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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

#GuestPost [Livro] Por treze razões, de Jay Asher (por Dina Batista)


É altura do #GuestPost do mês! Desta vez, a nossa convidada é a Dina Batista. Como vocês sabem, nós críamos um grupo no Goodreads, o Leituras do Pepita Mágica e temos tido todos os meses um desafio de leitura conjunta de um livro votado entre os membros do grupo. Em Agosto foi escolhido o livro Por treze razões, do Jay Asher, e depois da sua leitura falámos com a Dina, e ela aceitou fazer a sua crítica do livro para o nosso blog. Obrigada por te juntares a nós, Dina!

E agora, com os devidos créditos, aqui fica a crítica da nossa convidada, Dina Batista, no Pepita Mágica!



Título em Português: Por treze razões
Série: --
Autor(a): Jay Asher
Editora: Editorial Presença
Páginas: 308
Data de Publicação: Outubro 2009

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Sinopse:
Não podes parar o futuro, nem voltar atrás ao passado. A única maneira de perceberes o mistério... é carregando no play.
Clay Jensen não quer ter nada a ver com as cassetes gravadas por Hannah Baker. Hannah está morta. Os seus segredos foram enterrados com ela. Mas a voz de Hannah diz a Clay que o nome dele está gravado naquelas cassetes e que ele é, em parte, responsável pela sua morte.
Clay ouve as gravações ao longo da noite. Ele segue as palavras gravadas de Hannah pela pequena cidade onde vive… e o que descobre muda a sua vida para sempre.

Opinião:
Este livro relata a historia de Hannah Baker, uma jovem que se suicida, deixando 7 cassetes de audio, onde ela explica os motivos que a levaram ao suicídio, essas cassetes são entregues às 13 pessoas que ela considera responsáveis pela sua decisão. A primeira pessoa à recebê-las ouve-as e de seguida envia-as a pessoa que está a seguir na cassete e assim sucesivamente, se não o fizerem, as cassetes serão divulgadas ao público.

Entramos na historia, quando as cassetes chegam a porta de Clay Jensen e a partir daqui ouvimos o relato da Hannah ao mesmo tempo que vemos as mesmas cenas pela perpectiva e lembrança de Clay.

Apesar de o genero YA não ser o meu estilo, foi uma leitura que me agarrou e li rapidamente, só para saber o que se seguia em cada cassete e quem seria o próximo tormentador de Hannah. O ritmo da historia é fluida, sem momentos lentos.

Achei interessante a ideia das cassetes (coisa que já não se usa e assim dificultando a vida as 13 pessoas, quem ainda tem um leitor de cassete?) para contar o seu drama ao mesmo tempo que se vingava, pode ser considerada uma vingança mesquinha, mas quem não quis já se vingar de alguém que nos fez mal.

A medida que a historia se desenrolava, ia ficando um pouco depremida, pela quantidade de coisas que ia-lhe acontecendo, pela crueldade dos adolescentes com a desculpa de ser uma brincadeira e quanto mais ela se sentia deprimida, mais más decisões ela tomava e mais coisas más aconteciam-lhe. Não foi uma coisa que a levou ao suicídio, foi o resultado de varias situações ao longo de um período de tempo, uma atrás da outra que a levaram a tomar essa decisão, mas ela nunca pediu ajuda até ser tarde demais. No final, o seu tom de desistência custava a ler, já estava decidida a acabar com tudo e mesmo que houvesse uma luz ao fundo do túnel, a decisão estava tomada e não havia volta atrás, muito triste.

Clay aparece para ser um contraponto na historia de Hannah, não um responsável pelo o que lhe aconteceu, é uma pessoa que assistiu a algumas cenas e ouviu dizer algo, mas interpretou de maneira errada o que ia acontecendo a volta de Hannah. Gostei da peregrinação de Clay pelos locais da cidade que Hannah assinalou num mapa, locais onde aconteceram os momentos relatados nas cassetes.

O que mais me incomodou neste livro e não me deixou dar uma nota mais alta, foi achar que aconteceu demasiado coisas más numa história só (bullying, abuso de álcool, violação, etc...), além de achar que a Hannah agiu de uma maneira muito lúcida na sua vingança, não senti o desespero ou depressão no seu discurso, acabando por quase romantizar o suicídio, querendo ter a última palavra: vocês magoaram-me, eu morro mas pelo menos vingo-me de vocês, quem ri por último, ri melhor!

