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sábado, 14 de maio de 2016

[Filme] Captain America: Civil War, de Anthony Russo e Joe Russo

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Título em Português: Capitão América: Guerra Civil
Realização: Anthony Russo e Joe Russo
Argumento: Christopher Markus, Stephen McFeely, Mark Millar (banda desenhada), Joe Simon (personagens) e Jack Kirby (personagens)
Elenco Principal: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sebastian Stan
Ano: 2016 | Duração: 2h27min
Sinopse:
Devido a uma série de missões que originaram danos colaterais considerados evitáveis, o Governo norte-americano decide que a equipa de Vingadores precisa de supervisão adequada. É então criado um sistema de registo dos super-heróis, cujo trabalho terá de ser sempre controlado por um membro governamental autorizado. A partir de agora apenas poderão agir se forem formalmente solicitados. Esta nova posição vai gerar conflitos internos na equipa, cujas opiniões se dividem. De um lado está o Capitão América, que se rebela por considerar a liberdade dos Vingadores essencial para o perfeito funcionamento das suas missões; do outro está o Homem de Ferro que, contra todas as expectativas, aprova a decisão. Entre eles surge uma tensão difícil de controlar que porá em causa não apenas a amizade e união de todos, mas também a segurança da Humanidade.

Opinião da Carla:
Eu acho que é claro de que sou uma grande geek, em vários aspectos diferente de geekyness – obviamente que comics e filmes da Marvel são uma parte disso. Por isso Captain America: Civil War era um must-watch. Eu li alguns comics sobre este arco, mas nunca fui muito afundo no assunto, mas ainda assim tinha algumas ideias e opiniões.


Eu vou começar esta review dizendo que Captain America: Civil War foi um dos meus menos favoritos filmes da Marvel. Provavelmente a Joana vai dizer algo semelhante, dando o enredo como razão, uma vez que ela normalmente não gosta deste tipo de filmes. As minhas razões vão além disso. Eu acho que Captain America: Civil War tem coisas muito porreiras, mas em geral achei que o filme poderia ser muito melhor – pelo menos prometia ser.

Primeiramente, temos imensos heróis juntos num só filme – algo que nem Avengers foi capaz de o fazer. Todas as personagens tinham uma posição marcada nesta guerra entre heróis; todas elas tinham as suas razões para defender as suas ideias. Eu não estou a dizer que um estava certo e o outro não, porque não é assim tão simples; e todos sabemos disso quase por experiência próprio (e não estou a dizer numa situação exactamente igual, mas todos já estivemos lá, de uma forma ou de outra).

Segundo, nós conhecemos personagens novas que foram introduzidas de formas incríveis. Eu gostei imenso do Peter Parker! Desde miúda que Spider-Man era uma das minhas personagens favoritas das bandas desenhas, simplesmente porque conseguia relacionar-me com ele. Eu acho que este Peter Parker pode vir a ser o melhor Spider Man de sempre (ainda que, eu ainda não tenha visto o Amazing Spider-Man) E o Black Panther é incrível! Não apenas a personagem foi impressionante e interessante, mas ele tinha algo mais; algo mais que o fez tornar-se na estrela do flime – mais do que qualquer outra personagem, mesmo tendo tão pouco tempo em filme.



Mas em geral, Captain America: Civil War desapontou-me. Foi um pouco aborrecido, o enredo não me agarrou, e eu simplesmente não queria saber o que se ia passar a seguir. Eu senti-me triste, porque não senti aquele arrepio na espinha como sempre sinto num filme da Marvel.






Opinião da Joana:
Desde o primeiro momento que ouvi falar do filme que tive sentimentos conflituosos. Gosto dos filmes da Marvel, mas não gosto, de todo, de temas como o que foi apresentado: uma equipa, uma família até, destruída pelo interior, pelos seus próprios membros.

