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domingo, 16 de outubro de 2016

[Livro] The Dream Keeper, de Mikey Brooks

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Título em Português: --
Série: Dream Keeper Chronicles #1
Autor(a): Mikey Brooks
Editora: Lost Treasure Publishing & Illustrating
Páginas: 297
Data de Publicação: 01 Junho 2013

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Sinopse:
Dreams: Dorothy called it Oz, Alice called it Wonderland, but Nightmares call it HOME. When an evil shifter takes over the gateway to the realm of Dreams, it falls to 14-year-olds Parker and Kaelyn to stop him. Their only hope lies with Gladamyr, the Dream Keeper, but can they trust a Nightmare to save their world?

Opinião:
Não vou fazer qualquer tipo de suspense em relação ao que achei deste livro: ADOREI! Não sei o que estava à espera dele, pouco tinha lido da sinopse e pareceu-me interessante e, confesso, que a referência a Wonderland foi uma das razões que me fez ler este livro. Eu não senti que houve algo Wonderland no livro, mas ainda bem que esse pormenor me levou a ler o livro porque foi dos melhores leituras que tive nos últimos tempos.

The Dream Keeper é o primeiro livro da trilogia Dream Keeper Chronicles, onde seguimos as peripécias dos acontecimentos através de três personagens: Parker e Kaelyn, dois jovens humanos, e Gladamyr, o Dream Keeper. Não vou aprofundar muito como surgiu este mundo, Dreams, porque faz parte do desenvolvimento da estória e será revelada a seu tempo. Mas muito resumidamente, e é algo que se percebe logo no inicio do livro, Dreams é o local para onde nós, humanos, somos levados quando adormecemos. Nós não adormecemos e sonhamos – as coisas não são assim tão simples. Nós vamos para Dreams, e este local está dividido em duas partes Favor e Mares (daí a distinção de Sonho e Pesadelo e é neste equilíbrio que os dois mundos - o nosso e Dreams – se mantém estáveis). Gladamyr não é um Dream Keeper qualquer, uma vez que ele nasceu no centro de Mares – a parte referente aos Pesadelos, mas uma das coisas que aprendemos com este livro é exactamente isso: não interessa o local onde nasceste, mas sim aquilo que és e aquilo que defendes.

Como não podia deixar de ser, existe um monstro em Dreams que quer fazer coisas más (e não vou desenvolver essa parte – LEIAM O LIVRO!) e impede que os humanos adormeçam – o que leva a uma instabilidade não só em Dreams como no nosso mundo, uma vez que as pessoas tornam-se irritadiças, andam de mau humor e isso vai trazer problemas (Quem não fica de mau humor e sem paciência quando tem uma noite mal dormida? Agora imaginem as consequências que viriam pelo facto de que os humanos deixassem de dormir… incluindo aqui os problemas de saúde física e mental). Só Parker e Kaelyn é que conseguem entrar em Dreams, porque Gladamyr se esqueceu de guardar as chaves (através das quais os humanos entram em Dreams e são protegidas pelos Dream Keepers). Não é suposto conseguirmos ver Dreams tal como é, estamos “presos” nos nossos sonhos e pesadelos, mas através da Dreamstone Gladamyr permite que Parker e Kaelyn “acordem” em Dream e vejam as coisas como elas realmente são. E vou ficar por aqui em termos de plot.

Adorei a escrita e a estória – a qual só não devorei mais rapidamente por falta de tempo. Definitivamente, vou já tratar de arranjar os livros seguintes e começar a lê-los.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

[Livro] A Libélula Presa no Âmbar, de Diana Gabaldon

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Título em Português:A Libélula Presa no Âmbar
Série: Outlander #2
Autor(a): Diana Gabaldon
Editora: Casa das Letras
Páginas: 1001
Data de Publicação: Julho de 2011

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Sinopse:
Durante vinte anos Claire Randall manteve o seu segredo. Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo.
Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono da Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o Reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs escoceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama.


