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domingo, 5 de junho de 2016

[Filme] Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004), de Michel Gondry

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Título em Português: O Despertar da Mente
Realização: Michel Gondry
Argumento: Charlie Kaufman, Michel Gondry, Pierre Bismuth
Elenco Principal: Jim Carrey, Kate Winslet, Tom Wilkinson
Ano: 2004 | Duração: 1h 48mins
Sinopse:
Um casal tenta recuperar a sua relação apagando as más recordações do passado, através de uma técnica inovadora, mas algures a meio do processo as coisas complicam-se.

Opinião:
Lembram-se que quando escrevi a crítica de Anomalisa disse estar curiosa sobre o filme por causa do Charlie Kaufman? Bem, O Despertar da Mente é a verdadeira razão, considerando que o argumento deste filme foi escrito por Kaufman.

Vi este filme várias vezes, e voltei a vê-lo há poucos dias, e o mais incrível é que continua a fascinar-me. Para ser honesta, não me sinto capaz de escrever sobre este filme e como me afecta. Eu adoro-o. Além de estar fantasticamente editado, o que mais adoro é o guião, porque penso verdadeiramente que é maravilho. Charlie Kaufman é brilhante e tem uma maneira genuína de lidar e trabalhar com a emoção humana, sobre a condição humana e todos os tipos de interacção humana que possamos pensar.

Não me lembro em que crítica escrevi isto, mas eu acredito verdadeiramente que que as memórias (boas ou más) moldam-nos e eu não consigo deixar de estar fascinada com a nossa mente e o nosso cérebro. O Joel tenta apagar as memórias da sua namorada, Clementine, por desprezo, dado que ela o tinha feito também. Mas a nossa mente não domina o nosso coração, e eles tentaram esquecer-se um do outro mas, no fim, foram atraídos um ao outro.

Eu sei que esta crítica não diz muito sobre o filme e o seu enredo, mas eu sinto-me incapaz de falar mais sobre ele, sem fazer spoilers e o estragar para vocês, por isso...Por favor, se nunca o viram, vão vê-lo! Se já o viram, voltem a vê-lo, porque de todas as vezes que o fizerem, irão reparar em algo diferente.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Pôr as mãos na massa [Junho 2016]


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Com inicio de mais um mês, aqui estamos com a nossa rubrica mensal. Foi um mês mais complicado para gerir material para colocar aqui no blog (falta de tempo é uma coisa tramada), mas o blog não vai ficar esquecido, ainda que possamos diminuir alguma frequência de publicações. :)

O que se fez em...Maio

[Qual o mais delicioso?] Eve e as trevas

Carla D.

Joana V.

Propostas para... Junho

Carla D.
  • [Filme] Macbeth, de Justin Kurzel
  • [Filme] O Despertar da Mente, de Michel Gondry
  • [Livro] Ash, de Malinda Lo
  • [Livro] Immortal's Spring, de Molly Ringle
  • [Livro] The Complete Persepolis, de Marjane Strapi

Joana V.
  • [Livro] A Caminho do Altar, de Julia Quinn
  • [Livro] Capricho de Veludo, de Loretta Chase
  • [Livro] Uma viscondessa fascinante, de Jennifer Haymore
  • [Livro] As piores intenções, de Elizabeth Hoyt
  • [Livro] O Baile de Máscaras de Joanna Taylor

segunda-feira, 30 de maio de 2016

[Livro] A Court of Mist and Fury, de Sarah J. Maas

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Título em Português: --
Série: A Court of Thorns and Roses #2
Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury USA Childrens
Páginas: 640
Data de Publicação: 3 de Maio de 2016

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Sinopse:
Feyre survived Amarantha's clutches to return to the Spring Court—but at a steep cost. Though she now has the powers of the High Fae, her heart remains human, and it can't forget the terrible deeds she performed to save Tamlin's people. Nor has Feyre forgotten her bargain with Rhysand, High Lord of the feared Night Court. As Feyre navigates its dark web of politics, passion, and dazzling power, a greater evil looms—and she might be key to stopping it. But only if she can harness her harrowing gifts, heal her fractured soul, and decide how she wishes to shape her future—and the future of a world cleaved in two. With more than a million copies sold of her beloved Throne of Glass series, Sarah J. Maas's masterful storytelling brings this second book in her seductive and action-packed series to new heights.