Todos acreditam estar a fazer o que é certo, mas a arrogância, o ego, das personagens, principalmente do Capitão América e do Homem de Ferro, fez com que fossem incapazes de ver o ponto de vista um do outro, tornando-se quase estranhos. Como Chris Evans disse num artigo da EW, “This is an argument and a struggle with your family, for your family, and against your family,”.

As personagens que posso verdadeiramente dizer que gostei foram o Pantera Negra e o Homem-Aranha. Estas personagens tiveram relativamente pouco tempo de ecrã mas o tempo que tiveram foi muito bom. O Homem-Aranha trouxe diversão e podíamo-nos ver na sua figura, facilmente. Já o Pantera Negra, é uma personagem talvez mais interessante, com motivos fáceis de perceber mas, acima de tudo, uma personagem evolutiva e que me deixou a querer saber mais sobre ele e a sua família, assim como a origem do Pantera Negra como protector de Wakanda, o país ficcional localizado em África, de onde este herói vem.

Cinematograficamente, o filme é muito bom, como têm vindo a ser a maioria dos filmes da Marvel, mas no fim sai do cinema irritada. E porquê? Porque achei que as razões que me foram dadas para esta guerra civil não me pareceram completamente válidas ou minimamente lógicas. Eu sei que 99.9% das vezes uma guerra não é, de todo, lógica. Mas não deixma de me “carregar nos botões”, estas noções apresentadas no filme.

Além disso, sai um bocado desapontada do cinema, estava à espera de mais. De mais o quê, isso não sei. Apenas “mais”.




quinta-feira, 12 de maio de 2016

[Eve e as Trevas] Qual o mais delicioso?

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Capa mais deliciosa: Nenhuma

Porquê?
Carla: Bom, começo por dizer que o quer que venha a escrever será única e simplesmente em relação às capas, uma vez que não li o livro. Primeiro que tudo posso dizer que até gosto da composição da capa nacional em relação à original, mas sinto que apenas vendo a capa estaria a ler um livro qualquer de bondage e coisas afins. Segundo, nada na imagem nacional remete para o lado oriental - que sei que existe na história - e que está tão bem retratado na capa original. A capa original consegue manter algum tipo de sumo em relação ao enredo. Neste caso em particular vou dizer que não gosto de nenhuma das capas. Para mim nenhuma é deliciosa.

Joana: Ao contrário da Carla, eu li o primeiro livro desta série (cuja crítica podem ler aqui) e até tenho o segundo cá em casa (apesar de não ser fã da personagem principal, gosto das outras personagens e quero saber o que lhes acontece). A primeira vez que vi a capa portuguesa, pensei que não tinha nada a ver com capas de outros livros da mesma autora, e não sendo muito fã da maioria das suas capas portuguesas, isto até poderia parecer um elogio – mas não é. Não acho a capa atractiva e, sinceramente, acho que tem pouco a ver com o livro. Já a capa original, tem alguns traços mais característicos da história, como o facto da nossa protagonista ter ascendência oriental. Porém, também não a acho apelativa e acaba por não chamar propriamente a atenção do público que talvez tenha mais interesse por estes livros, de fantasia com erótico à mistura. Na minha opinião, e concordando com a Carla, nenhuma das capas é deliciosa.


E vocês, qual a vossa favorita?

terça-feira, 10 de maio de 2016

[Livro] As Lições do Amor, de Lorraine Heath

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Título em Português: As Lições do Amor
Série: Scandalous Gentlemen of St. James #1
Autor(a): Lorraine Heath
Editora: TopSeller
Páginas: 240
Data de Publicação: 11 de Abril de 2016

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Sinopse:
Lady Grace Mabry tem tudo o que uma donzela debutante pode desejar: é bonita, inteligente, vem de boas famílias e possui um dote bastante valioso. No entanto, Grace desconfia dos inúmeros pretendentes que a cortejam, pois acredita que muitos estão apenas interessados na sua riqueza. Para a ajudar a perceber se os interesses dos seus apaixonados são genuínos, Grace procura o seu amigo de infância, o Duque de Lovingdon. Sem qualquer fé no amor desde que perdeu a família, Lovingdon vive uma vida de libertinagem e prazer. Conhecedor dos jogos e estratagemas para conseguir a atenção de uma mulher, Lovingdon só tem de ensinar a inocente Grace a diferenciar as emoções falsas das verdadeiras. Mas mal as lições começam, Lovingdon depara-se com um jogo demasiado perigoso, que parece não conseguir controlar… Conseguirá o Duque abrir o seu coração inteiramente ou irá perder aquela que descobriu que ama?

