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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

#GuestPost [Livro] Por treze razões, de Jay Asher (por Dina Batista)


É altura do #GuestPost do mês! Desta vez, a nossa convidada é a Dina Batista. Como vocês sabem, nós críamos um grupo no Goodreads, o Leituras do Pepita Mágica e temos tido todos os meses um desafio de leitura conjunta de um livro votado entre os membros do grupo. Em Agosto foi escolhido o livro Por treze razões, do Jay Asher, e depois da sua leitura falámos com a Dina, e ela aceitou fazer a sua crítica do livro para o nosso blog. Obrigada por te juntares a nós, Dina!

E agora, com os devidos créditos, aqui fica a crítica da nossa convidada, Dina Batista, no Pepita Mágica!



Título em Português: Por treze razões
Série: --
Autor(a): Jay Asher
Editora: Editorial Presença
Páginas: 308
Data de Publicação: Outubro 2009

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Sinopse:
Não podes parar o futuro, nem voltar atrás ao passado. A única maneira de perceberes o mistério... é carregando no play.
Clay Jensen não quer ter nada a ver com as cassetes gravadas por Hannah Baker. Hannah está morta. Os seus segredos foram enterrados com ela. Mas a voz de Hannah diz a Clay que o nome dele está gravado naquelas cassetes e que ele é, em parte, responsável pela sua morte.
Clay ouve as gravações ao longo da noite. Ele segue as palavras gravadas de Hannah pela pequena cidade onde vive… e o que descobre muda a sua vida para sempre.

Opinião:
Este livro relata a historia de Hannah Baker, uma jovem que se suicida, deixando 7 cassetes de audio, onde ela explica os motivos que a levaram ao suicídio, essas cassetes são entregues às 13 pessoas que ela considera responsáveis pela sua decisão. A primeira pessoa à recebê-las ouve-as e de seguida envia-as a pessoa que está a seguir na cassete e assim sucesivamente, se não o fizerem, as cassetes serão divulgadas ao público.

Entramos na historia, quando as cassetes chegam a porta de Clay Jensen e a partir daqui ouvimos o relato da Hannah ao mesmo tempo que vemos as mesmas cenas pela perpectiva e lembrança de Clay.

Apesar de o genero YA não ser o meu estilo, foi uma leitura que me agarrou e li rapidamente, só para saber o que se seguia em cada cassete e quem seria o próximo tormentador de Hannah. O ritmo da historia é fluida, sem momentos lentos.

Achei interessante a ideia das cassetes (coisa que já não se usa e assim dificultando a vida as 13 pessoas, quem ainda tem um leitor de cassete?) para contar o seu drama ao mesmo tempo que se vingava, pode ser considerada uma vingança mesquinha, mas quem não quis já se vingar de alguém que nos fez mal.

A medida que a historia se desenrolava, ia ficando um pouco depremida, pela quantidade de coisas que ia-lhe acontecendo, pela crueldade dos adolescentes com a desculpa de ser uma brincadeira e quanto mais ela se sentia deprimida, mais más decisões ela tomava e mais coisas más aconteciam-lhe. Não foi uma coisa que a levou ao suicídio, foi o resultado de varias situações ao longo de um período de tempo, uma atrás da outra que a levaram a tomar essa decisão, mas ela nunca pediu ajuda até ser tarde demais. No final, o seu tom de desistência custava a ler, já estava decidida a acabar com tudo e mesmo que houvesse uma luz ao fundo do túnel, a decisão estava tomada e não havia volta atrás, muito triste.

Clay aparece para ser um contraponto na historia de Hannah, não um responsável pelo o que lhe aconteceu, é uma pessoa que assistiu a algumas cenas e ouviu dizer algo, mas interpretou de maneira errada o que ia acontecendo a volta de Hannah. Gostei da peregrinação de Clay pelos locais da cidade que Hannah assinalou num mapa, locais onde aconteceram os momentos relatados nas cassetes.

O que mais me incomodou neste livro e não me deixou dar uma nota mais alta, foi achar que aconteceu demasiado coisas más numa história só (bullying, abuso de álcool, violação, etc...), além de achar que a Hannah agiu de uma maneira muito lúcida na sua vingança, não senti o desespero ou depressão no seu discurso, acabando por quase romantizar o suicídio, querendo ter a última palavra: vocês magoaram-me, eu morro mas pelo menos vingo-me de vocês, quem ri por último, ri melhor!

Não aconcelho este livro a adolescentes que sofram de depressão, mas para os restantes e adultos, faz-nos pensar, porque o bullying existe, o suicídio de adolescentes existe, são assuntos graves e sensíveis nada faceis de combater.

Mas para mim também ficaram patentes duas mensagens:
- cada acção tem uma consequência
- o maior cego é aquele que não quer ver, até ser tarde demais.


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