Opinião:
Finalmente, temos o segundo livro do ACOTAR !!! Yay! Não imaginam o quanto eu estava ansiosa por ler este livro...Podemos dizer que sacrifiquei umas horas de sonho para o ler o mais depressa possível. Este livro merece mais que as 4.5*, mas não chega bem às 5*, digamos que é um 4.75*.

Neste segundo livro, encontramos Feyre, a nossa protagonista, numa posição muito diferente daquela em que esta se encontrava no início do primeiro livro. Muito aconteceu desde Under the Mountain... E eu não quero fazer spoilers, por isso esta crítica é muito difícil!

Apenas digo que Feyre vai ter de lidar com o acordo que fez com Rhysand, o High Lord da Corte da Noite. Já mencionei que adoro noites estreladas e, como já devem ter reparado noutras críticas, tenho uma (grande) queda para “Bad Boys with a heart of gold”?

Se lerem a minha crítica do livro anterior, sabem que fiquei muito intrigada com a personagem deste High Lord. E, apesar de gostar muito do Tamlin no primeiro livro, é com pena que digo que fiquei muito desiludida com ele – apesar de tudo fazer sentido no livro, e se assim não fosse, ir-me-ia sentir muito dividida entre duas personagens de que gostaria bastante.

Que mais posso dizer sem estragar este livro incrível? O Rhys é incrível, os seus amigos também, a Corte dos Sonhos é a melhor coisa de sempre (mesmo com a sua divisão), e houve surpresas e coisas que não esperava de nada que acontecessem.

Termino rapidamente, dizendo apenas que não acredito que o próximo livro só sairá em Maio de 2017, supostamente. Mal posso esperar!




sexta-feira, 27 de maio de 2016

[Filme] Desert Flower (2009), de Sherry Hormann

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Título em Português: Flor do Deserto
Realização: Sherry Hormann
Argumento: Sherry Hormann (written by), Smita Bhide (script revisions), Waris Dirie & Cathleen Miller(novel)
Elenco Principal: Liya Kebede, Sally Hawkins
Ano: 2009 | Duração: 2h
Sinopse:
Baseado na história verídica e best-seller mundial, duma menina somali excisada aos 5 anos, vendida para casar aos 13, e que acabou por se tornar numa supermodelo em Inglaterra, sendo hoje uma porta-voz da ONU contra a excisão feminina.

Opinião:
Eu vi Flor do Deserto pela primeira vez quando saiu para os cinema. Eu tnha que fazer um trabalho de analise para o meu curso, então, decidi rever este filme, porque passados tantos anos ainda estava na minha mente. Ver o Flor do Deserto pela segunda vez foi tão intenso como foi da primeira vez.

Para aqueles que não sabem, Flor do Deserto é sobre Waris Dirie, uma rapariga da Somália que se tornou numa supermodelo em Inglaterra. Quando ela tinha 3 anos foi circuncisada; aos 13 vendida para casar com um homem muiiito mais velho do que ela e aos 38 anos tornou-se na primeira mulher a falar abertamente e em publico sobre a mutilação genital feminina. Ela fugiu da família porque não queria casar com o homem a quem tinha sido vendida, então ela andou pelo deserto sozinha até chegar à cidade onde a avó morava, e foi assim que partiu para Inglaterra.

Lá, ficou a trabalhar na Embaixada da Somália, onde nem sequer saía do edifício, até que um dia algo acontece e todos fogem, ficando Waris para trás. Ela conhece uma rapariga que a ajuda (ainda que no inicio não fosse assim tão simpática para ela quanto isso) e um dia é descoberta pelo fotografo da Princesa Diana.