Não aconcelho este livro a adolescentes que sofram de depressão, mas para os restantes e adultos, faz-nos pensar, porque o bullying existe, o suicídio de adolescentes existe, são assuntos graves e sensíveis nada faceis de combater.

Mas para mim também ficaram patentes duas mensagens:
- cada acção tem uma consequência
- o maior cego é aquele que não quer ver, até ser tarde demais.


quinta-feira, 8 de junho de 2017

#GuestPost [Livro] Orgulho e Preconceito, de Jane Austen (por Tânia Gonçalves)


É altura do #GuestPost do mês! Desta vez, a nossa convidada é a Tânia Gonçalves. Como vocês sabem, nós críamos um grupo no Goodreads, o Leituras do Pepita Mágica e temos tido todos os meses um desafio de leitura conjunta de um livro votado entre os membros do grupo. Em Maio, foi escolhido o livro Orgulho e Preconceito, da Jane Austen, e depois da sua leitura falámos com a Tânia, e ela aceitou fazer a sua crítica do livro para o nosso blog. Obrigada por te juntares a nós, Tânia!

E agora, com os devidos créditos, aqui fica a crítica da nossa convidada, Tânia Gonçalves, no Pepita Mágica!



Título em Português: Orgulho e Preconceito
Série: --
Autor(a): Jane Austen
Editora: Civilização Editora
Páginas: 359
Data de Publicação: 28 de Janeiro de 1813

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Sinopse:
Uma clássica história de amor e mal-entendidos que se desenrola em finais do século XVIII e retrata de forma acutilante o mundo da pequena burguesia inglesa desse tempo. Um mundo espartilhado por preconceitos de classe, interesses mesquinhos e vaidades sociais, mas que, no romance, acabam por ceder lugar a valores mais nobres: o amor.

As cinco irmãs Bennet, Elizabeth, Jane, Lydia, Mary e Kitty, foram criadas por uma mãe cujo único objetivo na vida é encontrar maridos que assegurem o futuro das filhas. Mas Elizabeth, inteligente e sagaz, está decidida a ter uma vida diferente da que lhe foi destinada. Quando Mr. Bingley, um jovem solteiro rico, se muda para uma mansão vizinha, as Bennet entram em alvoroço…

Opinião:
Assim que iniciei a leitura a primeira conclusão a que cheguei foi a importância do sobrenome e da condição financeira. O principal objectivo das mães era casar as suas preciosas filhas com algum homem rico. As próprias raparigas eram levadas a acreditar que a única perspectiva de futuro seria o casamento com um bom rapaz (quanto mais rico melhor). A autora retrata e crítica o modo de pensar e viver numa sociedade inglesa de uma época machista e conservadora.

Uma das personagens que quer ver as suas filhas casadas a todo o custo é a Sra. Bennet, uma mulher fútil, enquanto que o Sr. Bennet não dá importância ao que a esposa fala e é um pouco mais realista. Tanto a Sra. Bennet como as filhas mais novas Kitty e Lydia são superficiais, expõem-se ao ridículo várias vezes e só pensam nos soldados que acamparam na zona. Já Jane e Elizabeth (as filhas mais velhas) são mais recatadas e Mary apenas se interessa pelos estudos. O livro inicia com a perspectiva da chegada do Sr. Bingley, um homem solteiro e rico. A Sra. Bennet quase que começa logo a fazer os preparativos para o casamento entre Sr. Bingley e a filha Jane mesmo sabendo pouco sobre o homem. Por outro lado, apesar de, no início, a Sra. Bennet pensar que o Sr. Darcy fosse um bom partido para Elizabeth, logo rejeita a ideia devido aos modos pouco bajuladores do Sr. Darcy.

Para dizer a verdade, no início, não simpatizei com o Sr. Darcy. Dá a sensação que ele se acha demasiado importante chegando a ser frio e insensível com as outras pessoas. Mais tarde descobri que era o seu orgulho e a honestidade que lhe davam aquele ar de “sou melhor e mais importante que todos vocês”. O próprio Sr. Darcy admite que o pai o encorajou a ser egoísta, tirânico, a pensar apenas nas pessoas da família e a desprezar todos os outros. Só quando realmente conheci o Sr. Darcy e os motivos que o levam a tomar determinadas atitudes é que comecei a gostar dele e a entendê-lo.

