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terça-feira, 15 de novembro de 2016

[Filme] Doctor Strange, de Scott Derrickson

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Título em Português: Doutor Estranho
Realização: Scott Derrickson
Argumento: Jon Spaihts, Scott Derrickson & C. Robert Cargill (written by); Steve Ditko (based on the Marvel comics by)
Elenco Principal: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams
Ano: 2016 | Duração: 1h 55mins
Sinopse:
Stephen Strange é um neurocirurgião brilhante, mas muito vaidoso e arrogante. Com pouco mais de 30 anos, um acidente de carro danifica-lhe os nervos das mãos e em desespero, depois de uma série de tentativas falhadas, decide partir para o Tibete, onde espera encontrar um mago conhecido como "Ancião". Mas não é bem uma cura que Strange encontra, mas uma ordem de artes místicas que o ensina a tirar proveito de todo o tipo de energia. Uma mistura de artes marciais e magia que com o tempo vão transformá-lo no mestre da magia negra.

Opinião da Carla:
Muito antes de Benedict Cumberbatch ter sido escolhido para dar vida à personagem de Stephen Strange que eu já andava mais do que curiosa em relação ao filme Doctor Strange. Não posso dizer que conheça muito sobre esta personagem, mas do pouco que sabia do background sempre achei que viria a ser um filme bastante interessante e desafiador.


E isso aconteceu de facto. Benedict Cumberbatch foi uma perfeita escolha para esta personagem. Não só já tinha parecenças físicas à personagem da BD (que foram apenas melhoradas pela caracterização) como também conseguiu entender perfeitamente a essência desta personagem, como a arrogância e o humor retorcido.


Visualmente este filme é das coisas mais estranhas e extraordinárias nos filmes, não só de super-heróis como de acção. Todos aqueles efeitos visuais em que parecia que estávamos perdidos no meio de um caleidoscópio; como aos efeitos quando havia as dobras entre Universos. Tilda é extraordinária como The Ancient One, apesar de eu saber que nada tem a ver com a figura original dos comics. No entanto, o filme não passou em alguns testes básicos.

Primeiro que tudo, achei as personagens femininas neste filme são completamente menosprezadas. The Ancient One, primeiro que tudo, deveria ter sido um homem, mas eu não sou contra aos gender-swaps, e a personagem que Tilda dá vida é mais andrógina/genderless do que propriamente feminina. O que sobra, unicamente, a personagem de Rachel McAdams – excelente actriz, mas que acabou por ser apagada pelo próprio enredo do filme. Christine está lá apenas para servir a personagem principal masculina. Todas as suas falas são para com o Strange e servem apenas para focar em pormenores do passado dele e da sua personalidade. Christine é quase como que se fosse apenas um plot device do que uma personagem em si.





Opinião da Joana:
Primeiro, há que dizer que as expectativas para este filme eram bastante altas. Apesar de ter gostado, digo já que ficou um pouco aquém do esperado.

Gostei bastante que o Benedict Cumberbatch tenha sido o escolhido para interpretar esta personagem, tanto devido à sua parecença física com a personagem dos comics da Marvel, como devido à sua qualidade como actor que, mais uma vez, foi demonstrada com o filme.


Se há filmes que merecem ser vistos no cinema, este é um deles, pelos seus incríveis efeitos especiais. Como a Carla refere, há vários momentos em que parece que estamos a ver o mundo através de um caleidoscópio e, apesar de os efeitos serem muitos, acho que estavam bastante adequados e por isso muito bem escolhidos para o filme em causa.


Como este é primeiro filme deste herói, temos a construção de um mundo a ser criada e a apresentação de personagens que espero que venham ser mais desenvolvidas noutros filmes. Tilda Swinton apresenta-se num papel atribuído a um homem nos comics mas a sua personagem é bastante andrógena, sendo mais uma entidade quase sem género no seu comportamento. Gostaria de ter sabido um pouco mais sobre ela, acho que levantaram apenas um pouco do véu da sua história e não sei se ela voltará a ter algum papel noutro filme. Apesar disso, com uma actuação fantástica, transmitiu exactamente aquilo que a sua personagem pedia: foi uma professora e mestre de Strange, servindo como meio de aprendizagem e elevação, o que por vezes levou a que fosse um pouco deixada para trás como uma personagem individual que talvez até merecesse o seu próprio filme – quem viu, com certeza, concordará que as suas aventuras até conhecer Strange deverão ser muito interessantes.

Já Rachel McAdams pouco ou nada faz no filme, tristemente. Acredito que voltará a entrar no universo de Doctor Strange, mas espero sinceramente que os directores dos próximos filmes lhe dêem mais protagonismo e uma voz mais própria, não apenas como uma sombra do passado de Strange que apenas aparece para nos mostrar um pouco mais sobre a personagem, mas como uma pessoa completa que traz pontos interessantes ao filme. Dito isto, a actriz está bem no pouco que acaba por fazer.

