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terça-feira, 5 de abril de 2016

[Livro] Mer-Charmer, de Amy Bearce

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Título em Português: --
Série: World of Aluvia #2
Autor(a): Amy Bearce
Editora: Curiosity Quills Press
Páginas: 219
Data de Publicação: 9 de Maio de 2016


Sinopse:
Fourteen-year-old Phoebe Quinn is surrounded by magic, but she can’t muster any of her own. Her sister is a fairy keeper. Her best friends are merfolk. And all she does is dishes and housework. When Phoebe finds out a terrible sea creature is awakening that preys upon the peace-loving merfolk, she becomes determined to help them, even though it means going with Tristan and Mina to their home deep in the sea. Beneath the waves, Phoebe learns she’s more like her sister than she realized. The merfolk are drawn to her, and she can sense the magic of the sea all around her. Magic is finally at her fingertips, but that’s precisely why the stirring dark power under the waters decides it wants her most of all. Now she must not only help the peaceful merfolk escape this ancient enemy, she must master her out-of-control powers. If she fails, she will die and darkness will rise and enslave the merfolk once more. But embracing her full power could cost her the very people she loves the most.

~ Recebemos este eARC directamente da editora Curiosity Quills. Thank you! ~
Opinião:
O primeiro livro desta série não foi nada de extraordinário, mas deixou-me curiosa o suficiente para querer ler o segundo – e ainda bem que o fiz, pois este foi melhor que o primeiro.

Enquanto que no primeiro livro tínhamos a história de Sierra, aqui temos a história da sua irmã mais nova, Phoebe. Esta jovem foi muito maltratada no primeiro livro, e mexia especialmente com o leitor pois ela era uma (na altura) criança, muito querida e amorosa, que não fazia mal a uma mosca. Agora, e com a ajuda da sua irmã e dos jovens Tristan e de Mina, a irmã deste, Phoebe aprendeu a lidar melhor com o mundo e tornou-se muito próxima de Tristan e Mina, duas sereias (um tritão e uma sereia talvez mais politicamente correcto?).

Tristan tinha-a salvo no livro anterior e um romance começa a desenvolver-se (tardiamente) entre estas duas personagens. Enquanto que Sierra tinha magia (a sua ligação com as fadas – que é explorada no primeiro livro), Phoebe sempre se sentiu um pouco à parte da família e dos amigos, pois não tinha qualquer forma de magia – ou assim se pensava.

Se leram o primeiro livro, sabem que o namorado de Sierra, o fauno Micah, consegue sentir fragâncias que distinguem pessoas com capacidades mágicas. Neste livro aprendemos que, quando conheceu Phoebe, Micah sentiu um breve cheiro a mar, mas tinha-o relacionado apenas com a magia temporária que os amigos da jovem partilhavam com ela durante os breves instantes que lhe permitiam respirar debaixo de água. Depois de circunstâncias extraordinárias que não irei desenvolver (se não conto a história toda), percebemos que Phoebe sempre tem alguma magia ligada aos oceanos.

Todo o livro revolve à volta do problema que o povo do mar tem – os seus poderes diminuem e há a possibilidade de um antigo monstro estar a voltar à vida depois da libertação de poder e energia que Sierra e as fadas causaram no primeiro livro. Ora, isto parece confuso, não é? Se houve uma libertação de energia e o monstro dos mares a consegue captar, porque não o povo do mar? Pois estes foram perdendo a sua capacidade de absorver e aproveitar a magia que lhes pertencia depois de serem escravos dos humanos durante dezenas de anos.

Phoebe, com a sua magia agora descoberta e outras peripécias, decide ajudar Tristan e o seu povo, pois quer corrigir o mal que o ser humano lhes fez e quer, acima de tudo, agradecer a Tristan e a Mina a sua ajuda pelo seu salvamento das mãos de um homem asqueroso. Mas o povo do mar, com razões justificadas, tem medo que Phoebe os queira enganar e escravizar, e ela quase perde a vida ao tentar prová-los errados. É aqui que toda a aventura acontece, nas profundezas do oceano, com templos destruídos e abismos escuros.

Não vou desenvolver mais o enredo do livro, mas digo apenas que a sua história e a resolução dos problemas está muito bem pensada e acaba por trazer aos leitores, se não o fim que se queria, um fim com que nos contentamos alegremente.