Desde o início que gostei de Elizabeth e de Jane que são duas raparigas sensatas. Elizabeth mostra ter opiniões próprias e não se faz passar por um rapariga boba apenas para arranjar marido, é inteligente, alegre e sincera, mas tem uma tendência a julgar as pessoas pelas primeiras impressões tornando-a preconceituosa. Também houve personagens irritantes como a Sra. Bennet, as suas filhas mais nova (Lydia é a pior), as irmãs do Sr. Bingley, e Lady Catherine de Bourgh. Estas mulheres deixaram-me os cabelos em pé.

A autora aborda temas interessantes como a importância da ascendência social, o desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados que conduzem algumas personagens ao sofrimento, ao escândalo mas também ao autoconhecimento e ao amor.

Agora compreendo porque passados tantos anos Orgulho e Preconceito continua a ser um livro amado por todos, mesmo os leitores do século XXI. Eu própria fiquei presa a cada palavra da autora totalmente fascinada pelas personagens e acontecimentos que levaram ao desfecho esperado.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

#GuestPost [Livro] After, de Anna Todd (por Ana Ferreira)


É altura do #GuestPost do mês! Desta vez, a nossa convidada é a Ana Ferreira. Como vocês sabem, nós críamos um grupo no Goodreads, o Leituras do Pepita Mágica e temos tido todos os meses um desafio de leitura conjunta de um livro votado entre os membros do grupo. Em Janeiro, foi escolhido o livro After, da Anna Todd, e depois da sua leitura falámos com a Ana, e ela aceitou fazer a sua crítica do livro para o nosso blog. Obrigada por te juntares a nós, Ana!

E agora, com os devidos créditos, aqui fica a crítica da nossa convidada, Ana Ferreira, no Pepita Mágica!



Título em Português: After
Série: After #1
Autor(a): Anna Todd
Editora: Editorial Presença
Páginas: 528
Data de Publicação: 5 de Maio de 2015

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Sinopse:
Tessa Young é uma jovem reservada e estável que sai de casa da mãe, uma mulher autoritária e preconceituosa, para iniciar os seus estudos na universidade, separando-se pela primeira vez do namorado de sempre, Noah, um rapaz doce e amoroso. Logo no primeiro dia, conhece a sua companheira de quarto, Steph, e os amigos desta, entre os quais Hardin, um inglês insolente, cheio de tatuagens e piercings. Rápida e inesperadamente, Tessa e Hardin iniciam uma relação intensa mas atribulada, pois ele é um bad boy que só arranja problemas. Tessa tem de tomar uma séria e dolorosa decisão: será que faz sentido trocar Noah por Hardin, desiludindo a sua superprotetora mãe e sabendo que a sua vida nunca mais será a mesma? A menos que... poderá ser por amor?

Opinião:
Quando comecei a leitura deste livro, estava um pouco reticente devido a tudo o que já tinha ouvido falar sobre ele e, portanto, as minhas expectativas estavam um pouco baixas. No entanto, à medida que o fui lendo, fui-me interessando e, no final, as minhas expectativas foram superadas.

Este livro narra sobretudo um momento da vida de duas personagens, o Hardin e a Tessa. Para a Tessa, este é um grande momento na sua vida, pois, finalmente, vai entrar para a tão sonhada faculdade. No entanto, nada sucede como ela espera, pois conhece Hardin, um rapaz bastante inconstante. Ao longo do livro, acompanhamos as diversas mudanças na sua relação até que, no final, um acontecimento muda o rumo da história.

No geral, gostei bastante da leitura deste livro. Foi uma leitura fluida, que me cativou logo desde cedo. As informações acerca do passado das personagens, sobretudo do Hardin, vão-nos sendo reveladas aos poucos, o que nos permite ir compreendendo algumas das suas atitudes.

No entanto, houve pormenores que não me agradaram tanto, sendo um deles precisamente a inconstância dos personagens, essencialmente no caso do Hardin. Compreendo as suas mudanças de humor, mas acho que aconteceram demasiadas vezes e, num determinado momento, para mim, tornaram-se excessivas. Também não gostei do facto de a Tessa repetir constantemente que não aceitava que lhe dessem ordens mas, na prática, se deixar subjugar demasiado pelo Hardin.

Quanto às outras personagens, não tiveram muito relevo na história e, na minha opinião, poderíamos ter tido a oportunidade de as conhecer um pouco melhor, o que daria ainda mais interesse ao livro. No entanto, foram cruciais para o desenvolvimento da história e acredito que, nos próximos livros da série, surjam mais vezes.

