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domingo, 21 de fevereiro de 2016

[Livro] Feitiços de Amor, de Barbara Bretton

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Título em Português: Feitiços de Amor
Série: Sugar Maple #1
Autor(a): Barbara Bretton
Editora: Quinta Essência
Páginas: 296
Data de Publicação: Outubro 2009

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Sinopse:
Parece uma vila bucólica igual a tantas outras, mas esconde um segredo antigo de todos os visitantes… Sugar Maple é uma terra encantada habitada por feiticeiras, fadas, vampiros e outras criaturas mágicas. Chloe Hobbs é a única que não tem poderes especiais naquele lugar onde nada é o que parece.

Chloe é a proprietária da Sticks & Strings, uma popular loja de artigos de tricô. Mas é também a última descendente de uma longa dinastia de feiticeiras com o futuro de Sugar Maple nas mãos. Chloe sabe que tem de se apaixonar para receber os poderes mágicos e continuar a proteger a sua terra natal. Mas, aos 30 anos, ainda sonha com o verdadeiro amor e as amigas decidem lançar feitiços para a ajudar a encontrar o homem dos seus sonhos. O que ninguém esperava era que Chloe se apaixonasse perdidamente por Luke MacKenzie, o polícia destacado para investigar o primeiro crime ocorrido em Sugar Maple e cem por cento humano. Se o amor abre finalmente a porta aos seus poderes mágicos, esses mesmos poderes impedem Chloe de sonhar com um futuro ao lado de Luke… Feitiços de Amor é um romance encantador e inesquecível sobre o poder do amor e a magia dos sonhos.

Opinião:
Acho que a minha fase de gostar de romances já passou. Começo a sentir-me um pouco fatigada porque é sempre tudo a mesma coisa. Logo nas duas primeiras páginas já sabes tudo que se vai passar – quer seja um livro pontuado com fantasia ou não. Ainda assim, Feitiços de Amor conseguiu ser uma leitura agradável.

Chloe é filha de uma feiticeira e de um humano, e dela depende a segurança de Sugar Maple, uma pacata vila turística habitada por seres mágicos de mais variada espécie. Todos esperam que ela consiga manter o feitiço de protecção activo, mas Chloe sai ao pai, não tem poderes mágicos. A esperança reside no facto de que ela venha a ter os seus poderes tal como a mãe, quando se apaixonasse.

Feitiços de Amor não traz nada de novo a este género, mas tem o seu quê de fofo e engraçado. Gostei de Luke, a nossa personagem masculina principal, mas, ao mesmo tempo, achei alguma incoerência na sua personalidade. A autora tenta retractá-lo como o típico polícia de cidade (farto da violência, um tipo fechado e desconfiado), mas Luke durante todo o livro salta entre essa personagem-tipo para o homem com aberto a novas ideias, e ao desconhecido e que se expõe com facilidade. Nada contra isto, até é uma lufada de ar fresco porque tudo o que é homem-polícia neste tipo de romance é sempre o carrancudo e mal com a vida, mas… coerência, por favor. É verdade que há toda a magia no ar que pode ter alguma influência em determinadas acções/escolhas das personagens, mas senti que neste aspecto a personagem tinha um certo grau de bipolaridade.

É uma escrita leve, sem grandes floreados e que se lê com muita facilidade. Foi uma leitura agradável, mais do que estava à espera, e interessante o suficiente para me fazer querer continuar com esta saga.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

[Livro] Sedução de Seda, de Loretta Chase

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Título em Português: Sedução de Seda
Série: The Dressmakers #1
Autor(a): Loretta Chase
Editora: Chá das Cinco
Páginas: 320
Data de Publicação: 7 de Agosto de 2015

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Sinopse:
O apelo do vestido perfeito consiste em duas partes: as senhoras devem desejar vesti-lo, e os senhores devem desejar despi-lo.
A ambiciosa e talentosa modista Marcelline Noirot é uma estrela em ascensão na chique cidade de Londres. E quem melhor beneficiaria do seu talento, se não a dama mais mal vestida de Londres, a noiva do duque de Clevedon? Conseguir o mecenato da futura duquesa significaria mais prestígio e fortuna para Marcelline e para a sua família. Para chegar até ela precisaria, contudo, de atrair as atenções do duque, um cavalheiro cujos padrões de estética são elevados, mas os padrões morais... já não.Parece valer a pena. No entanto, quando Marcelline se encontra com ele, Clevedon projeta uma sedução tão irresistível como os vestidos que ela costura e cria, e o que começa por ser apenas uma faísca de desejo, depressa se torna num delicioso inferno... e um ardente escândalo. Será suficiente os seus destinos estarem apenas suspensos por um fio de seda?

Opinião:
Tinha este livro esquecido na estante não sei muito bem como. Com a saída do segundo livro desta série, fui procurar o primeiro e acabei por ler os dois quase seguidos.

