comporta-se como uma criança e tem atitudes muito imaturas, principalmente em relação a Alex. A rivalidade entre eles é estupida e óbvia. Eles são o casal principal - apesar de que ainda não são sequer um casal neste livro - mas a relação entre eles é demasiado fucked up. Eles sentem uma atracção forte de um pelo o outro, mas passam a vida a insultarem-se, a serem maus um para o outro, a gritarem, stalking, a sentirem ciúmes. Eu sei que Utopia é suposto ser um planeta utópico, mas … COME ON! Todos os rapazes gostam da Miranda?

Parece que não gostei do livro, mas não é verdade. É por isso que eu disse logo no início que esta foi uma das críticas que mais me custou a escrever, porque sinto que não faço sentido e que me contradigo. Eu posso dizer que até gostei do livro. Eu gostei da maioria das personagens (mesmo aquelas que eu acho que fazem parte dos maus). Eu gostei da estória (apesar dos buracos no enredo e a fraca execução de algumas coisas), e no final eu quero ler o resto da série. Eu quero saber o que irá passar a seguir.

Percebem agora porque eu sinto que não sou capaz de escrever uma crítica justa a este livro? Eu gostei imenso, mas ao mesmo tempo encontrei demasiados pontos negativos, e não sei o que pensar. Eu sempre tive em mente que este é o primeiro livro da autora, mas isso não pode ser desculpa para as partes menos boas. A estória é interessante, não é original – muitos clichés e estereótipos – mas manteve-me envolvida maior parte do tempo e eu quero continuar a ler a série. Apesar que nada acontece neste livro com excepção dos últimos episódios. E basicamente a vida normal de Miranda em Utopia, e só mesmo no final temos um vislumbre de acção.

Para ser justa, se não tivesse gostado tanto deste livro como gostei, teria classificação de duas estrelas, mas por causa disso vou dar duas estrelas e meia, na esperança que melhore nos próximos livros: a média entre três estrelas, porque gostei da estória, e duas, devido à fraca execução dos pontos que referi.