O final, para mim, foi o ponto alto deste livro, pois provocou-me emoções conflitantes e, para mim, foi bastante inesperado. Foi precisamente este final que me deixou ansiosa pela leitura do próximo livro.

Assim, em suma, foi uma ótima leitura e, sem dúvida, irei ler os próximos livros.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

#GuestPost [Livro] A Maldição do Vencedor, de Marie Rutkoski (por Ana Sofia Brito)


É altura do #GuestPost do mês! Desta vez, a nossa convidada é a Ana Sofia Brito. Como vocês sabem, nós críamos um grupo no Goodreads, o Leituras do Pepita Mágica e temos tido todos os meses um desafio de leitura conjunta de um livro votado entre os membros do grupo. Em Dezembro, foi escolhido o livro A Maldição do Vencedor e depois da sua leitura falámos com a Ana, e ela aceitou fazer a sua crítica do livro para o nosso blog. Obrigada por te juntares a nós, Ana!

E agora, com os devidos créditos, aqui fica a crítica da nossa convidada, Ana Sofia Brito, no Pepita Mágica!



Título em Português: A Maldição do Vencedor
Série: The Winner's Trilogy #1
Autor(a): Marie Rutkoski
Editora: Topseller
Páginas: 320
Data de Publicação: 18 de Julho de 2016

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Sinopse:
Kestrel, jovem filha do poderoso general de Valoria, tem apenas duas opções: alistar-se no exército ou casar-se. Ela tem, no entanto, outras aspirações e procura libertar-se do seu destino, rebelando-se contra o pai.Num passeio clandestino pela cidade, Kestrel vai parar a um leilão de escravos, onde se depara com um jovem, Arin, que parece querer desafiar o mundo inteiro sozinho. Num impulso, ela acaba por comprá-lo — por um preço tão alto, que a torna alvo de mexericos na sociedade.
Arin pertence ao povo de Herrani, conquistado dez anos antes pelos Valorianos. Além de ser um ferreiro exímio, revela-se também um cantor extraordinário, despertando a curiosidade de Kestrel. Arin, contudo, tem um segredo, e Kestrel não tardará a descobrir que o preço que pagou por ele poderá custar muito mais do que aquilo que alguma vez imaginara.

Opinião:
Bem, para começar devo dizer que estava bastante expectante com este livro, é dos meus géneros preferidos e coloquei a expectativa bem alta.

Para minha tristeza, não foi um livro que estivesse à altura de tão altas expectativas.

Em primeiro porque achei-o bem paradinho, com muito pouca acção, a “guerra” foi curta e mal deu para percebê-la.

Em segundo lugar, a relação de Kestrel e Arin deixa muito a desejar, a interacção entre eles é muito fraca e o crescimento dos sentimentos entre eles pouco convincentes. Nada de “Uma linda história de amor proibido”.

E em terceiro, em muitas partes do livro achei-me perdida na história, alguns capítulos não foram bem desenvolvidos, algumas partes inacabadas, diálogos confusos...

Para compensar um pouco, gostei da personagem de Ronan, o pretendente engraçado e espero encontrar um belo triângulo amoroso no capítulo 2 desta saga.

Sim, apesar de me sentir desiludida e até um pouco frustrada, porque acho sinceramente que a história tinha tudo para um bom desenvolvimento e para ser um belo livro, fiquei também um pouco curiosa com o final deste livro e quero dar uma segunda oportunidade à Kestrel e ao Arin.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

#GuestPost [Livro] As Gémeas do Gelo, de S. K. Tremayne (por Verónica Raposo)


É com muito prazer que vos trazemos de volta esta rubrica que tem estado parada. Como vocês sabem, nós críamos um grupo no Goodreads, o Leituras do Pepita Mágica e temos tido todos os meses um desafio de leitura conjunta de um livro votado entre os membros do grupo. Em Novembro, foi escolhido o livro As Gémeas do Gelo e depois da sua leitura falámos com a Veronica, Vivi como ela gosta, e ela aceitou fazer a sua crítica do livro para o nosso blog. Ficámos muito contentes e depois de ver o seu entusiasmo no grupo, logo desde o início e em especial nesta leitura, não poderíamos ter escolhido alguém melhor para esta crítica :) Obrigada por te juntares a nós, Vivi!

