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sexta-feira, 18 de março de 2016

[Livro] The Beauty - vol.1, de Jeremy Haun, Jason A. Hurley

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Título em Português: --
Série: The Beauty - vol.1 (1-6)
Autor(a): Jeremy Haun, Jason A. Hurley
Editora: Image Comics
Páginas: 164
Data de Lançamento: 22 de Março de 2016

Sinopse:
Modern society is obsessed with outward beauty. What if there was a way to guarantee you could become more and more beautiful every day? What if it was a sexually transmitted disease?

In the world of The Beauty, physical perfection is only one sexual encounter away. The vast majority of the population has taken advantage of it, but Detectives Vaughn and Foster will soon discover it comes at a terrible cost. Now, they'll have to find their way past corrupt poiticians, vengeful federal agents, and a terrifying mercenary out to collect the price on their heads.

Collects the first six issues of the critically acclaimed, Pilot Season winning series by writer/artist JEREMY HAUN (Constantine, Batwoman) and co-writer JASON A. HURLEY.
~ Recebemos este eARC via NEtGalley. ~

Opinião:
Assim que li a sinopse desta graphic novel, esta entrou automaticamente para a minha lista “I WANT TO READ IT IMMEDIATELY”. E foi o que aconteceu.

O conceito é extraordinário. Numa sociedade obcecada pela beleza exterior e se surgisse uma doença sexualmente transmissível, que fizesse o seu portador se tornar em algo exuberantemente belo? Sem gorduras, sem celulite, sem acne, sem cicatrizes, sem malformações, sem… you name it! E é isso que acontece em The Beauty, onde as pessoas procuram ser infectadas por esta doença e tornarem-se belas. O que elas não sabem é que há efeitos secundários a longo prazo.

Se este tema não era o suficiente, entra aqui também todos os negócios sujos das industrias farmacêuticas e a ânsia de ganhar dinheiro com a “dor” dos outros. AberCorp faz de tudo para erradicar aqueles que procuram uma cura para The Beauty (como ficou conhecida a doença), pois quer ter lucro com a proliferação desta, uma vez que criou o medicamento perfeito para prolongar a vida dos portadores de The Beauty, mas sem os curar. Ou seja, estas pessoas ficariam dependentes deste fármaco para sobreviverem ou… *KABOOM* - literalmente.

Esta graphic novel tem o conceito perfeito e uma arte ao mesmo nível. Texto e arte fundem-se perfeitamente para criar uma estória aterradora cheia de gore e consciencialização, ao mesmo tempo que faz uma crítica poderosíssima à actual sociedade.




terça-feira, 15 de março de 2016

[Livro] Um Duque Glorioso, de Sarah MacLean

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Título em Português: Um Duque Glorioso
Série: The Rules of Scoundrels #3
Autor(a): Sarah MacLean
Editora: Topseller
Páginas: 368
Data de Publicação: 15 de Fevereiro de 2016

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Sinopse:
Há doze anos, William Morrow era Marquês de Chapin e herdeiro do ducado de Lamont. Mas, depois de ser injustamente acusado de matar Mara, passaram a chamar-lhe o Duque Assassino. Libertado por falta de provas, William mudou o nome para Temple, e reina hoje sobre os recantos obscuros de Londres como um dos sócios do Anjo Caído, o clube de jogo mais famoso da cidade. Quando Mara regressa inesperadamente do mundo dos «mortos», devolve-lhe a tão desejada esperança de absolvição. Só que Mara esconde um segredo cruel: ela regressou apenas para poder salvar o próprio irmão da ruína do jogo, e o que oferece a Temple não é mais do que uma chantagem disfarçada de redenção. Temple irá precisar de todas as suas forças para resistir à tentação de se apaixonar por esta mulher que lhe roubou tudo no passado, e que parece disposta a arriscar tudo em nome da família. Mas será que a própria Mara conseguirá fugir ao caminho do amor verdadeiro?

