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segunda-feira, 16 de março de 2015

[Livro] A bela e o vilão, de Julia Quinn


Título Original: When he was wicked
Título em Português: A Bela e o Vilão
Série: Bridgerton #6
Autor(a): Julia Quinn
Editora: Edições Asa
Páginas: 352
Data de Publicação: 10 de Fevereiro de 2015

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Sinopse:
Libertino. Devasso. Debochado. Três adjetivos que podiam descrever Michael Stirling na perfeição. Bem conhecido nas festas londrinas, quer desempenhasse o papel de sedutor ou o papel de seduzido, uma coisa era certa: nunca entregava o coração. Ele teria até acrescentado a palavra “pecador” ao seu cartão de visita se não achasse que isso mataria a pobre mãe.
Mas ninguém é imune ao amor. Quando a seta de cupido atinge Michael, dá início a uma longa e tortuosa paixão – pois o alvo dos seus afetos, Francesca Bridgerton, tem casamento marcado com o seu primo.
Mas isso foi antes. Agora, Francesca está novamente livre. Infelizmente, ela vê Michael apenas como um ombro amigo – até à fatídica noite em que lhe cai inocentemente nos braços, e a paixão se revela mais poderosa e intensa do que o mais perverso dos segredos…

Opinião:
Ontem à noite comecei e acabei o livro "A Bela e o Vilão", da Julia Quinn. Tenho uma predilecção por livros destes e a Julia Quinn é das melhores autoras do género.

Neste romance histórico, é-nos apresentada a história de mais uma das personagens da família Bridgerton, Francesca. Nos livros anteriores, há por vezes a menção que a jovem é viúva, o que logo suscita alguma confusão e interesse em saber a sua história pois normalmente estas nossas personagens têm os seus finais felizes, mesmo que demore e seja difícil.

Ficamos a saber que Francesca teve o seu final feliz, mas por pouco tempo. Durante 4 anos faz o luto ao seu marido e, quando decide voltar a casar por querer ser mãe - ela acreditava que um amor como o que teve com o marido não voltaria a aparecer- o melhor amigo do marido (e seu melhor amigo), Michael, volta da Índia no mesmo dia em que ela volta para a temporada em Londres.

O resto não vou contar senão estrago a história, mas queria dizer desde já que acho que o título em português não faz qualquer sentido, pois enquanto que Francesca é bela, Michael não é de todo um vilão. O título em inglês é muito mais indicado pois Michael é verdadeiramente wicked, no bom sentido.

Gostaria de acrescentar que gosto muito da capa, apesar da sua cor mais forte que destoa um pouco do resto dos livros da colecção, mas que eu até fiz a ligação da sua cor com a saída do luto de Francesca e com o seu desejo de ter um vestido carmesim (que se comprou, não usou durante o tempo que o livro nos conta).

Sem dúvida um livro que nos agarra do início ao fim, com uma história que nos prende e emociona, com as personagens que aprendemos a adorar (e a sentir falta!). Gostei muito de rever a Violet, a mãe de todos os nossos Bridgertons e de ver respondida uma pergunta que eu própria já tinha feito noutros livros mas que só agora foi respondida. Adorei a referência ao casamento de Colin (de um livro anterior), e de ver como ele acabou por ter um pequeno mas decisivo papel no final feliz que a sua irmã Francesca teve.

Sempre com cuidado com pormenores que o leitor menos atento pode deixar escapar, Julia Quinn informa--se sempre sobre a época em que escreve e, especialmente para este livro, sobre os conhecimentos médicos que existiam no início do século XIX.

É um livro que recomendo pela sua leitura leve e divertida, que nos traz personagens que já nos são queridas uma vez mais.

3 comentários:

  1. Respostas
    1. É muito bonita, de facto. Sem dúvida, muito mais bonita que a capa da versão em inglês. Há que admitir que as nossas editoras arranjam capas muito bonitas. São um docinho para os olhos. :)

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  2. Hmm, já li todos os livros da série Bridgerton publicados em Portugal e devo dizer que, de todos, este deixou-me um tanto desiludida. Habituada como estava às personalidades fortes e descontraídas de todas as outras heroínas, achei a personalidade de Francesca um bocado enjoativa e irritante, e um pouquinho demasiado centrada em si mesma. No entanto, houveram de certo bons momentos de leitura (a presença da família proporciona sempre momentos muito divertidos).

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