Opinião:
Este romance foi uma lufada de ar fresco.

É um romance histórico, sim, e tem temas a que já estamos habituados (e que até esperamos que aconteçam), mas ao mesmo tempo traz à luz temas ligados à medicina que são muito raros neste tipo de livros.

Lady Grace Mabry é, à falta de melhor palavra, amorosa. Uma mulher forte e sensível, curiosa, teimosa e desejosa de encontrar alguém que a aceite por completo, com todas as imperfeições que ela, como qualquer ser humano, tem.

Já o Duque de Lovingdon é um homem marcado pela mágoa, que fez dele alguém um pouco amargo e definitivamente com uma visão muito injusta da vida, pelo que esta “lhe” fez. Mas apesar disso, Lovingdon adora a sua “Pequena Rosa”, Grace. Ainda que nunca tenha olhado para ela de outra maneira que uma irmã mais nova, Lovindgon começa a perceber que a sua Pequena Rosa floresceu, e tornou-se em algo que ele quer evitar.

O título do livro é, talvez, uma das traduções mais adequadas de títulos de livros deste género, ainda que nada tenha a ver com o título original (“when the duke was wicked”), pois todo o livro fala destas “lições” que Grace quer e deve aprender para saber quem verdadeiramente gosta dela e quem está apenas interessado na sua fortuna. Ao pedir ajuda com estas lições a Lovingddon, seu amigo de longa data, Grace começa uma reacção em cadeia que vai implicar mudanças nestas duas personagens.

Gostei imenso de conhecer os amigos de Lovingdon, que imagino serão os protagonistas dos próximos livros.

Todas as personagens tinham um certo grau de profundidade que fez com que o livro não fosse “só” uma história de amor, mas uma história mudanças de vida e de aceitação de nós mesmos, e do que nos pode acontecer. Acima de tudo, é um livro sobre a procura da felicidade e, mais ainda, é uma luta pela felicidade.


quinta-feira, 5 de maio de 2016

[Filme] Um dia de Mãe, de Garry Marshall

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Título em Português: Um Dia de Mãe
Realização: Garry Marshall
Argumento: Tom Hines, Lily Hollander, Anya Kochoff and Matthew Walker
Elenco Principal: Jennifer Aniston, Kate Hudson, Julia Roberts
Ano: 2016 | Duração: 1h58min
Sinopse:
Com o aproximar da celebração de mais um dia da mãe, várias mulheres vão ter de reflectir sobre o peso da maternidade. Sandy é a mãe solteira de dois rapazes que luta por se manter de pé e que ainda não superou o facto de ter sido trocada por uma mulher mais jovem; Miranda é uma escritora famosa que hoje se arrepende de ter dado a sua filha Kristin para adopção; Kristin – hoje uma mulher prestes a constituir a sua própria família –, decide que é chegado o momento de reencontrar a progenitora e fazer as pazes com o passado; Jesse, a melhor amiga de Kristin, ao perceber as suas angústias, dá-se conta do quão distante se sente da sua própria mãe e o quanto deseja fortalecer os laços. Estas mulheres, de personalidades distintas, vão ver os seus destinos cruzarem-se de um modo totalmente inesperado…

Opinião:
Este é um filme ideal para irmos ver com as nossas mães (ou figuras maternais). É uma comédia romântica, com alguns clichés a que já estamos habituados, mas isso não torna o filme maçador.