Opinião:
Em primeiro lugar, devo referir que, ao contrário do primeiro livro, este difere um pouco da série – no bom sentido, a meu ver. O livro foca-se em duas partes distintas: Jamie e Claire em França, no século XVIII, e Claire e Brianna, na Escócia, no século XX. Gostei imenso de ler as aventuras de Claire e Jamie em França, e este livro conseguiu levar-me às lágrimas em algumas partes e devo dizer que está tão bem escrito que as emoções que as personagens sentem, também nós, os leitores, conseguimos sentir.

Sinceramente, é tão difícil escrever uma crítica destas sem fazer spoilers demasiado grandes que possam estragar a vossa leitura... Para os que viram a série primeiro, como eu, a maior parte do que se passa em França está retratado quase de forma igual, mas garanto-vos que isso não torna a leitura aborrecida, de maneira nenhuma.

Jamie foi obrigado a fugir da Escócia e acaba por ir viver em França com a Claire, como negociante de bebidas alcoólicas, um cargo oferecido pelo seu primo, Jared, em troca de casa em Paris. Aqui, o casal vai tentar, em continuação com os acontecimentos do primeiro livro, impedir que a batalha de Culloden ocorra, salvando assim a vida de milhares de escoceses (e também britânicos, admitamos). Com a fachada de jacobitas, Jamie e Claire vão descobrindo os planos do príncipe Charles Stuart e é nesta altura que o casal conhece Fergus, um jovem carteirista que nasceu num bordel em Paris. Fergus, cujo nome original era Claudel, foi renomeado e posto ao serviço dos Fraser em troca de cama e comida. Este pequeno ajudante torna-se imediatamente parte da família e é com gosto que acompanhamos a sua evolução. Apesar das tentativas de sabotagem, Charles Stuart consegue criar um exército e levar os seus súbitos escoceses para a guerra pelo trono da Escócia.

Ainda em Paris, reencontramos uma personagem marcante do livro anterior: Jonathan Wolverton Randall (Black Jack Randall). Todos os momentos que envolvem esta personagem tornam-se marcantes pelas implicações que acarreta. Tanto Jamie como Claire pensavam que ele estaria morto, até ele aparecer na corte francesa. E a partir desse momento, Jamie fica contente por poder exercer a sua vingança contra ele mas, a pedido de Claire e a muito custo, Jamie promete a Claire que não o matará até ao ano seguinte, pois se o fizer, Frank Randall não poderá existir – e ainda que o amor da vida de Claire seja Jamie, ela não consegue deixar a ideia de Frank, um homem inocente que ela em tempos amou, morrer – ou melhor, nunca existir. Não vamos sequer pensar nos paradoxos temporais que estes livros acarretam pois, se o fizermos, nunca os aproveitaremos verdadeiramente.

Durante a estadia em Paris, Claire está grávida e isso traz grande felicidade ao casal, unindo-os ainda mais. Menciono isto porque acaba por ser algo muito importante mais para a frente, mas não quero estragar a história tão forte que se forma à volta desta criança.

Enquanto Jamie anda com o príncipe e os Jacobitas, Claire decide trabalhar no Hospital dos Anjos e, ao perceberem que ela sabe verdadeiramente o faz, as irmãs e os voluntários que trabalham ao seu lado ganham-lhe respeito. Ela forma laços de amizade com a madre superior, Madre Hildegarde. Esta torna-se uma amiga presente e bastante séria, e posso dizer-vos que é uma amizade que muito duradoura.

Claire também forma amizades com mulheres da corte francesa e torna-se próxima de Louise de La Tour, que acaba por ter um caso com Charles Stuart (e eventualmente fica grávida deste). Apesar de superficial, Louise é uma boa amiga e apoia Claire, e é ela que a apresenta a uma jovem inglesa muito assustadiça, Mary Hawkins. É importante referir que Mary Hawkins, segundo a genealogia realizada por Frank Randall no primeiro livro, é a mulher de Black Jack Randall e, por isso, antepassada de Frank. Claire e Mary ficam amigas, e esta descobre que Mary está apaixonada por Alexander Randall, irmão de Jonathan Randall, o que, podem imaginar, vem complicar um pouco as coisas.