Gosto muito de moda, como se nota em algumas das minhas críticas, por isso quando um livro dos meus géneros favoritos envolve alguém que ligado a este mundo, tem uma atracção extra.

Marcelline, Sophia e Leonie Noirot são três irmãs modistas, que querem ter uma loja à altura das grandes costureiras londrinas, com o toque de requinte e luxo das francesas, mas têm de conquistar a alta sociedade londrina para atingirem esse estatuto. Quando o duque de Clevedon finalmente decide casar, Marcelline percebe que aquela seria a oportunidade delas, se conseguissem tratar de todo o guarda-roupa e enxoval da futura duquesa de Clevendon.

Marcelline vai ter com o Duque a Paris para o tentar influenciar, dizendo desde o início do livro que apenas o está a usar, algo que vai sendo reforçado quase até ao último momento – o que numa certa altura (mais para o fim) me irritou, porque ambos sabiam que ele não estava a ser usado.

O Duque estava noivo de Clara, uma personagem de que gostei bastante. Clara é a irmã do seu melhor amigo, e amiga de infância de Clevedon. Foi por isso que não gostei particularmente da maneira como o duque a tratou. Ela que, durante tantos anos, foi sua confidente por carta, uma amiga presente ainda que longínqua, foi abandonada por Clevedon, e pior: ele deixou-a enganar-se a si própria durante demasiado tempo.

A paixão entre Marcelline e Clevedon é rápida, mas o interessante é o seu desenvolvimento, desde apenas uma atracção física que leva a um conhecer de personalidades e ambições, onde a família (de Marcelline) torna-se um dos pontos fulcrais deste casal, principalmente a pequena…que lhe hei de chamar? A Princesa Errol da Albânia. É ela quem verdadeiramente encanta Clevedon e, na minha opinião, é ela quem acaba por pesar definitivamente os pratos na direcção da família Noirot.

Gostei muito das descrições dos vestidos, apesar de às vezes serem um pouco difíceis de imaginar. A ligação entre as três irmãs Noirot, que se complementavam na medida certa, foi das minhas coisas favoritas do livro e, acima de tudo, gostei de ver personagens femininas fortes, que ao mesmo tempo eram capazes de mostrar sensibilidade e um trabalho árduo nos momentos certos. Contudo, este livro deixou-me na dúvida entre a pontuação de 3,5* ou de 4*.

Apesar das dúvidas, a minha estreia com esta autora correu bastante bem e este foi um livro de leitura muito rápida, que me deixou ansiosa para ler os seguintes, e com isto deixo-vos a dizer que a crítica do segundo livro será publicada em breve – e que o terceiro livro deverá sair no início de Junho.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

[Filme] Spotlight (2015), de Tom McCarthy

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Título em Português: O Caso Spotlight
Realização: Tom McCarthy
Argumento: Josh Singer, Tom McCarthy
Elenco Principal: Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams
Ano: 2015 | Duração: 2h 08mins

Sinopse:
Quando a tenaz equipa de repórteres denominada "Spotlight" investiga as alegações de abuso no seio da Igreja Católica, acaba por descobrir décadas de encobrimento aos mais altos níveis das instituições de Boston - religiosas, legais, e mesmo do governo, desencadeando uma onda de revelações por todo mundo.

Opinião:
Mas que filme tão bom. Tenho que confessar que se não fosse as nomeações aos Óscares, este filme passaria um pouco ao lado do meu radar. Até poderia a vir vê-lo no futuro, mas sem grande interesse inicial. E que erro que seria.

Não é um filme visualmente incrível – como, por exemplo, The Revenant - mas tem um argumento muito bom e interessante. Spotlight é um filme baseado em facto reais, sendo este sobre um grupo de jornalistas de investigação que revelaram os escândalos sexuais de pedofilia dentro da Igreja Católica, em Boston. Peça jornalística, esta, que veio a ser galardoada por um prémio Pulitzer em 2003.

Não é um filme cheio de acção e sequências rápidas, porque não é isso que interessa, mas sim mostrar o que é o bom jornalismo. Mostra o afinco de um grupo de jornalistas que dá valor ao seu trabalho. Mostra a importância que a verdade e os factos têm. Mostra a vontade e a sede de mostrar a verdade ao mundo. Mostra que a qualidade e veracidade importam muito mais que um textozeco sensacionalista feito em cima do joelho que vai criar muitas vendas. Mostra o impacto que o bom, e o verdadeiro, jornalismo pode trazer para a sociedade. Spotlight vai mais longe do que mostrar um grupo de jornalistas de investigação, mostra também as ramificações que a Igreja tem nos governos e tantas outras organizações públicas.


Nada do que foi retratado neste filme me surpreendeu, mas não deixa de nos afectar como a Igreja trata estes assuntos. Padres molestavam crianças e a forma como a Igreja resolvia o assunto era abafar todo a situação e recolocar o Padre noutra paróquia. Estes homens não eram responsabilizados pelos seus actos – que só por si já eram contra tudo o aquilo que a Igreja Católica defende. Esta hipocrisia incomoda-me imenso. Deixa-me irritada.

