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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

[Livro] To Be Continued, de Prex J.D.V. Ybasco


Título Original: To Be Continued
Título em Português: --
Série: --
Autor(a): Prex J.D.V. Ybasco
Editora: CreateSpace Independent Publishing Platform
Páginas: 298
Data de Publicação : 25 de Junho de 2015

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Sinopse:
Not all stories end happily nor tragically. Most of them just need to be continued.Azalea Anthony is a writer, or what she claims to be.Vim Harvey is her friend, or at least what she wants to believe. Jasmine Morrish is Azalea's archenemy, or so what Jash believes Azalea makes people believe...er--There are other characters, too: like Warren, the basketball player, Beatrix, the model, Tom, the perfect excuse of a brother, Eclaire, the eccentric bff, etc.They all hangout in one place where they can enjoy a steaming cup of debates, an aroma of gossips, a side dish of basketball, a topping of drama, and a menu of articles : The Big Coffee Shop.
~ Recebemsos este eARC do autor através do Grupo “We *heart* YA Books” do Goodreads ~

Opinião:
A autora veio falar comigo, perguntando se estaria interessada em me inscrever para ler e escrever uma crítica ao livro To Be Continued através do grupo do Goodreads “We *heart* YA Books”. Eu disse que sim, sabendo pouco ou nada sobre o livro, mas a premissa de “not all stories end happily nor tragically. Most of them just need to be continued” pareceu-me bastante interessante e promissora.

Bem, este livro não funcionou para mim. É sobre Azalea e os seus amigos. Supostamente eles estão na Universidade, mas comportam-se como um bando de crianças irritantes. É uma leitura rápida, mas nada remotamente interessante acontece em todo o livro; é uma mistura de todos os clichés que possam imaginar, “problemas” de adolescentes e por aí fora (mas eu não estou inteiramente certa se este não era o propósito da autora). Todas as personagens era irritantes (umas mais que outras), desinteressantes e pior que isso: pouco desenvolvidos. Eu não consegui criar qualquer tipo de ligação com nenhuma das personagens; elas eram-me todas indiferentes. Bem, para ser honesta, penso que não gostei de nenhuma das personagens; todas elas me pareceram falsas, pretenciosas e, bem, irritantes. Eu acho que a única altura que o livro se torna minimamente profundo e com algum conteúdo é no essay final que é escrito por Azalea.

Eu nunca entendi a referência a Apolo. Porquê usar Apolo como referência ao sol? Eu sei que ele é o deus grego que conduz a carroça do sol – eu sou uma enorme nerd de mitologia grega (cultura clássica, e especialmente a cultura grega, foram uma dos focos da minha carreira académica), mas usar esta referência o tempo todo como metáfora do sol? Talvez se Azalea tivesse mostrado algum interesse pela Cultura Grega fizesse algum sentido, mas como está escrito parece que caiu do céu (no pun intended), sem qualquer nexo.

Sinto que a escrita é um pouco inexperiente, precisando de muita edição, e usa quase sempre a mesma estrutura frásica e o mesmo vocabulário. Há muitas repetições, mas deixem-me explicar: sempre que as repetições aparecem, elas fazem sentido, o problema é a utilização constante da mesma expressão vezes sem conta. Eu acho que a autora devia ter pensado noutras expressões para usar, e assim criar diversidade. Havia blocos da narrativa que não tinham um fio que os unisse uns aos outros; eram apenas “pedaços” da vida que estavam colados uns aos outros aleatoriamente. A estória não tinha uma fluidez natural; estas “quebras” na narrativa, a meu ver, pareciam estranhas e eu acho que foram um aspecto negativo do livro.

Aparentemente, eu sou uma ovelha negra (segundo as reviews do Goodreads), porque sou incapaz de dar uma classificação boa a este livro.



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