Entre intrigas na corte francesa, Claire e Jamie conhecem o Conde de St.Germain e este dificulta-lhes a vida, principalmente a Claire. Numa visita a um boticário, Claire conhece o Sr. Raymond, um boticário que teria algo de mágico e que é uma personagem incrível, talvez a minha favorita, ao lado da Madre Hildegarde, das personagens francesas. Raymond torna-se um amigo e quase um confidente de Claire e, adoravelmente, chama-lhe Madonna, por uma razão que eu achei muito querida e, sinceramente, bem explicada.

Claire e Jamie passam um mau bocado (e eu não vou dizer o que se passa para que vocês sintam tudo como uma novidade ao lerem o livro), e acabam por voltar para a Escócia ao lado de Charles Stuart, tentando aqui que ele ganhe a batalha de Culloden e, quem sabe, a guerra. E é antes da batalha de Culloden que Claire e Jamie se separam. Claire volta atrás do círculo de pedras em Craigh na Dun e despede-se de vez de Jamie. Uma despedida muito emocional, pois tanto Claire como Jamie pensam que ele vai morrer na guerra e que este adeus é definitivo.

E voltamos ao século XX. Claire decide levar Brianna à Escócia pela primeira vez, com o intuito de contar à sua filha quem o seu verdadeiro pai é – e já agora, descobrir o que aconteceu aos seus amigos e a Jamie. E é aqui que a coisa se torna interessante. Como aluna de História e entusiasta de pesquisas, gostei imenso de ver desenrolar a informação que Claire e Brianna, com a ajuda do jovem historiador Roger Wakefield MacKenzie, filho adoptivo do Reverendo Wakefield, e que já tínhamos conhecido no primeiro livro, vão encontrando, e como as suas pesquisas tanto no campo como em arquivos históricos deram frutos. Brianna e Roger dão-se muito bem e vê-se claramente um romance a começar.

Mas o mais importante é o que descobrem, principalmente sobre Jamie, claro, mas também sobre Geillis Duncan, a mulher que tinha sido acusada de bruxaria no primeiro livro e que tinha salvo a vida a Claire do mesmo destino (morrer na fogueira), e que lhe tinha dito vir também do século XX. Claire descobre Geillis no preciso momento em que esta atravessa as pedras de Craigh na Dun e é a partir desse instante que tanto Roger como Brianna têm a certeza que Claire não inventou toda a história que lhes conta sobre quem era Jamie. Brianna empenha-se em descobrir mais sobre o pai biológico Que cliffhanger, não é?

Devo dizer que achei este livro até um pouco melhor que o primeiro. Apesar de enorme, o livro não me aborreceu e manteve um passo rápido e interessante durante toda a narrativa. As personagens prenderam-me e faziam-me sentir conectada com tudo o que se passava à volta delas. A escrita é fácil de seguir e a história tem de tudo, desde romance e aventura, a mistério e traições, e a escândalos e viagens que nos transportam pelo imaginário de Diana Gabaldon. É uma série a seguir.




Outlander: Nas asas do tempo (Outlander #1) (Joana)

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

[Livro] A Magia do Amor, de Barbara Bretton

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Título em Português: A Magia do Amor
Série: Sugar Maple #2
Autor(a): Barbara Bretton
Editora: Quinta Essência
Páginas: 275
Data de Publicação: Outubro de 2010

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Sinopse:
Em Feitiços de Amor, Barbara Bretton, cujas obras figuram na lista das mais vendidas do USA Today, apresentou Chloe Hobbs, filha de uma feiticeira e proprietária de uma loja de lãs. Agora, nesta sequela mágica, Chloe, que conversa ainda alguns dos seus poderes, está prestes a descobrir que o amor pode não conquistar todos, ao contrário de uma fada maléfica...