Gostei de Kaecilius, o vilão que o filme apresenta, mas podia ter sido um pouco mais explorado. Percebo, claro, que duas horas não cheguem para tudo e, no tempo possível, acabamos por saber o necessário sobre a personagem de Mads Mikkelsen e as suas razões para agir como age. Contudo, acho que o vilão final (não se esqueçam de ver até ao fim dos créditos) acaba por não fazer muito sentido depois de tudo o que o vemos fazer no filme.

Um filme com bastante acção, muitos efeitos especiais e um elenco de luxo, que podia ter melhorado a experiência do expectador corrigindo alguns dos pontos acima referidos.




quinta-feira, 10 de novembro de 2016

[Livro] Tambores de Outono, de Diana Gabaldon

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Título em Português:Tambores de Outono
Série: Outlander #4
Autor(a): Diana Gabaldon
Editora: Casa das Letras
Páginas: 1032
Data de Publicação: 26 de Julho de 2016

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Sinopse:
Os Tambores de Outono tem início na Escócia, num ancestral círculo de pedras de Craig na Dun. Ali, uma porta abre-se para um grupo restrito, podendo levá-los para o passado – ou para a sepultura. Claire Randall sobreviveu à passagem, não uma mas duas vezes. A sua primeira viagem no tempo levou-a para os braços de Jamie Fraser, um bravo guerreiro escocês do século XVIII que tinha por ela um amor que se tornou lenda – um conto trágico de paixão que teve o seu fim quando Claire voltou ao presente carregando no ventre uma filha dele. A sua segunda viagem, duas décadas depois, voltou a uni-los na América colonial. Mas Claire deixou alguém para trás no século XX… a sua filha Brianna. Agora Brianna faz uma perturbadora descoberta que volta a levá-la para o círculo de pedras e para um aterrador salto para o desconhecido. Na busca da mãe e do pai que nunca conheceu, arrisca o seu próprio futuro ao tentar mudar a história… para salvar as suas vidas. Mas quando Brianna mergulha no desconhecido, um encontro inesperado pode amarrá-la para sempre no passado… ou levá-la para o lugar onde deveria estar, onde pertence o seu coração…


Opinião:
No último livro de Outlander, Claire e Jamie estão novamente juntos, e já não estão na Escócia – chegaram ao Novo Mundo, à América.

Aqui podem verdadeiramente ser eles próprios, sem se preocuparem com quem eram na Escócia. Neste livro, o ritmo acaba por ser um pouco mais lento pois temos vários episódios da vida quotidiana de Jamie e Claire (não pode tudo ser aventuras extravagantes, certo?), mas não retira interesse à história.

Brianna e Roger têm muito mais destaque neste livro mas, sinceramente, não gostei muito do futuro que a autora deu à Brianna, achei que era um pouco desnecessário e que podia ter sido lidado de outra maneira. Gostei do que foi acontecendo com o Roger e com o seu amor tão forte pela Brianna, que o faz atravessar as pedras em Craigh na Dun e ir atrás dela para os Estados Unidos. Eu sei que isto é uma grande revelação, alguns até podem considerar isto um spoiler, mas para mim não tem importância que se saiba, pois o que interessa não é ele ter ido atrás dela, mas o porquê, e isso eu não vou desenvolver.

Acho que a história da Claire e do Jamie ficou um pouco perdida com a chegada da Brianna e, ainda que tenha gostado de ver a interacção entre ela e o pai, achei que faltou algo, mais que só discussões, devia ter havido mais momentos silenciosos entre eles, onde eles se fossem conhecendo.

Gostei imenso de ler as partes do livro relativas às interacções com os índios, foram provavelmente as partes mais interessantes.

Apesar de tudo, continua a ser um bom livro, e já estou a começar o próximo, mas admito que este acabou por ficar um pouco aquém dos anteriores.


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

[Filme] Scream, de Wes Craven

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Título em Português: Gritos
Realização: Wes Craven
Argumento: Kevin Williamson
Elenco Principal: Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette
Ano: 1996 | Duração: 1h51mins
Sinopse:
Sidney é uma adolescente que tem muito mais do que o habitual quinhão de angústia juvenil a suportar: a sua mãe foi assassinada há um ano e o seu pai está permanentemente ausente em negócios, já para não falar dos incidentes com o namorado Billy. Como se isso não bastasse, um brilhante assassino em série começa a aterrorizar a pacata cidade onde vive. Trata-se de um meticuloso génio, um perfeito assassino que usa o seu gosto por filmes de terror para atacar as suas vítimas, enganar a polícia e despistar os perseguidores. Ninguém está em segurança e todos são suspeitos, por isso, tenha medo... tenha muito medo.