A meio do filme é quando descobrimos que Waris foi circuncisada e vemos o quão doloroso, não só fisicamente, mas também mentalmente e emocionalmente, para ela. Ela usou a posição dela como Supermodelo para trazer à luz do dia um assunto tão atroz como este. Ela foi a primeira mulher a falar abertamente sobre o assunto e assim se tornou na porta-voz da ONU contra a mutilação genital feminina.

É um filme que vale a pena ser visto, não só porque é feito com uma beleza e carinha extraordinário, mas também porque nos toca a alma.


domingo, 22 de maio de 2016

[Filme] O nosso milagre, de Patricia Riggen

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Título em Português: O Nosso Milagre
Realização: Patricia Riggen
Argumento: Christy Beam (livro), Randy Brown (adaptação)
Elenco Principal: Jennifer Garner, Kylie Rogers, Martin Henderson
Ano: 2016 | Duração: 1h49min
Sinopse:
Aos cinco anos, Anna foi diagnosticada com uma doença incurável que lhe causava dores de estômago fortíssimas e que a impedia de comer normalmente. A família, desesperada, recorreu a vários médicos, procurando uma solução. Mas, infelizmente, nada podia ser feito por ela. Um dia, já com dez anos, a pequena sofre uma queda aparatosa de uma árvore e quase perde a vida. Depois de levada de urgência para o hospital, todos se deparam com algo extraordinário: para além de ter sobrevivido à queda apenas com alguns arranhões, deixou de ter quaisquer sintomas da doença que, supostamente, não tinha cura. Apesar de confusa e sem explicação para o sucedido, a família fica exultante com a notícia. Mas, com o passar dos dias, Anna conta que, durante o tempo em que esteve sem sentidos, visitou o Céu e conversou com Jesus, que a enviou de novo para junto da família, dizendo-lhe que tinha planos para ela na Terra.

Opinião:
Já tinha visto o filme “O Céu existe mesmo”, e este é dentro do mesmo género. Em comparação, “O Céu existe mesmo”, foi um filme melhor que este, e passo a explicar porquê.

Em “O Nosso Milagre”, o filme é mais sobre o tempo que Anna Beam está doente, e menos sobre a transformação que a família sofre devido à misteriosa doença da menina. A mãe de Anna, Christy Beam (Jennifer Garner), é quem mais sofre uma luta interior (e exterior) durante todo o filme, e nesse sentido aplaudo a actriz pelo seu desempenho. Com as emoções ao rubro, este é um filme “a puxar ao sentimento”, como se costuma dizer.

Achei que faltava algo, além da luta desta mãe e filha contra um inimigo que não tinham como lutar contra, como acontece com tantas outras pessoas. Porque, sinceramente, o que interessa não é talvez a doença em si, mas a maneira como cada um lida com ela (ou com a evolução dela, ou os seus resultados – que foi o que aconteceu n’ “O Céu existe mesmo”): como a mãe se exaltava por não poder fazer nada, como a filha mostrava a sua dor, como as irmãs de Anna perguntavam o que iria acontecer se não chegassem a tempo de a ver, como o pai destas três raparigas lutou para manter a família à tona enquanto uma das suas filhas estava com a mãe, longe de tudo o que lhes era familiar, apenas para tentarem ter uma hipótese de sucesso. Isto foi, sem dúvida, mostrado no filme, mas gostaria de o ter visto mais desenvolvido.