Alguma vez tiveram a sensação de que o destino finalmente acertou em cheio? Foi o que senti quando conheci Luke Mackenzie. E ninguém me podia convencer do contrário – nem os trolls, selkies, ou espíritos que também chamam terra natal a Sugar Maple, em Vermont. Mas se habito numa vila que abunda em segredos, porque me admiro que o homem que amo também esconda alguns? É que a sua ex-mulher apareceu sem mais nem menos, exigindo ver o espírito da filha de ambos, Steffie, uma criança cuja existência eu desconhecia. Agora, parece que o espírito de Steffie está refém de uma certa líder das fadas. E se eu urdir um feitiço para libertar o espírito da menina, a minha inimiga também ficará livre – livre para destruir a minha loja de lãs, toda a vida de Sugar Maple e todos os que nela vivem. Mas se eu não o fizer, Steffie não será a única a passar a eternidade no inferno. Eu irei ter com ela, amaldiçoada com um coração destroçado...

Opinião:
Magia do Amor é o segundo volume da saga Sugar Maple e não desilude. Aquilo que Bárbara Bretton nos mostrou em Feitiços de Amor manteve-se neste livro. Escrita coerente, personagens que são fiéis a elas próprias. Uma boa continuação à estória de Chloe e Luke.

Em Magia do Amor, Chloe e Luke estão juntos e, apesar de alguma reticência de alguns habitantes de Sugar Maple, o romance até corre bem, até que surge Karen - a ex-mulher de Luke - e tudo se complica. Mas nada acontece por acaso em Sugar Maple.

Isadora, a rainha das fadas, foi expulsa desta dimensão por Chloe no final livro anterior, e quer-se vingar e levar Sugar Maple para lá do nevoeiro, sendo Chloe o seu único obstáculo. A rainha das fadas aproveita-se da dor de Luke (a morte da filha pequena) e o aparecimento de Karen (que tem sua mão nesta "coincidência") para deixar Chloe numa situação instável, tendo esta que escolher entre Luke e Sugar Maple. O seu grande amor ou seu dever para com a vila.

Não é propriamente um livro extraordinário, mas cumpre o que promete e está ao nível do anterior, deixando-me interessada o suficiente para querer continuar a ler esta saga até ao final.


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

[Filme] A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares, de Tim Burton

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Título em Português: A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares
Realização: Tim Burton
Argumento: Ransom Riggs (baseado no seu livro), Jane Goldman
Elenco Principal: Eva Green, Asa Butterfield, Chris O’dowd, Ella Purnell, Allison Janney, Rupert Everett, Terence Stamp, Judi Dench, Samuel L. Jackson
Ano: 2016 | Duração: 2h07min
Sinopse:
Do visionário realizador Tim Burton, e baseado no best-seller, chega-nos uma experiência cinematográfica inesquecível. Quando o avô de Jake lhe deixa um conjunto de pistas sobre um mistério que se estende por diferentes mundos e tempos, ele encontra um lugar mágico conhecido como A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares. Mas o mistério e o perigo aprofundam-se à medida que conhece os moradores e se apercebe dos seus poderes especiais…e dos seus poderosos inimigos. Jake acaba por descobir que só a sua “peculiaridade” pode salvar os seus novos amigos.

Opinião da Carla:
Julgo que já disse mais do que uma vez aqui no blog que considero Tim Burton um dos meus realizadores favoritos, se não mesmo o favorito, mas desde o Alice in Wonderland que tenho vindo a sentir uma certa dificuldade em manter esta afirmação. Há qualquer coisa que falta; aquela essência tão Burtiana que eu adoro - estranheza, aquele ambiente dark, o thinking outside the box. Continuo a afirmar que ele é o meu realizador favorito porque alguns dos meus filmes favoritos são dele, mas os antigos.


Tendo isto em conta, obviamente, que queria ver o Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children, não só pelo Tim Burton, mas também pela Eva Green – uma actriz que eu adoro. E para ser franca, visto que ultimamente sinto falta daquela particularidade que tanto caracteriza (e eu adoro) no Tim Burton, a Eva Green foi a razão mais forte para a minha vontade de ver este filme.