E agora, com os devidos créditos, aqui fica a primeira crítica de uma convidada no Pepita Mágica!



Título em Português:As gémeas do gelo
Série:--
Autor(a): S. K. Tremayne
Editora: Topseller
Páginas: 320
Data de Publicação: Setembro de 2015

Sinopse:
EU SOU A KIRSTIE. EU SOU A LYDIA.
EU SOU CONFIANTE E ANIMADA. EU SOU PENSATIVA E SOSSEGADA.
EU ESTOU VIVA. EU ESTOU MORTA.
QUAL DELAS SOU?
Lydia e Kirstie tinham 6 anos e eram gémeas idênticas. Quando Lydia morre acidentalmente na queda de uma varanda, os pais mudam-se para uma pequena ilha escocesa, na esperança de reconstruírem, com a filha que lhes resta, as suas vidas dilaceradas. Mas um ano depois, a gémea sobrevivente acusa os pais de terem cometido um erro e afirma que quem caiu da varanda foi Kirstie e não ela. Na noite em que uma tempestade assola a ilha e deixa mãe e filha isoladas, elas dão por si a serem torturadas pelo passado e por visões inexplicáveis, que quase as levam à loucura. O que terá acontecido realmente naquele fatídico dia em que uma das gémeas morreu?


Opinião:
Gostei muito do livro, diverti-me a lê-lo e recomendo para quem goste de livros cheios de Mistério. Ao longo do livro, não consegui parar de, constantemente, questionar o que se estava a passar e o que realmente aconteceu no dia em que uma das gémeas caiu da varanda e faleceu:

Qual das gémeas morreu? Qual delas sobreviveu?
E as visões!...Há um fantasma? É só imaginação? Ou Loucura?!


O livro é narrado em primeira pessoa, alternando entre o ponto de vista da mãe das gémeas – Sarah¬ – e o ponto de vista do pai – Angus. Gostei muito de o livro ser escrito desta forma, porque, além de nos permitir conhecer bem a fundo as personagens, cria mais suspense, faz-nos ficar no lado de um, só para depois, mais à frente, vermos o lado do outro e ficarmos na dúvida de que lado estamos. E também, assim, podemos ver como há Atritos, Desconfiança e Segredos entre o casal!

Eu comecei logo a formar teorias sobre o que poderia ter se passado no dia em que uma das gémeas morreu, só para nos capítulos seguintes ser totalmente apanhada de surpresa com o que era desvendado! Há quem possa achar que isto torna o livro confuso, mas para mim, isto foi Entusiasmante, estava Curiosa e, constantemente, a tentar adivinhar o que se passou.

A um certo ponto é nos apresentado a ideia de que a morte da gémea que caiu da varanda não foi um acidente. Gostei imenso que nos foram apresentadas todas as hipóteses (e a gente fica sem saber o que pensar):

Quem foi o culpado pela morte da Lydia? (ou será que foi a Kirstie que morreu?!)
Foi o Angus? A Sarah? a irmã gémea dela? ou ela mesma?!


O que não gostei muito foi que o livro realmente não é muito Emotivo, e sendo um livro sobre a perda de uma filha, eu, realmente, esperava sentir mais Emoção.

Além disso, devo dizer que não achei o livro nada Assustador. Estando o livro na categoria de Horror e havendo supostas visões de uma criança já falecida (será assombração?), eu esperava bem melhor.

Também não posso dizer que as personagens principais - Sarah e Angus - foram as melhores. É difícil não condenar algumas das suas ações quando, devagarinho, vamos ficando a saber de toda a história.

Por fim, posso dizer que gostei da forma como o livro terminou. Apesar de não ser um final totalmente surpreendente, eu gostei da forma como ele foi escrito. Embora muitos possam não concordar, acho que é um bom final para um livro deste tipo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

#GuestPost: Um Duelo Social (por Tiago Ricardo)


Fevereiro é um mês muito especial para nós, uma vez que este cantinho que criamos com tanto amor e carinho completa um ano de existência. Dentro das várias coisas que organizámos para este mês especial está esta nova rubrica, #GuestPost! Queremos que o Pepita Mágica seja maior que apenas nós as duas e, por essa razão, criámos esta rubrica onde vamos dar a oportunidade a serem publicados textos escritos por convidadxs, abrindo um canal dinâmico entre nós e outros blogs (e quem sabe no futuro, vocês, queridxs leitorxs!).

