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sexta-feira, 17 de julho de 2015

[Livro] An Almost Perfect World, de Carrie-Ann Barnes


Título Original: An Almost Perfect World
Título em Português: --
Série: Legend of East Series #1
Autor(a): Carrie-Ann Barnes
Editora: BookBaby
Páginas: 441
Data de Publicação: 27 de Abril de 2014
Sinopse:
Sixteen-year-old Miranda Greenburg knew she was different. Adopted at the age of two by her wonderful parents, she had never been given any clues as to who her real family were or where she came from. When her brother shows up in her life, he takes her away from everything and everyone she knows and loves to a completely different place, a completely different planet.

Utopia is supposed to be perfect, but Miranda comes to realize just how un-perfect it is. The planet is plagued by an ancient evil and Miranda discovers the secret her mother kept and why she had been hidden on Earth. Miranda is the chosen one, the third child of East.

Miranda must figure out how to manage her new life, her secret destiny and on top of all that, a fight for her love.
~ Recebemos este livro da autora através do grupo "We *heart* YA Books" do Goodreads. Obrigada ~

Opinião:
Esta deve ser uma das críticas que mais dificuldade tive em escrever. Eu não sei bem como pôr por palavras os meus pensamentos e explicar como foi a minha experiência a ler este livro, mas eu vou tentar. Primeiro que tudo, tenho que avisar que esta crítica terá alguns spoilers, no entanto, vou tentar não revelar nada muito importante. Por isso, sigam por vossa conta e risco.

Eu faço parte de um grupo chamado “We *heart* YA Books” no Goodreads e eles têm uma secção na qual os autores podem disponibilizar os seus livros de forma gratuita em troca de uma crítica honesta. Eu li a sinopse e inscrevi-me no livro An Almost Perfect World, o primeiro livro da série Legends of East, de Carrie-Ann Barnes – que é o seu livro de estreia.

A sinopse era bastante promissora e interessante. É a estória de Miranda, uma rapariga normal de 16 anos – ou assim parece – que foi adoptada por uma uma família cheia de amor para dar, que a amou e cuidou dela durante, pelo menos, 13/14 anos, desde que ela tinha 2 anos de idade. Ela é muito alta e um bocadinho diferente dos outros meninos e, por isso, quando era pequena, era gozada pelas outras crianças. Tudo estava a correr bem até dois rapazes aparecem e levam-na para Utopia, onde ela descobre que ela é a “escolhida” e tem que salvar o planeta.

Lendo a sinopse já sabem isto, dessa forma não será spoiler: ela é uma alien. Ela vive na Terra, mas é do planeta Utopia. É nesta altura que eu começo a ter algumas dificuldades com este livro. Muitas coisas não faziam sentido, ou eram demasiado exageradas ou simplesmente não eram realistas. Primeiro, se eu tivesse adoptado uma menina, que a tivesse amado, cuidado, e vê-la crescer, eu nunca a deixaria ir sem lutar por ela. Família não é sangue. Eles não eram os pais biológicos dela, mas ERAM os pais dela, mais do que ninguém. Para mim, ser pai ou mãe não é dar à luz, é criar, amar, cuidar. Por isso, não é um estranho que surge a dizer que é irmão de Miranda e que ela é de outro planeta que eu vou desistir dela – porque é isso que senti que estavam a fazer, nas costas dela. Eu iria falar com ela, explicar tudo e se ela quisesse ir e conhecer a família biológica dela – mesmo que fosse noutro planeta – eu iria aceitar a decisão dela, qualquer que ela fosse, e apoia-la. Não a iria deixar ser levada à força.

Miranda aceita tudo com muita facilidade - demasiada, até. Ela decide ficar em Utopia, e apenas em alguns momentos se lembra da família e dos amigos da Terra. Not cool! Ela passa a amar toda a gente em meros segundos. Ela conhece a família biológica em menos de uma semana e já anda a declarar o seu amor incondicional por eles – não sei se sou só eu: eles podem ser a família biológica dela, mas isso não significa que vá aceitar tudo e amar todos em meia dúzia de minutos (e amar pessoas que a raptaram e a afastaram da única família que conhecia, e a levaram para outro planeta), que é o que a Miranda faz. Para mim não está bem. Mas, se calhar, sou só eu.

Eu tenho mixed feelings em relação a Alex. Tenho curiosidade sobre ele, mas às vezes parecia-me demasiado stalker-ish e fez-me ficar de pé atrás em relação a ele. Ele parece ser uma personagem interessante e que tem algo mais para além do pouco que dá a conhecer, mas ao mesmo tempo maior parte das atitudes dele eram um pouco....hm... não aceitáveis.

Miranda está sempre a dizer que é adulta e que pode tomar as suas próprias decisões, mas maior parte do tempo comporta-se como uma criança e tem atitudes muito imaturas, principalmente em relação a Alex. A rivalidade entre eles é estupida e óbvia. Eles são o casal principal - apesar de que ainda não são sequer um casal neste livro - mas a relação entre eles é demasiado fucked up. Eles sentem uma atracção forte de um pelo o outro, mas passam a vida a insultarem-se, a serem maus um para o outro, a gritarem, stalking, a sentirem ciúmes. Eu sei que Utopia é suposto ser um planeta utópico, mas … COME ON! Todos os rapazes gostam da Miranda?

Parece que não gostei do livro, mas não é verdade. É por isso que eu disse logo no início que esta foi uma das críticas que mais me custou a escrever, porque sinto que não faço sentido e que me contradigo. Eu posso dizer que até gostei do livro. Eu gostei da maioria das personagens (mesmo aquelas que eu acho que fazem parte dos maus). Eu gostei da estória (apesar dos buracos no enredo e a fraca execução de algumas coisas), e no final eu quero ler o resto da série. Eu quero saber o que irá passar a seguir.

Percebem agora porque eu sinto que não sou capaz de escrever uma crítica justa a este livro? Eu gostei imenso, mas ao mesmo tempo encontrei demasiados pontos negativos, e não sei o que pensar. Eu sempre tive em mente que este é o primeiro livro da autora, mas isso não pode ser desculpa para as partes menos boas. A estória é interessante, não é original – muitos clichés e estereótipos – mas manteve-me envolvida maior parte do tempo e eu quero continuar a ler a série. Apesar que nada acontece neste livro com excepção dos últimos episódios. E basicamente a vida normal de Miranda em Utopia, e só mesmo no final temos um vislumbre de acção.

Para ser justa, se não tivesse gostado tanto deste livro como gostei, teria classificação de duas estrelas, mas por causa disso vou dar duas estrelas e meia, na esperança que melhore nos próximos livros: a média entre três estrelas, porque gostei da estória, e duas, devido à fraca execução dos pontos que referi.



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