Foi engraçado que, depois de ver o filme, fui à página do facebook Humans of New York , e descobri que a página estava a partilhar histórias recolhidas do serviço de pediatria do Memorial Sloan Kettering Cancer Center. E lembro-me de ler a história de um senhor que dizia que o filho ter cancro devia ser culpa dele, porque o miúdo nunca tinha feito nada de mal – isto imediatamente levou-me para uma cena do filme, onde três pessoas rodeiam Christy e o marido e dizem que eles devem estar a pecar, ou não devem ter pedido perdão a Deus (não vamos aqui falar da parte religiosa – é um comentário ao filme, apenas) e que TEM de ser por isso que a filha deles está doente – porque todos rezam por ela, e se ao fim de meses ela ainda não melhorou, então deve ser culpa dos pecados dos pais dela. Isto irritou muito Christy, como se pode calcular, e faz-nos ver com outra perspectiva o pensamento de algumas pessoas. O que me agradou nessa cena, foi o pastor/padre falar imediatamente com Christy e dizer-lhe algo como “não podemos escolher o nosso rebanho, apenas podemos tentar ajudá-lo o melhor possível”, parafraseando livremente; mostrou um apoio incondicional ao casal, mesmo quando Chirsty duvidava que houvesse sequer um Deus – porque...que Deus deixaria uma criança (qualquer pessoa, na verdade – mas as crianças são as que mais mexem connosco, não é? Pelos comigo.) sofrer quando ela não fez nada de mal? Quando a criança pensa apenas em brincar e aprender..? O filme toca ligeiramente neste assunto, mas teria sido interessante vê-lo um pouco mais explorado.

Resumindo, se virem o filme, tenham uma caixa de lenços ao lado. É um filme que toca no coração, mas talvez que não fica connosco, ao contrário de tantos outros.



quinta-feira, 19 de maio de 2016

[Livro] Escape From Witchwood Hollow, de Jordan Elizabeth Mierek

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Título em Português: --
Série: --
Autor(a): Jordan Elizabeth Mierek
Editora: Curiosity Quills Press
Páginas: 178
Data de Publicação: 29 de Outubro de 2014

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Sinopse:
Everyone in Arnn - a small farming town with more legends than residents - knows the story of Witchwood Hollow: if you venture into the whispering forest, the witch will trap your soul among the shadowed trees.

After losing her parents in a horrific terrorist attack on the Twin Towers, fifteen-year-old Honoria and her older brother escape New York City to Arnn. In the lure of that perpetual darkness, Honoria finds hope, when she should be afraid.

Perhaps the witch can reunite her with her lost parents. Awakening the witch, however, brings more than salvation from mourning, for Honoria discovers a past of missing children and broken promises.

To save the citizens of Arnn from becoming the witch’s next victims, she must find the truth behind the woman’s madness.

How deep into Witchwood Hollow does Honoria dare venture?
~ Recebemos este eARC directamente da autora. Thank you! ~

Opinião:
Escape from Witchwood Hollow foi-me enviado pela autora para que eu pudesse ler e escrever uma crítica honesta. E ainda bem, porque de outra forma não saberia da existência deste livro.

Este livro tem uma composição interessante, porque nós seguimos a estória de três raparigas diferentes de períodos diferentes no tempo (1600’s, 1800’s e 2000’s), e elas estão todas relacionadas. É um livro bem escrito e bem organizado, pois nunca nos perdemos no plot, mas eu senti que poderia ter sido melhor. No final do livro, este não me prendeu às suas palavras; eu não senti nada. E para ser honesta, gostaria de ter lido mais sobre a bruxa, de a conhecer melhor, porque eu acho que nunca a compreendemos verdadeiramente e não sabemos muitos sobre ela, excepto alguns detalhes.

Eu não gostei da Honoria. Bem, eu também não desgostei dela, simplesmente não consegui relacionar-me com ela. Eu não sei dizer o porquê, apenas não consegui; foi algo que senti, ou melhor, que não senti, para ser mais concreta. Nós temos várias personagens, mas eu acho que nenhuma delas é mais do que os pequenos pormenores que vamos lendo sobre elas. Não são profundas. E isso é basicamente o que eu senti com este livro. Eu terminei o livro no inicio do mês e pouco mais consigo escrever sobre ele, porque ele não agarrou.

Eu gostei de o ler, foi prazeroso e está bem escrito, mas não é um livro que fique connosco depois de o fecharmos.