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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Especial Halloween | TOP 3 - Tradições Celtas


Hoje temos uma publicação especial dentro da temática do mês de Outubro. Desta vez temos um TOP 3 dedicado a tradições celtas! Desta vez, fiquei eu encarregue deste TOP para manter a origem destas tradições ligadas ao Halloween vivas.

Vou ser sincera, não li muitos livros com esta vertente por isso decidi fazer isto de maneira um pouco diferente.



Gosto bastante da escrita da Nora Roberts e quando soube desta trilogia achei que seria uma boa escolha de leituras. Não me enganei. O Vale do Silêncio é o terceiro livro e foi, sem dúvida o melhor. A história de Moira e Cian para mim foi a mais interessante e, enquanto que a Moira pode ter sido mais “diminuída” nos outros livros, neste ganha o seu verdadeiro protagonismo. Gosto imenso do desenrolar da história, de como lidaram com a guerra, de como Moira se tornou rainha e isso não a impediu de fazer as suas próprias escolhas. Como sempre, uma escrita que me atraiu imenso e me prendeu do início ao fim.



Lembro-me que quando comecei a ler A cruz de Morrigaan pensei que a história era muito semelhante às outras histórias da Nora Roberts (e outras autoras de histórias românticas), no sentido em que Glenna e Hoyt conhecem-se e apaixonam-se com alguma facilidade, mas mesmo assim é difícil não gostarmos da evolução do romance e do casal, que mantêm uma amizade e lealdade sempre presente. Quando conhecemos as outras personagens, Cian, Moira, Blair e Larkin, a história torna-se mais interessante com uma bruxa, um feiticeiro, um vampiro, um metamorfo, um erudito, e outros seres. Deixa de ser “apenas” uma história romântica e passa a ser uma aventura com romance à mistura, e foi esse conjunto que me fez gostar tanto do livro para querer ler a colecção toda.



Este foi o livro que, apesar de ter gostado, ficou um pouco aquém dos outros dois. Acaba por ser algo mais parado por ser um livro intermédio. O romance entre Blair e Larkin pareceu-me um pouco mais forçado e a história não foi tão interessante. Mas merece claramente uma distinção neste top pois apesar do que digo foi um livro muito satisfatório com todos os ingredientes certos para uma tarde bem passada.


E temos ainda...

Apesar de não ter lido nenhum destes livros (o crime!!), são livros que merecem, sem sombra de dúvida, serem mencionados.

A Juliet Marillier é uma autora de que gosto bastante e sei que ela gosta também destes temas e tenho cá em casa estes livros para ler. Sei que tratam destas tradições (de uma forma que pode variar da original, como é óbvio), mas sei que quando os ler vou gostar de certeza.

E a Marion… Bem este nome era impossível deixar escapar. Marion Zimmer Bradley, As Brumas de Avalon, são nomes que tinham de aparecer aqui. Esta “rainha” de Camelot trata as tradições celtas com uma qualidade enorme – again, está em menção honrosa apenas porque (AINDA) não a li. Mas está na lista!

Já leram algum destes livros? Têm alguma sugestão de leituras para nós? :)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Especial Halloween | [Livro] O Lago dos Sonhos, de Juliet Marillier



Título Original: Dreamer's Pool
Título em Português: O Lago dos sonhos
Série: Blackthorn and Grim #1
Autor(a): Juliet Marillier
Editora: Planeta
Páginas: 448
Data de Publicação: 1 de Julho de 2015

