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quinta-feira, 10 de março de 2016

[Filme] The Good Dinosaur, de Peter Sohn

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Título em Português: A viagem de Arlo
Realização: Peter Sohn
Argumento: Bob Peterson (original concept and development), Peter Sohn, Erik Benson, Meg LeFauve, Kelsey Mann, Bob Peterson (story), Meg LeFauve (screenplay)
Elenco Principal: Jeffrey Wright, Frances McDormand, Maleah Nipay-Padilla
Ano: 2015 | Duração: 1h33min
Sinopse:
Como seria o Mundo se, por um mero acaso do destino, o asteróide que chocou com a Terra há aproximadamente 65 milhões de anos tivesse passado ao largo? Neste cenário hipotético, os dinossauros e os seres humanos teriam de se habituar à presença uns dos outros, partilhando “habitats” e formas de sobrevivência. “A Viagem de Arlo” segue esta premissa e conta-nos a história de amizade entre Arlo, um jovem e pacífico apatossauro de 70 metros, e de Spot, uma pequena cria de Homo Sapiens. Juntos, enfrentando muitos perigos, os dois amigos embarcam numa épica aventura pelas paisagens assombrosas do planeta Terra onde as diferenças abissais entre eles apenas são superadas pelo enorme sentimento de companheirismo, generosidade e confiança mútua.

Opinião:
Não sei muito bem o que dizer acerca deste filme. Vou começar pelos pontos positivos.

A cinematografia, os efeitos especiais, a qualidade dos pormenores…uau! Há muito tempo que não via um filme com cores tão brilhantes, tão vivas! As paisagens eram tão realistas, é fantástico ver o filme só nessa perspectiva, como os próprios criadores da Pixar referem, no seu site, “[the] awe of nature’s beauty and power inspired the filmmakers to make the wilderness a character in itself and not just a setting for Arlo and Spot [o pequeno rapaz que vai acompanha Arlo]”.


É extraordinário, se quiséssemos poderíamos contar as escamas de queratina na superfície da pele de Arlo e da sua família, e não só! Nesse sentido, este filme é sem dúvida mais um sucesso da Pixar.


Algo que notamos desde o início do filme é a sua semelhança ao Rei Leão. Não quer dizer que seja um contra, mas tendo em conta que é (mesmo) bastante parecido, pode não agradar muito – parece que estamos a ver a mesma coisa, apenas como “bonecos” diferentes. Contudo, como o Rei Leão, é um filme que provavelmente agrada a várias idades e géneros mas que, no final, deixa pouca marca pois a marca que havia a ser feita, já existe há muitos anos.

Passei grande parte do filme a pensar “ Coitado do Arlo” e é esse mesmo sentimento que se mantém, quase até ao fim. É, por isso, um filme que tenta fazer-nos superar os nossos medos e mostrar o melhor de nós mesmos. É uma viagem de autoconhecimento que Arlo não consegue fazer sozinho – é talvez a única razão para a tradução do título em português.

E com isto termino, com uma citação do filme, que mostra que todos temos medo, o importante é sabermos viver e lidar com ele, da melhor forma possível.



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