Enquanto que no primeiro livro fiquei um pouco de pé atrás com a escrita que me parecia demasiado juvenil, neste já não me incomodou e deixou-me a querer saber o que ia sempre acontecer no capítulo seguinte. Foi uma história cheia de aventura e um romance muito suave e querido. Ainda bem que continuei a série.




SOBRE A AUTORA/ABOUT THE AUTHOR:

Amy writes stories for tweens and teens. She is a former reading teacher with a Masters in Library Science. As an Army kid, she moved eight times before she was eighteen, so she feels especially fortunate to be married to her high school sweetheart. Together they’re raising two daughters and are currently living in Germany, though they still call Texas home. A perfect day for Amy involves rain pattering on the windows, popcorn, and every member of her family curled up in one cozy room reading a good book.

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domingo, 3 de abril de 2016

[Livro] Artificial, de Jadah McCoy

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Título em Português: --
Série: The Kepler Chronicles #1
Autor(a): Jadah McCoy
Editora: Curiosity Quills
Páginas: 226
Data de Lançamento: 04 de Abril de 2016

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Sinopse:
She struggles to feel human.

In 2256, the only remnants of civilization on Earth’s first colonized planet, Kepler, are the plant-covered buildings and the nocturnal, genetically spliced bug-people nesting within them: the Cull. During the day, Syl leaves her home in the sewers beneath Elite City to scavenge for food, but at night the Cull come looking for a meal of their own. Syl thought gene splicing died with the Android War a century ago. She thought the bugs could be exterminated, Elite city rebuilt, and the population replenished. She’s wrong.

Whoever engineered the Cull isn’t done playing God. Syl is abducted and tortured in horrific experiments which result in her own DNA being spliced, slowly turning her into one of the bugs. Now she must find a cure and stop the person responsible before every remaining man, woman, and child on Kepler is transformed into the abomination they fear.

He struggles not to.

For Bastion, being an android in the sex industry isn’t so bad. Clubbing beneath the streets of New Elite by day and seducing the rich by night isn’t an altogether undesirable occupation. But every day a new android cadaver appears in the slum gutters, and each caved in metal skull and heap of mangled wires whittles away at him.

Glitches—androids with empathy—are being murdered, their models discontinued and strung up as a warning. Show emotion, you die. Good thing Bastion can keep a secret, or he would be the next body lining the street.

He can almost live with hiding his emotions. That is, until a girl shows up in the slums—a human girl, who claims she was an experiment. And in New Elite, being a human is even worse than being a Glitch. Now Bastion must help the girl escape before he becomes victim to his too-human emotions, one way or another.
~ Recebemos este eARC directamente da editora Curiosity Quills. Thank you! ~

Opinião:
Este é um livro bastante bom. Eu não estava à espera de gostar tanto. Bom trabalho, Jadah McCoy!

Artificial é o primeiro livro de uma estória distópica; a Terra como nós a conhecemos não existe. Humanos criaram os androids, que por sua vez evoluíram e nos ultrapassaram, criando algo para destruir-nos como uma praga. Sylvia, ou Syl, é humana e vive nos esgotos com os outros humanos – a que chamam a “cidade” de Elite. Eles caçam durante o dia, e escondem-se nos esgotos à noite, fugindo dos Cull – algo semelhante a insecto, meio-humano-meio-qualquer coisa estranha, criada pelos androids para matarem os humanos. É uma morte horrível.

O que a Syl não sabe é que existe uma outra cidade – chamada de New Elite – onde os androids vivem “pacatamente”. Se um android tem sentimentos é chamado de Glitche, e supostamente devem ser destruídos, tal como qualquer simpatizante dos humanos. Syl é capturada e levada para New Elite, onde lhe fazem várias experiencias. Ela não sabe o que lhe fizeram e precisa de ajuda. A única coisa que sabe é que não pode voltar para Elite e viver com os outros humanos, porque ela pode se tornar num desses Cull e matar toda a gente. Em New Elite, ela conhece B4st10n – ou Bastion – um Glitche.

Eu não vou avançar mais em relação ao plot. Terão que o ler e se sentirem envoltos nesta estória fantástica. É bastante cativante, e faz-nos querer continuar a ler e descobrir o que mais irá acontecer a Syl, e se ela será capaz de resolver as coisas. Eu quero muiiiiito continuar a seguir esta estória!