Opinião:
Tenho gostado desta série – do segundo mais que do primeiro e, novamente, do segundo mais que do que este terceiro.

Temple sempre me atraiu pela razão de ser um dos sócios do clube d’O Anjo Caído que, por escolha própria, lutava num ringue. Certamente que alguns dos homens mais ricos de Londres poderiam contractar os seus próprios pugilistas. E porquê o nome Temple (templo)? Era algo misterioso – não tão misterioso como Chase, mas isso é outra história.

Temple foi desgraçado há 12 anos, quando foi acusado da morte de Mara Lowe, a mulher que ia casar com o seu pai. É por causa dela que Temple tem a vida que tem – o bom e o mau. Chamam-lhe o Duque Assassino.

Mara não foi das minhas personagens favoritas – sim, geria um orfanato e adorava as crianças e a Lavender (a porquinha de estimação) mas não gostei particularmente das suas atitudes. O Temple não era um homem mau, nunca deixaria crianças passar fome, como se vê pelas suas atitudes desde o início.

Ela foi…quase cruel com ele, ela que devia pedir desculpas pelo que fez no passado, não teve a coragem de ficar e pedir desculpas, fugia sempre…até ao final.

A história em si está bem pensada e, como já nos habituámos nos livros anteriores, rápida e interessante, mas tem alguns pontos que não fazem muito sentido. Apesar de tudo, foi uma leitura agradável, com uma escrita fácil. Mesmo com personagens que deixavam algo a desejar, gostei do livro. E estou ansiosa por ler a história de Chase – as expectativas são altas, espero não me desiludir.

sábado, 12 de março de 2016

[Livro] A perfeição de Fiona, de Marion Chesney

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Título em Português: A perfeição de Fiona
Série: The School For Manners #2
Autor(a): Marion Chesney
Editora: Edições Asa
Páginas: 240
Data de Publicação: 2 de Fevereiro de 2016

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Sinopse:
As formidáveis irmãs Tribble estão intrigadas. Por um lado, estão contentes por terem nas mãos mais uma jovem a quem preparar para a vida na alta-sociedade. Mas por outro, a sua nova cliente, Fiona Macleod, parece ser tudo menos intratável. Precisará mesmo da ajuda da Academia de Etiqueta? A lindíssima e abastada herdeira escocesa não tem um único defeito que se lhe aponte: é educada, graciosa, recatada, e fluente em italiano! Infelizmente, aos dezanove anos, ainda não arranjou marido, e é esse o plano de Mr. e Mrs. Burgess, tios e guardiões de Fiona. A única recomendação? Que ela se mantenha afastada de Lord Peter Harvard. Mas a verdadeira Fiona está prestes a revelar-se. E escolhe logo o seu primeiro baile para o fazer. Namorisca despudoradamente com os seus inúmeros pretendentes e aborda assuntos proibidos para qualquer jovem que se preze. Pois a verdade é que Fiona não tenciona casar-se... e nem mesmo as atenções de Lord Peter, o solteiro mais cobiçado da sociedade, a farão mudar de ideias. Mas quando as discussões acaloradas entre ambos dão lugar a beijos escaldantes, é possível que Fiona esteja prestes a reconsiderar...

Opinião:
Que desilusão. Que pena. O primeiro livro desta série foi tão amoroso e…este ficou aquém.

É uma história que se desenrola muito rapidamente, não há romance, as irmãs Tribble não foram tão divertidas, chegando até a roçar o serem irritantes.

Fiona tem imaginação, eu admito isso. Mas quanto ao romance dela com o Lord Peter Harvard, esse é inexistente. Sim, porque um romance implica mais do que um ou dois beijos, implica uma história entre duas personagens com início, meio e fim, e não apenas um início muito fraco, sem meio, e com um fim tão rápido que se fechássemos os olhos perdíamo-lo.