Gosto muito de filmes que interligam as histórias das várias personagens, como neste filme: Sandy (Jennifer Aniston), é amiga de Jesse (Kate Hudson), que é amiga de Kristin (Britt Robertson), que é filha da Miranda (Julia Roberts), enfim, estão a perceber o que quero dizer. Foi um filme divertido, que entrelaçou várias gerações e vários tipos de mãe, desde a mais presente à mais distante, da mais picuinhas à mais protectora.

O filme faz exactamente aquilo a que se propunha fazer, na sinopse e no trailer (apesar deste mostrar as cenas mais giras do filme, contando quase tudo, o que é um contra), mostrando a relação entre filhxs e mães, as dificuldades pelas quais esta pode passar, mas o poder e valor que a relação tem se as pessoas envolvidas quiserem lutar por ela.

Resumindo, gostei bastante, foi divertido e romântico, com a dose ideal de clichés. Não é um filme extraordinário, daqueles que ficam para a história, mas é um filme giro e daqueles que depois de vermos dizemos, honestamente, que gostámos e que foi um tempo bem passado, especialmente se for visto com a nossa mãe :)


terça-feira, 3 de maio de 2016

[Filme] The Jungle Book (2016), de Jon Favreau

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Título em Português: O Livro da Selva
Realização: Jon Favreau
Argumento: Justin Marks (screenplay), Rudyard Kipling
Elenco Principal: Neel Sethi, Bill Murray, Ben Kingsley
Ano: 2016 | Duração: 1h 45mins
Sinopse:
Adaptação do célebre «O Livro da Selva» de Rudyard Kipling, centrada na história de Mogli, o menino órfão que cresce na selva e é "adotado" por um grupo de animais selvagens (um par de lobos, um urso e uma pantera). Nesta versão (são várias as adaptações desta história para cinema), a personagem principal é a única a ser interpretada por um ator de carne e osso, sendo todas as restantes geradas em computador.

Opinião:
O Livro da Selva era um dos meus filmes favoritos da minha infância. A fita do meu VHS ficou estragada de eu tanto ver, rebobinar e todas essas coisas que tínhamos que fazer como queríamos ver um filme, enquanto crianças. Bons tempos.


Essa foi a razão pela qual eu tinha que ver este filme. Ainda que, por momentos, eu me tenha esquecido de que ia haver um versão live action deste filme até ver que o filme já estava em exibição. Eu estava incrivelmente entusiasmada, mas preocupada ao mesmo tempo, mas não era necessário, porque o filme está muito bom. Eu podia ver o mesmo tipo de plano tal como eu vi no filme de animação quando era criança. Tem a mesma essência; e para não valar do cast vocal perfeito para este filme: Ben Kingsley como Baguera, Bill Murray dá voz a Balu (e quem mais poderia ser?) e Scarlett Johansson é a hipnótica Kaa com a sua voz suave.


Mas o que eu não estou a referir até ao momento é a qualidade da edição e dos efeitos especiais. A forma como Mogli interage com os animais é extraordinária, qualquer um poderia achar que, de facto, que ele estava a representar com animais verdadeiros. O Livro da Selva tem uma fotografia impressionais e nós, como espectadores, conseguimos sentir como se estivéssemos na selva com Mogli, Baguera e Balu. Nada foi deixado ao acaso, e esse é um dos pontos mais positivos deste filme. Eu vi uma versão live action fiel a um dos meus filmes favoritos da minha infância.


Apesar de tudo, O Livro da Selva não é perfeito e um dos aspectos menos bons é, de facto, Mogli. Eu acho que Neel Sethi, quem dá vida a Mogli, ainda não estava preparado para fazer parte de um filme tão grande como este. Era necessário um actor jovem, é verdade, mas às vezes senti que Mogli era um pouco falso, e isso deve-se à performance de Sethi. Ele é fofo e, surpreendentemente, parecido como que eu imaginava que seria o Mogli em carne e osso, mas não chega lá. Ainda assim, eu gostei imenso do filme e eu poderia rever este filme outra e outra vez, tal como eu fazia quando era criança.