SOBRE A AUTORA/ABOUT THE AUTHOR:

Jadah currently lives in Nashville, TN and works as a legal coordinator. When not babysitting attorneys, she can be found juicing her brain for creative ideas or fantasizing about her next trip out of the country (or about Tom Hiddleston as Loki - it’s always a toss up when she fantasizes.)
She grew up in rural Arkansas, yet can still write good and sometimes even wears shoes! She did date her first cousin for a while but they decided against marriage for the sake of the gene pool. 
Her true loves are elephants, cursing, and sangria - in that order. If you find an elephant that curses like a sailor whilst drinking sangria, you’re dangerously close to becoming her next romantic victim - er, partner. 
She cut her writing teeth on badly written, hormone-driven fanfiction (be glad that’s out of her system), and her one true dream is to have wildly erotic fanfiction with dubious grammar written about her own novels. Please make her dreams come true.

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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Pôr as mãos na massa [Abril 2016]


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Com mais livros que filmes, Março foi um mês ocupado e agora vemos o nosso tempo livre para leituras e filmes a diminuir consideravelmente, mas não será por isso que nos verão menos por aqui. Para Abril já temos algumas coisas planeadas, mas outras serão, certamente, acrescentadas. Não se esqueçam de participar no nosso desafio literário no Goodreads, que podem ver aqui :)

O que se fez em... Março

Carla D.

Joana V.

Propostas para... Abril

Carla D.
  • [Livro] Artificial, de Jadah McCoy
  • [Livro] Escape from Witchwood Hollow, de Jordan Elizabeth Mierk
  • [Filme] Anomalisa, de Duke Johnson & Charlie Kaufman
  • [Filme] Macbeth, de Justin Kurzel

Joana V.
  • [Livro] Mer-Charmer, de Amy Bearce
  • [Livro] A Loucura de Lorde Ian Mackenzie de Jennifer Ashley
  • [Livro] Uma Viscondessa Fascinante de Jennifer Haymore
  • [Livro] O desejo de Lady Cassandra de Madeline Hunter

quarta-feira, 30 de março de 2016

[Livro] Ligeiramente indecente, de Mary Balogh

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Título em Português: Ligeiramente Indecente
Série: Bedwyn Saga #5
Autor(a): Mary Balogh
Editora: Edições Asa
Páginas: 336
Data de Publicação: 8 de Março de 2016

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Sinopse:
É no campo da Batalha de Waterloo, entre os soldados feridos, que Rachel York espera encontrar a salvação para si e para as suas amigas. Ludibriadas por um falso pretendente, as quatro encontram-se agora longe de casa, na penúria e obrigadas a viver num bordel. Mas Rachel é uma jovem cheia de recursos e não se dá por vencida. A solução para todos os seus problemas – pensa – está num belo soldado moreno que perdeu a memória.Pois para poder receber uma avultada herança, Rachel precisa de um marido. Basta convencer o soldado desconhecido a alinhar no jogo. O que ninguém sabe é que o jovem é nada menos que Lord Alleyne, o benjamim da família Bedwyn. Mas, por muita boa vontade que ele tenha, nada corre como planeado ao chegarem a Inglaterra. E a situação complica-se – quanto mais não seja pela crescente atração entre os falsos noivos, numa farsa que parece ser ligeiramente... indecente.

Opinião:
Ai que bem que me soube ler outro livro da Mary Balogh :)

Neste livro temos o mais novo dos irmãos Bedwyn, Alleyne, numa missão importante. O problema é que, enquanto cumpria essa missão, é atingido na perna, no meio da batalha de Waterloo e deixado para morrer depois de bater com a cabeça ao cair do cavalo. As hipóteses de sobrevivência eram escassas. Não fosse Rachel.

Rachel, uma jovem que, por mão do destino acabou por ir viver com a sua antiga ama, Bridget e as amigas desta num bordel, onde estas últimas (juntamente com a antiga ama) exerciam a sua profissão como prostitutas. Mas não se enganem, caros leitores, ao pensarem que estas senhoras são algo menos que carinhosas, queridas, corações de manteiga que, devido a circuntâncias da vida, não viram outra saída senão vender o corpo para, quando se reformassem, pudessem juntar as suas poupanças e comprarem uma pensão respeitável onde Phyllis pudesse cozinhar (os seus pratos são sempre descritos como tão deliciosos que davam fome!), Bridget pudesse cuidar do jardim, e Geraldine (Gerry) e Flossie da casa e visitas.