Eu não posso dizer que não tenha gostado do filme, porque, no geral, eu gostei. Mas aconteceu novamente a mesma coisa, achei que faltava qualquer coisa Burtoniana. Sentiu-se com mais força quando estávamos no Loop, mas depois perdia-se. Okay, concedo que parte do objectivo dessa separação era mesmo essa – criar uma contraste grande entre as duas realidades, mas…


Não vou falar muito do enredo (que pelo que andei a ver na Internet, se afasta bastante do livro que tem como base) e vou apenas referir alguns aspectos – quer sejam positivos ou negativos. Primeiro que tudo, senti que faltou alguma explicação em relação aos Loops e as Crianças Peculiares, no entanto, a parte que foi dedicada a isso, para mim, foi a mais secante do filme. Acho que não foi bem aproveitada, porque raramente se viu as Crianças a usarem as suas Peculiaridades e isso teria sido giro. A parte que mais gostei, e que achei mais interessante, foi a acção, que só acontece no terceiro quarto do filme (por isso, já podem ver a lentidão que o filme leva até chegar à parte boa), mas é tão rápida e sem grande substancia que quase passa ao lado. E só quando descobrimos a Peculiaridade dos Gémeos nos apercebemos que não foram muito inteligentes em relação ao plano para derrotar os White Eyes, porque bastava aquelas criaturas levantarem a mascara para conseguirem uma vantagem enorme logo no início.


Visto que disse que uma das razões (a principal até) para ir ver o filme foi a Eva Green parece que me esqueci dela nesta crítica. Não é verdade. Ela é extraordinária, linda como sempre e com aquele jeito aristocrático, sardónico e aterrador às vezes até. A questão aqui é que acho que ela tem muito pouca presença no filme. Eu sei que o foco estão nas Crianças, mas achei que Miss Peregrine deveria ter tido mais peso no filme – afinal de contas até tem o nome dela no título do filme….

Em termos gerais, o filme não é mau, mas também não é bom. Sendo um Tim Burton fiquei desiludida, mas é um filme que se tem que ver sem grandes expectativas para se conseguir verdadeiramente gostar dele.






Opinião da Joana:
Tentei não ter altas expectativas ao ir ver este filme, a sério que tentei, mas os trailers e a história conseguiram elevá-las sem eu conseguir controlar. E o filme acabou por saber a pouco por causa disso.

Apesar de querer ler o livro antes de ver o filme, acabei por me distrair com outros livros e o filme veio primeiro. Sendo assim, não posso comentar se é ou não parecido ao livro em que se baseia.

A história tinha tanto potencial, é pena que, na minha opinião, tenha ficado aquém. Queria ter sabido mais sobre cada peculiar, e mais do que sobre os “peculiares”, queria saber mais sobre as crianças. Como foram parar ao lar da Senhora Peregrine? Como foram descobertas? E, apesar disso, a parte mais secante do filme foi aquela que falou um pouco sobre eles, mas foi muito mal aproveitada.

Gostei da segunda parte do filme, que teve mais acção e as personagens mostraram um pouco mais as suas capacidades mas, como a Carla menciona e foi algo que dissemos logo a seguir ao fim do filme, sabendo a habilidade dos gémeos, todo o plano criado para proteger as crianças parece um pouco mal concebido pois tudo poderia ter sido resolvido muito mais facilmente e mais cedo.

Eva Green deveria ter tido um pouco mais de destaque, de alguma maneira, talvez até a pudessem ter mostrado mais na sua maneira de ajudar as crianças a lidarem com as suas peculiaridades, novamente podíamos até ter visto como ela e as crianças se juntaram – e isto podia ter sido perfeitamente enquadrado no filme como, por exemplo, uma explicação dada a Jake, o protagonista, ou ao seu avô Abe, quando este conheceu as crianças peculiares pela primeira vez.

Resumindo, foi um filme que podia ter sido muito melhor, ainda por cima sendo de Tim Burton e com um bom elenco.