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quinta-feira, 8 de junho de 2017

#GuestPost [Livro] Orgulho e Preconceito, de Jane Austen (por Tânia Gonçalves)


É altura do #GuestPost do mês! Desta vez, a nossa convidada é a Tânia Gonçalves. Como vocês sabem, nós críamos um grupo no Goodreads, o Leituras do Pepita Mágica e temos tido todos os meses um desafio de leitura conjunta de um livro votado entre os membros do grupo. Em Maio, foi escolhido o livro Orgulho e Preconceito, da Jane Austen, e depois da sua leitura falámos com a Tânia, e ela aceitou fazer a sua crítica do livro para o nosso blog. Obrigada por te juntares a nós, Tânia!

E agora, com os devidos créditos, aqui fica a crítica da nossa convidada, Tânia Gonçalves, no Pepita Mágica!



Título em Português: Orgulho e Preconceito
Série: --
Autor(a): Jane Austen
Editora: Civilização Editora
Páginas: 359
Data de Publicação: 28 de Janeiro de 1813

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Sinopse:
Uma clássica história de amor e mal-entendidos que se desenrola em finais do século XVIII e retrata de forma acutilante o mundo da pequena burguesia inglesa desse tempo. Um mundo espartilhado por preconceitos de classe, interesses mesquinhos e vaidades sociais, mas que, no romance, acabam por ceder lugar a valores mais nobres: o amor.

As cinco irmãs Bennet, Elizabeth, Jane, Lydia, Mary e Kitty, foram criadas por uma mãe cujo único objetivo na vida é encontrar maridos que assegurem o futuro das filhas. Mas Elizabeth, inteligente e sagaz, está decidida a ter uma vida diferente da que lhe foi destinada. Quando Mr. Bingley, um jovem solteiro rico, se muda para uma mansão vizinha, as Bennet entram em alvoroço…

Opinião:
Assim que iniciei a leitura a primeira conclusão a que cheguei foi a importância do sobrenome e da condição financeira. O principal objectivo das mães era casar as suas preciosas filhas com algum homem rico. As próprias raparigas eram levadas a acreditar que a única perspectiva de futuro seria o casamento com um bom rapaz (quanto mais rico melhor). A autora retrata e crítica o modo de pensar e viver numa sociedade inglesa de uma época machista e conservadora.

Uma das personagens que quer ver as suas filhas casadas a todo o custo é a Sra. Bennet, uma mulher fútil, enquanto que o Sr. Bennet não dá importância ao que a esposa fala e é um pouco mais realista. Tanto a Sra. Bennet como as filhas mais novas Kitty e Lydia são superficiais, expõem-se ao ridículo várias vezes e só pensam nos soldados que acamparam na zona. Já Jane e Elizabeth (as filhas mais velhas) são mais recatadas e Mary apenas se interessa pelos estudos. O livro inicia com a perspectiva da chegada do Sr. Bingley, um homem solteiro e rico. A Sra. Bennet quase que começa logo a fazer os preparativos para o casamento entre Sr. Bingley e a filha Jane mesmo sabendo pouco sobre o homem. Por outro lado, apesar de, no início, a Sra. Bennet pensar que o Sr. Darcy fosse um bom partido para Elizabeth, logo rejeita a ideia devido aos modos pouco bajuladores do Sr. Darcy.

Para dizer a verdade, no início, não simpatizei com o Sr. Darcy. Dá a sensação que ele se acha demasiado importante chegando a ser frio e insensível com as outras pessoas. Mais tarde descobri que era o seu orgulho e a honestidade que lhe davam aquele ar de “sou melhor e mais importante que todos vocês”. O próprio Sr. Darcy admite que o pai o encorajou a ser egoísta, tirânico, a pensar apenas nas pessoas da família e a desprezar todos os outros. Só quando realmente conheci o Sr. Darcy e os motivos que o levam a tomar determinadas atitudes é que comecei a gostar dele e a entendê-lo.

Desde o início que gostei de Elizabeth e de Jane que são duas raparigas sensatas. Elizabeth mostra ter opiniões próprias e não se faz passar por um rapariga boba apenas para arranjar marido, é inteligente, alegre e sincera, mas tem uma tendência a julgar as pessoas pelas primeiras impressões tornando-a preconceituosa. Também houve personagens irritantes como a Sra. Bennet, as suas filhas mais nova (Lydia é a pior), as irmãs do Sr. Bingley, e Lady Catherine de Bourgh. Estas mulheres deixaram-me os cabelos em pé.

A autora aborda temas interessantes como a importância da ascendência social, o desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados que conduzem algumas personagens ao sofrimento, ao escândalo mas também ao autoconhecimento e ao amor.

Agora compreendo porque passados tantos anos Orgulho e Preconceito continua a ser um livro amado por todos, mesmo os leitores do século XXI. Eu própria fiquei presa a cada palavra da autora totalmente fascinada pelas personagens e acontecimentos que levaram ao desfecho esperado.

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