Para este primeiro post convidamos o Tiago Ricardo, administrador do blog Panda's Choice, um blog de referência no mundo do cinema! Ele traz-nos um texto intitulado Um Duelo Social, onde fala sobre dois filmes nomeados aos Óscares - O Caso Spotlight e A Queda de Wall Street - e o seu impacto social.





Assistimos este ano a uma das lutas mais acesas da história recente dos OSCARS entre filmes cujo favoritismo se deve a situações que entristecem e revoltam a sociedade culta e moderna. Tratam-se de filmes duros, capazes de provocar sensações verdadeiramente dolorosas como se de autênticos murros no estômago se tratassem. Vemos em ambos jogos de poder e de ganância em que os ideais e as crenças iludem os inocentes que, ao mesmo tempo, assistem incrédulos a degradação de uma geração e de uma sociedade que se afasta cada vez mais do mundo pacífico e ideal que desejamos conhecer. Falo da queda de um sistema financeiro inteiro que destruiu vidas de pessoas inocentes que nada fizeram para se verem nas situações complicadas exceto o facto de terem sido iludidas por interesses e desejos incomportáveis e da falta de carácter de uma instituição que se dedicou a proteger as classes sociais mais desfavorecidas e que protege no meio do secretismo membros criminosos, responsáveis por destruírem a vida de crianças, responsabilizando as suas crenças e a sua fé. A Queda de Wall Street e O Caso Spotlight são então os titãs que duelam pelo prémio mais cobiçado de Hollywood mas será esta vitória motivo de festa ou de reflexão pelos erros e pelos males que todos testemunhamos todos os dias e que nos distanciam cada vez mais de um mundo ideal.

É raro acontecer o que estamos a testemunhar este ano… Dois filmes que seguem à risca a receita dos favoritos aos prémios. Tratam-se de grandes produções, com um grande elenco e com interpretações comoventes ou grandes argumentos com relevância social que se destacam pelo seu enorme impacto e qualidade. Mas para lá das receitas, o que torna este duelo curioso é a visão da sociedade que transpõem para o grande ecrã. Enquanto n’A Queda de Wall Street banqueiros e seguradoras aproveitam-se da inocência de tantas pessoas em prol de lucros infindáveis e de uma ganância que vive de um sistema corrupto e viciado, O Caso Spotlight centra a atenção na equipa de jornalistas que se dedicou afincadamente a um projecto notável e merecedor de um prémio Pulitzer ao desmascararem uma das mais importantes instituições sociais do mundo que se aproveitou das crenças e do secretismo em que está envolta para encobrir abusos de crianças com o ocasional consentimento de familiares. Ambos retratam maus momentos que ainda permanecem recentes e são aclamados pela forma clara e precisa como dão a voz às vítimas de tamanhas injustiças.

Enquanto o filme de Adam McKay nos apresenta os factos duma forma mais descontraída e animada, aos olhos dos homens que apostaram contra o sistema e que ganharam milhões nas suas batalhas pessoais contra a banca, culminando numa triste e dura realidade que foi o tiro de partida para a crise que ainda hoje se faz sentir e numa mensagem de alerta para os erros que se continuam a repetir e que dão motivos para acreditar numa nova e mais dramática crise do sistema financeiro, Tom McCarthy procura homenagear os jornalistas que fizeram um trabalho simplesmente impecável. O Caso Spotlight é um trabalho desafiante, puro e duro que dá voz ao jornalismo de investigação duma forma notável e sem paralelo que nos deixa desconfortáveis e agarrados à cadeira enquanto aguardamos abismados e empolgados pelo desfecho da história. Uma história chocante que colocou ao descoberto os abusos e os segredos ocultos pela Igreja Católica, instituição responsável por auxiliar os mais desfavorecidos e com um enorme impacto na sociedade.

Ambos são provocantes e desafiantes e ambos possibilitam uma reflexão sobre a forma como agimos e reagimos perante descobertas e momentos que fragilizam tudo e todos. Contudo, no fim do mês apenas um se sairá vitorioso, ainda que a maior conquista de ambos tenha sido o impacto e a forma versátil e notável como trouxeram ao grande ecrã histórias marcantes e de uma enorme importância. Para nós que assistimos do lado de fora ao duelo, tudo temos a ganhar num fechar de um ano que nos ofereceu grandes e marcantes obras e que termina assim de uma forma empolgante fazendo justiça aos filmes que lideram a corrida aos prémios.