Quando estas cinco senhoras são defraudadas por um homem que se fazia passar por vigário e que tentou enganar Rachel para ficar com a sua herança, todos os seus sonhos são destruídos, mas não é por isso que perdem a sua alegria de viver. Decidem, então, ir procurar por dinheiro e joías nos mortos que nesse mometo estavam esquecidos nos campos após a batalha de Waterloo. E é aí que Rachel descobre que o seu primeiro morto, além de star nu, não estava morto. Com a ajuda do Sargento Strickland, que tinha ficado sem um olho, Rachel leva-o para o bordel, onde estes senhores ficam a repousar e são tratados pelas senhoras residentes.

Foram, sem dúvida, as partes mais divertidas do livro quando estas senhoras entravam em cena. O seu humor e relaxamento e paixão pela vida e pelos seus sonhos era contangiante.

Allyene, que como tinha dito inicialmente, bateu com a cabeça, acorda sem memória no bordel a pensar que tinha ido parar ao céu, arrancando com essa frase sorrisos e risos das quatro senhoras que naquele momento olhavam para ele. Como ninguém sabe como ele se chama, quem é ou de onde é, é apelidado de Sir Jonathan Smith, pois Gerry diz, com certeza, que ele tem um nariz aristocrático e por isso merece um título.

Com os cuidados atentos de Rachel, o “anjo dourado”, Alleyne acaba por se apaixonar pela jovem que passa os seus tempos livres a ler para ele, a cuidar dele durante os seus delírios febris e que acaba por ser uma amiga – uma amiga atraente, sem dúvida, mas acima de tudo uma amiga (e só mais tarde algo mais).

Ao saber da história do roubo, e após a recuperação de Allyene e do Sargento, o primeiro sugere a Rachel que finjam ser casados para esta ter a sua herança e as jóias que lhe são devidas, e que o tio guarda até ela chegar aos seus 25 anos (ela tem 22, se não me engano). É aqui que começa a verdadeira aventura do livro, com momentos hilariantes e românticos, e frustrantes e que nos deixam querer mais e mais.

Foi um livro de que gostei bastante, que me deixou em pulgas para chegar ao fim e que depois do fim ainda me deixou a querer mais ler o último livro da saga Bedwyn. Recomendo verdadeiramente a todos os fãs do género.

segunda-feira, 28 de março de 2016

[Filme] The Internship (2013), de Shawn Levy

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Título em Português: Os Estagiários
Realização: Shawn Levy
Argumento: Vince Vaughn & Jared Stern
Elenco Principal: Vince Vaughn, Owen Wilson, Rose Byrne
Ano: 2013 | Duração: 1h 59mins
Sinopse:
Billy e Nick são vendedores cujas carreiras foram devastadas pela era digital. Na tentativa de provar que não estão obsoletos, contra todas as espectativas eles conseguem um cobiçado estágio na Google, juntamente com um batalhão de pequenos génios. No entanto, alcançar esta utopia é apenas metade do desafio. Agora têm de competir com a elite nacional de talentos da tecnologia para provarem que a carência é a principal fonte da reinvenção.

Opinião:
Numa tarde aborrecida, decidi aterrar no Netflix e ver a primeira coisa que me aparecesse à frente. E foi assim que vi The Internship. Segundo os cálculos da Netflix, o rating para este filme, tendo em conta o meu gosto, seria de estrela e meia. Não era muito abonatório, mas decidi ver qualquer das formas. E ainda bem, porque tive uma tarde bem passada e o filme foi giro.


E é praticamente isso que tenho a dizer. The Internship acima de qualquer outra coisa – um pouco à semelhança do The Intern (até no nome se vê esta semelhança) – é uma estória de aprendizagem. Nós não sabemos tudo, há sempre alguém que sabe algo que nós não sabemos, da mesma forma que nós sabemos algo que esse alguém não sabe. E é através da partilha de conhecimento e no trabalho de equipa que evoluímos e nos tornamos melhores seres humanos. E, essencialmente, que nunca devemos desistir dos nossos sonhos. Pode não ser num futuro próximo, mas se batalharmos e nos focarmos no que queremos, iremos lá chegar.



É de forma divertida, leve e sem desprendimentos que The Internship se desenrola e se torna num filme agradável e que me entreteve numa tarde aborrecida.