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sábado, 11 de junho de 2016

[Filme] The Conjuring 2 (2016), de James Wan


Título Original: The Conjuring 2
Título em Português: The Conjuring 2: A Evocação
Realização: James Wan
Argumento: Carey Hayes, Chad Hayes, James Wan & David Leslie Johnson
Elenco Principal: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Madison Wolfe
Ano: 2016 | Duração: 2h 14mins
Sinopse:
O reputado casal de investigadores de fenómenos paranormais formado por Ed e Lorraine Warren, embarca num dos casos mais aterradores da sua carreira e viaja até Enfield, a norte de Londres, para ajudar uma mãe solteira a criar quatro crianças numa casa assombrada por espíritos maliciosos.

Opinião:
Se seguem o blog há algum tempo, hão-de se lembrar de que eu já escrevi sobre o The Conjuring mais do que uma vez aqui no blog. No Verão passado, numa noite sem nada para fazer, decidi ver este filme e foi dessa forma que entrou imediatamente para o meu top 3 de filmes de terror, como podem ver aqui.

Por essa razão, seria de esperar que eu estivesse super entusiasmada com . Ganhei bilhetes para a antestreia e não podia deixar estar oportunidade passar. Tenho que dizer que James Wan consegue manter a minha vibe assustadora e creepy que tinha o filme anterior, ainda que não ache tão aterrador. Se calhar, uma vez que assistir o primeiro filme em casa sozinha a meio da noite, esse me tenha afectado de forma mais “agressiva”, mas mesmo assim, não achei o The Conjuring 2 tão bom ou melhor que o primeiro – a maldição da sequela, que nunca chega ao mesmo patamar o que primeiro.

Tal como aconteceu com o primeiro filme, este começa com uma, aparentemente, desconexa do enredo principal do filme; rápido nos apercebemos que não é bem assim. Achei que o filme perdeu um pouco porque se arrastou muito a tentar dar enquadramento à estória. James Wan é dos poucos realizadores de terror que sabe utilizar bem aquela linha ténue entre o terror e a comédia sem cair no ridículo. Este filme tem vários momentos de comic relief que servem para deixar o espectador mais calmo e mais à-vontade para depois o atacar com algo assustador.

Apesar de não ter achado este filme tão assustador como o primeiro, isso não significa que tenha sido fraco, pois não o foi. Gostei bastante dele e achei que estava bastante bem realizado. Tenho a dizer que gostei imenso de alguns aspectos de edição do filme (demasiado pormenorizadas para as escrever aqui, mas talvez se o virem irão perceber quais são). É um bom filme de terror e, como sempre digo, os filmes de terror são o meu género favorito, mas são um nicho tão especifico que consigo contar pelos dedos de uma mão aqueles que realmente considero bons. Talvez não fique nessa mão, mas está lá perto.

Toda a minha vida achei que as freiras eram criaturas assustadoras e creepy, este filme só veio a confirmar a minha já comprovada suspeita.




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Especial Halloween | TOP 3 - Filmes de Terror


Hoje temos uma publicação especial dentro da temática do mês de Outubro. Desta vez temos um TOP 3 dedicado a filmes de terror! UUUH!! Fiquei eu encarregue deste TOP uma vez que a Joana não gosta de filmes de terror e eu estou constantemente a dizer que é o meu género favorito. O que é irónico porque possivelmente consigo contar com os dedos de uma mão (e ainda me sobram dedos) os bons filmes de terror. E quando digo bons filmes de terror refiro-me àqueles que são intensos, que assustam e/ou afectam de alguma forma. E foi com isso em mente que criei este TOP 3.

Acho que os filmes de terror já caíram na monotonia. Grande parte dos filmes recentes são à volta de fantasmas, espíritos - e até aqui tudo bem, há bons filmes de espíritos (irão ver nas minhas escolhas), mas o problema é que se tornaram tão banais que são sempre a mesma coisa: com os mesmos tropos cinematográficos, o mesmo alinhamento, a mesma história.



Há muitos anos que costumo dizer que minha saga favorita de filmes de terror é Saw, mas recentemente mudei de opinião. Não que The Conjuring (James Wan, 2013) seja uma saga, mas conseguiu ultrapassar qualquer filme Saw na minha classificação. Curiosamente, este filme e o primeiro da saga Saw têm o mesmo realizador. Vi The Conjuring recentemente (e podem encontrar a crítica aqui) e fiquei tão positivamente surpreendida que entrou, sem dificuldade, para um dos meus filmes de terror favoritos. Há muito tempo que não me assustava e era afectada da forma que foi por um filme de terror. E como podem ver é um filme que anda à volta de espíritos. Tem alguns tropos comuns, cenas cliché, mas está bem conjugado, aliando aqueles pontos chave de um filme de terror com algum drama e novidade.  


Depois do que acabei de dizer, o segundo lugar deste TOP era um pouco óbvio. A saga Saw (vários realizadores, 2004-2010). Poderia escolher apenas um filme da saga, mas, para mim, ela funciona como um todo. Tenho que admitir que ainda não vi o último filme, mas não é por isso que deixo de considerar esta saga uma das minha favoritas. Neste caso temos um tipo de filme de terror bastante diferente de The Conjuring. Em vez de um filme que está ligado aos espíritos e/ou ao sobrenatural, temos algo mais "real", se assim podemos chamar. Não há fantasmas, não há nada do outro mundo, "apenas" um homem com uma mente muito retorcida que pensa que tem uma missão maior e que, por isso, tem o direito de torturar e matar pessoas que estão longe, a seu ver, de serem inocentes. Saw é um filme de gore, ou seja, que joga mais no visual violento, no sangue, tripas, morte - coisas "nojentas" explicitas.