Effy, uma das irmãs Tribble, sempre foi um pouco irritante para mim. Amy, que é mais bruta, também o era, mas de uma forma mais mitigada devido ao seu carácter forte e resiliente. Neste livro, as irmãs deixam de nos dar aqueles momentos de descontracção e riso que deram no primeiro, mostrando que não basta actos mais idiotas para fazer o leitor divertir-se.

Se o livro tivesse mais acção entre o casal, se houvesse mais romance, se as irmãs tivessem tido verdadeiramente que lidar com uma rapariga difícil e se o livro mostrasse mesmo o que é que elas ensinam para as raparigas deixarem de ser “raparigas difíceis” para noivas elegíeis, isso sim melhoria a obra.

É com pena que não dou mais que esta pontuação final, apenas digo que estava indecisa entre as 2.5* e as 3* mas, sinceramente, foi demasiado fraco para as 3* completas.

quinta-feira, 10 de março de 2016

[Filme] The Good Dinosaur, de Peter Sohn

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Título em Português: A viagem de Arlo
Realização: Peter Sohn
Argumento: Bob Peterson (original concept and development), Peter Sohn, Erik Benson, Meg LeFauve, Kelsey Mann, Bob Peterson (story), Meg LeFauve (screenplay)
Elenco Principal: Jeffrey Wright, Frances McDormand, Maleah Nipay-Padilla
Ano: 2015 | Duração: 1h33min
Sinopse:
Como seria o Mundo se, por um mero acaso do destino, o asteróide que chocou com a Terra há aproximadamente 65 milhões de anos tivesse passado ao largo? Neste cenário hipotético, os dinossauros e os seres humanos teriam de se habituar à presença uns dos outros, partilhando “habitats” e formas de sobrevivência. “A Viagem de Arlo” segue esta premissa e conta-nos a história de amizade entre Arlo, um jovem e pacífico apatossauro de 70 metros, e de Spot, uma pequena cria de Homo Sapiens. Juntos, enfrentando muitos perigos, os dois amigos embarcam numa épica aventura pelas paisagens assombrosas do planeta Terra onde as diferenças abissais entre eles apenas são superadas pelo enorme sentimento de companheirismo, generosidade e confiança mútua.

Opinião:
Não sei muito bem o que dizer acerca deste filme. Vou começar pelos pontos positivos.

A cinematografia, os efeitos especiais, a qualidade dos pormenores…uau! Há muito tempo que não via um filme com cores tão brilhantes, tão vivas! As paisagens eram tão realistas, é fantástico ver o filme só nessa perspectiva, como os próprios criadores da Pixar referem, no seu site, “[the] awe of nature’s beauty and power inspired the filmmakers to make the wilderness a character in itself and not just a setting for Arlo and Spot [o pequeno rapaz que vai acompanha Arlo]”.


É extraordinário, se quiséssemos poderíamos contar as escamas de queratina na superfície da pele de Arlo e da sua família, e não só! Nesse sentido, este filme é sem dúvida mais um sucesso da Pixar.


Algo que notamos desde o início do filme é a sua semelhança ao Rei Leão. Não quer dizer que seja um contra, mas tendo em conta que é (mesmo) bastante parecido, pode não agradar muito – parece que estamos a ver a mesma coisa, apenas como “bonecos” diferentes. Contudo, como o Rei Leão, é um filme que provavelmente agrada a várias idades e géneros mas que, no final, deixa pouca marca pois a marca que havia a ser feita, já existe há muitos anos.

Passei grande parte do filme a pensar “ Coitado do Arlo” e é esse mesmo sentimento que se mantém, quase até ao fim. É, por isso, um filme que tenta fazer-nos superar os nossos medos e mostrar o melhor de nós mesmos. É uma viagem de autoconhecimento que Arlo não consegue fazer sozinho – é talvez a única razão para a tradução do título em português.

E com isto termino, com uma citação do filme, que mostra que todos temos medo, o importante é sabermos viver e lidar com ele, da melhor forma possível.