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Sinopse:
Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn jurou pôr de lado o seu desejo de vingança contra o homem que destruiu tudo o que lhe era querido. Seguida por um companheiro de clausura, um homem grande e silencioso chamado Grim, ela viaja para o norte, rumo a Dalriada. Aqui, viverá na orla de uma misteriosa floresta e terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.
Oran, príncipe herdeiro do trono de Dalriada, esperou com ansiedade a chegada da sua noiva, Lady Flidais. Conhece-a apenas por via de um retrato e da poética correspondência que trocaram entre si e que um dia o convenceu de que Flidais era o seu verdadeiro amor. Oran descobre, porém, que as cartas também mentem, pois, embora igual em aparência à imagem no retrato, a sua noiva vem a revelar-se uma mulher muito diferente da criatura sensível e sonhadora que escreveu aquelas cartas.
Nas vésperas do seu casamento, o príncipe não vê saída para a o seu dilema. Mas corre o rumor de que Blackthorn possui um dom extraordinário para a resolução de problemas espinhosos, e ele pede a sua ajuda. Para salvar Oran das suas insidiosas núpcias, Blackthorn e Grim vão precisar de todos os seus recursos: coragem, engenho, astúcia e talvez até um pouco de magia.

Opinião:
Começo por dizer que gosto muito da Juliet Marillier e adoro as capas dos livros dela! Esta autora consegue criar mundos incríveis de forma tão natural que nós não estranhamos nada nas suas criações paranormais. Este livro, no início fez-me alguma impressão, no bom sentido – se um livro nos faz sentir algo, se mexe connosco é porque está bem escrito. E porque é que me fez impressão? Porque este livro começa numa prisão e a descrição deste local é tão vívida que conseguimos ver o local e quem lá vive na perfeição.

Nesta prisão está a Lady, como Grim lhe chama, está então este homem chamado Grim (apenas assim tratado por Lady – normalmente chamada de “Megera” pelo seu encarcerador “Carrasco”, e pelos outros companheiros de prisão), está o “Lombriga”, o “Estrangulador”, o “Ova de Rã”, o “Baba” e mais uns quantos prisioneiros. Estas pessoas estão aqui presas porque se atreveram a desafiar (ou desagradar) Mathuin, o chefe daquela comunidade, que é um brutamontes, violador, entre muitas outras coisas.

Em paralelo com o que se passa nesta prisão, temos a história do Príncipe Oran, que está a ser forçado pelos pais a casar-se para continuar a linhagem real. Ele começa a corresponder-se com a Princesa Flidais e acaba por se apaixonar pelas suas cartas e pela cadelinha Bramble, que ela descreve como a sua amiga e companheira.

Voltando à história principal, Lady fica contente quando o dia da sua audiência e confrontação se aproxima, pois tem esperanças que o povo a oiça e acredite nela – o que nós suspeitamos desde o início que nunca iria acontecer. É neste ponto que aparecem os “Seres Encantados”.

Os seres encantados são, maioritariamente uma lenda – até que os vemos e apercebemo-nos que são reais. Conmael, um destes seres, aparece a Lady e diz-lhe que a ajuda a escapar daquela prisão se ela 1) viajar para norte, em direcção a Dalriada, 2) durante o caminho, ela tem de ajudar todos os que lhe peçam ajuda – o que ele diz que não será difícil pois Lady, agora com o novo nome de Blackthorn, era uma curandeira e agora voltará a sê-lo.

Quando escapa da prisão, Grim segue Blackthorn e acaba por se juntar a ela na sua missão, ainda que ele não goste (ou confie) nos seres encantados. É durante esta travessia que Blackthorn e Grim encontram a comitiva da princesa Flidais, que tinha sido convidada a visitar a corte de Oran, visita essa que decidiria se o casamento iria ocorrer ou não.

Depois disto tudo, torna-se difícil contar muito mais sem fazer spoilers muito grandes. Digamos que estes dois…amigos, se é que se podem caracterizar assim, fazem a sua viagem cumprindo as suas obrigações e acabam por descobrir uma cabana a precisar de muitas obras, que Grim vai reconstruir e que Blackthorn vai usar como casa onde vive e atende pessoas das aldeias próximas que precisem de ajuda.

Flidais e Oran, quando se conhecem, não se adoram, como esperado. E Bramble passou a odiar a sua dona e adora Oran. O porquê disto ter acontecido é O grande spoiler e está ligado ao título do livro.

Blackthorn salva várias pessoas, com a ajuda de Grim e o livro acaba com estes dois a fazerem uma equipa que mostra o quão importante eles são um para o outro. Mal posso esperar para saber qual será a próxima aventura de Blackthorn e Grim.