Quanto ao terceiro lugar neste TOP, não foi fácil. E não foi por haver várias possibilidades que poderia adicionar, mas sim porque poucas - ou nenhumas - me pareciam suficientemente boas para considerar no TOP 3 de melhores filmes de terror. No entanto, tinha que escolher um e decidi apostar num clássico. Das Cabinet des Dr. Caligari (Robert Wiene, 1920) é, sem sombra de dúvida, um dos meus filmes favoritos da era do cinema mudo e entra nesta categoria de terror. Quem conhece o filme (ou se cuscarem imagens) conseguem ver algumas semelhanças entre o Cesare (a figura humanoide) e Edward de Edward Scissorhands, e a verdade é que foi, de facto, uma inspiração para esta figura (e não é à toa que ambos enquadram na categoria de "favoritos"). Mas voltando ao Caligari... Vi este filme numa cadeira da faculdade, anos depois de andar constantemente a dizer que gostava de ver o filme e deve ter sido das poucas memórias boas que o professor desta cadeira deixou em mim. É um filme do expressionismo alemão (convenhamos que fizeram grandes filmes na época!), que a par com Nesferatu (realizado 2 anos depois), cria o "terror" pelo jogo de luz e sombra e pelas expressões grotescas das personagens.

E vocês, gostam de filmes de terror? Qual é o vosso TOP 3 desta categoria? :)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Especial Halloween | [Filme] The Conjuring, de James Wan



Título Original: The Conjuring
Título em Português: A Evocação
Realização: James Wan
Argumento: Chad Hayes, Carey Hayes
Elenco Principal: Patrick Wilson, Vera Farmiga, Ron Livingston
Ano: 2013 | Duração: 112min

Sinopse:
Baseado num caso real The Conjuring - A Evocação conta a emocionante história dos investigadores do paranormal Lorraine e Ed Warren (Vera Farmiga e Patrick Wilson), que ajudaram uma família que vivia aterrorizada por um espírito maligno na sua misteriosa e isolada quinta.

Opinião:
Quem me conhece sabe que um dos meus géneros cinematográficos favoritos é, precisamente, terror, mas consigo contar pelos dedos de uma mão os filmes que me fizeram ficar com medo – e ainda me sobram dedos. The Conjuring entra, definitivamente, para essa lista.

Eu gosto de filmes que mexam comigo – de todas as formas e feitios – e os filmes de terror, exploram os nossos medos, as nossas reacções, envolve uma descarga de adrenalina incrível – mas isto apenas se o filme for realmente bom. O que na maioria das vezes não acontece; pelo menos, não comigo.

The Conjuring começa por dizer que é baseado em factos reais – só por si, já cria uma aura diferente em relação as circunstancias do filme, mas convenhamos que ultimamente muitos dos filmes de terror dizem ser baseados em situações reais, no entanto, não existe aquele sentimento de terror; às vezes, são apenas ridículos e absurdos. Mas The Conjuring tem o poder de nos submergir de tal forma no filme e criar uma ligação com as personagens que o terror por que passam, nós também o sentimos.

Neste tipo de filme, talvez mais do que outros géneros de filmes, joga muito com o som. Não necessariamente com a banda sonora no sentido de músicas e coisas assim, mas sim no sentido de som de ambiente: o roçagar, o uivar do vento, o ranger dos tubos e do chão, o chiar das portas a abrir e a fechar, etc. Sem dúvida, que neste filme, foi fulcral para criar a ligação entre filme e espectador.


The Conjuring começa, nos anos 60, com os relatos de umas jovens sobre a boneca Annabelle e os seus estranhos comportamentos sobrenaturais – se estavam à espera de mais tempo de antena da boneca, têm que ver o filme Annabelle que saiu um ano depois, a contar a história exclusiva desta (e que eu também quero ver e haverá, na altura, crítica aqui no blog) – ao casal investigador de eventos sobrenaturais: Ed e Lorraine Warren.

Avançamos meia dúzia de anos e estamos, finalmente, na altura em que se passa o enredo principal deste filme: anos 70. A família Perron muda-se para uma casa velha que conseguiu comprar num leilão do banco e coisas estranhas começam a acontecer – não vou avançar mais nesse aspecto porque acho que é importante seguir a estória vendo o filme. Mas deparando-se com acontecimentos assustadores, que não conseguem explicar, Carolyne e Roger Perron decidem assistir a uma conferência dada pelo casal perito em coisas sobrenaturais e pedir para os ajudar. Se até aqui já tinham acontecido situações arrepiantes, é neste momento que o filme ganha uma intensidade violenta – tanto num aspecto mais psicológico como físico.


Fui surpreendida com este filme, não estava à espera que me afectasse da forma como afectou o que, para mim, é sinal de que atingiu o seu objectivo. Conseguiu deixar-me ansiosa, assustada e com os níveis de adrenalina provocados pelo medo muito acima do normal. Sem dúvida, um dos poucos filmes de terror que recomendo.