Opinião:
Não é um filme recente, mas é um clássico do cinema, em especial no género de terror. Já o tinha visto quando era miúda, mas pouco tinha retido na minha memória. Encontrei-o no Netflix e decidi revê-lo, pena minha os restantes não fazerem parte do catálogo.

Uma das coisas que mais gosto deste filme é não só todas as referências a filmes de culto anteriores a este, mas também a crítica que faz ao género. Estamos a ver um filme de terror que usa e abusa de todos os tropos deste género cinematográfico ao mesmo tempo que os crítica e desconstroi. Esta caracteristica era típica de Wes Carven (falecido no ano passado, 2015) que se recusava a fazer filmes brainless - algo que aconteceu com frequência em especial nos filmes de terror (e os dos últimos anos cada vez mais).

Fazem falta filmes deste género (não necessariamente de terror, mas que saibam ser críticos de si mesmos, dos géneros que fazem parte e toda a máquina cinematográfica). Vou me abster de dar uma classificação; não, porque não saiba dar uma "nota", mas porque este filme (outros do género) fazem parte de um grupo selectivo que está além de qualquer apreciação subjectiva e pessoal.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

[Livro] A Viajante, de Diana Gabaldon

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Título em Português:A Viajante
Série: Outlander #3
Autor(a): Diana Gabaldon
Editora: Casa das Letras
Páginas: 824
Data de Publicação: 26 de Agosto de 2014

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Sinopse:
«Estava morto. No entanto, o seu nariz palpitava dolorosamente, coisa que lhe era estranha, dadas as circunstâncias.» Assim começa o terceiro livro da série OUTLANDER, em que ficamos a saber que, afinal, Jamie Fraser não morreu no campo de batalha de Culloden. De volta ao século XX, Claire fica em choque com a notícia de que Jamie está vivo, mas, muito mais que isso, fica radiante. Ouvimos a história de Jamie, como ele mudou, tentando alcançar uma vida a partir dos pedaços da sua alma e do país que deixou para trás, e o breve relato de Claire sobre os 20 anos que passaram desde que o deixou em Culloden, enquanto Roger MacKenzie e Brianna, filha de Claire e Jamie, se aproximam das pistas do passado, numa busca incessante por Jamie Fraser. Será que o podem encontrar? E se o conseguirem, Claire voltará para ele? E se ela o fizer… o que se sucederá? Dos fantasmas de Samhain nas terras altas da Escócia para as ruas e bordéis de Edimburgo, do mar turbulento e das aventuras nas Índias Ocidentais, percorremos páginas de história repletas de revolta, assassínio, vodo, fetiches, sequestros, e um sem-número de inúmeras aventuras. Por detrás de todas elas, porém, jaz a questão de Jamie: «Quereis vós levar-me, Sassenach? E arriscar o homem que sou em prol do homem que era?»


Opinião:
No primeiro livro da série, Jamie e Claire conhecem-se e apaixonam-se. No segundo, separam-se. No terceiro, dá-se o reencontro deste nosso casal.

20 anos passados, e Claire descobre que Jamie está vivo, contra todas as possibilidades. E põe-se a questão: deve a Claire voltar à Escócia de há 200 anos através das pedras, ou deve manter-se no século XX com a filha de ambos, Brianna?

Spoiler alert: Claire volta, claro. Ainda que ela não esperasse que Jamie tivesse casado novamente, a pior coisa foi que ele casou com...a Laoghaire! O horror! Continua tão horrível como no primeiro livro. O Jamie não lida da melhor maneira ao deixar que a Claire descubra que ele é casado com a Laoghaire antes de ele falar com ela. Um episódio do livro bastante interessante, sem dúvida.

Gostei bastante de ler sobre o reacender do romance de Jamie e Claire. Eles voltam a conhecer-se, a falar, a mostrar o que aconteceu e a mostrar especialmente que já não são exactamente as pessoas que eram há 20 anos.

Não vou falar muito da história, apenas que gostei imenso do seu desenrolar, com a Claire e o Jamie a reencontrarem-se, com o Fergus a voltar a aparecer, e alguns negócios menos legais a ocorrerem no fundo. A história da Brianna e do Roger também vai tendo o seu interesse, ainda que seja só mais desenvolvida no próximo livro (levanta apenas uma ponta do véu).

O livro manteve-se ao nível do anterior, com aventuras e romance, e uma história que me continua a prender intensamente. Estas são personagens que despertam aquela necessidade extrema de querermos sempre saber o que vai acontecer a seguir e, por isso, esta série está a ser lida de seguida, sem nunca me deixar cansada das suas peripécias.