Spotlight prima pelo excelente argumento e pelas boas interpretações, mas mais do que isso naquela sensação irritante que nos fica na mente depois de ver algo que nos incomoda. Faz-nos pensar e faz-nos sentir mal com o pouco (ou nada) fazemos contra injustiças sociais. Spotlight é um filme incomodativo que desperta mentes, mas será capaz de fazer alguém de facto erguer-se e fazer algo?

Podem ver aqui o texto Um Duelo Social que Tiago Ricardo, administrador do blog Panda’s Choice, escreveu para a nossa rubrica #GuestPost.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Maratona Literária - 1º Aniversário (resultados)


Podemos dizer que estamos satisfeitas com esta nossa primeira aventura que é organizar uma Maratona Literária. E é, sem rodeios, que afirmamos que mais virão e outros tipos de actividades que nos juntem a todxs xs nossxs leitorxs. Esta foi uma maratona no feminino, mas queremos que, no futuro, rapazes se juntem a nós. :P

Como forma de comemoração do primeiro aniversário do Pepita Mágica decorreu, entre os dias 6 e 9 de Fevereiro a Maratona Especial Aniversário e tiveram até dia 14 deste mês para divulgarem os vossos resultados. 

Como sabem a maratona realizou-se em equipas - Equipa Carla e Equipa Joana - e cada elemento do grupo contribuiu com o maior número de páginas para um total global, mas decidimos também destacar aquela que leu mais em nome individual!


EQUIPA CARLA
EQUIPA JOANA
Carla D. (887 págs) Joana V. (855 págs)
Mariana Coelho (132 págs) Bárbara Silva (1.371 págs)
Fernanda Pratas (639 págs) Sara Soares (1.030 págs)
Natacha Cunha (908 págs) Catie (896 págs)
Beatriz Alemão (649 págs)  Susana (60 págs)
3.215 PÁGINAS LIDAS
4.212 PÁGINAS LIDAS

A equipa vencedora da primeira maratona literária do Pepita Mágica é*:


A melhor leitora individual da primeira maratona literária do Pepita Mágica é*:


*Para aquelas que saíram vitoriosas fizemos estes pequenos mimos, que podem pegar como prémio! :D

MUITOS PARABÉNS A TODAS! FORAM TODAS FANTÁSTICAS!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

[Filme] Room (2015), de Lenny Abrahamson

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Título em Português: Quarto
Realização: Lenny Abrahamson
Argumento: Emma Donoghue (baseado no seu próprio livro)
Elenco Principal: Brie Larson, Jacob Tremblay, Sean Bridgers
Ano: 2015 | Duração: 1h 58mins
Sinopse:
Jack tem cinco anos e vive com a sua mãe, que sempre o manteve feliz e seguro, alimentando-o, dando-lhe calor e amor, contando-lhe histórias e brincando com ele. Uma vida normal em quase todos os aspetos, menos um: ambos sempre viveram confinados dentro de um quarto, sem qualquer janela para o mundo exterior. Esta é a história desse momento de passagem para um perigoso admirável mundo novo. Enquanto experiencia toda a alegria, entusiasmo e medo que esta nova aventura traz, Jack agarra-se ao que lhe é mais importante – a ligação especial com a sua amada e devota mãe.

Opinião:
Há cerca de um ano tentei ler o livro que serviu de base para este filme. Não consegui ler (nem cheguei a avançar muito), porque, tal como o filme, assistimos a tudo pelos olhos da criança e chegar a ser incrivelmente violento. Não que as imagens sejam violentas, mas porque nós, como leitores (e no filme como espectadores) temos a capacidade de entender o que se está a passar, mas Jack não. E é bastante doloroso ver toda aquela situação pelos olhos inocentes de Jack.

Este filme está extraordinário. A realização (e a consequente montagem) de Room está tão bem feita que nunca perdemos a noção de que estamos a assistir a toda situação pelos olhos de Jack. Jack tem cinco anos e está preso num quarto desde que nasceu. Para ele, o mundo é aquele quarto e nada mais – aquilo que vê na televisão é pura ficção. Nada existe para além daquelas quatro paredes e a pequena clarabóia, e o Old Nick traz coisas para eles (apenas aos domingos, como recompensas) por magia. À noite, ele tem que dormir fechado no armário porque é quando o Old Nick aparece. Ele está fechado, mas nós conseguimos ouvir o que se está a passar fora daquele cubículo já por si dentro de outro cubículo que é o quarto.

Todo o filme é claustrofóbico e opressor até ao momento em que conseguem fugir e Jack descobre o “admirável mundo novo”. É tudo tão intenso, tão gigante, tudo tão avassalador e tudo transpassa para nós, espectadores – por momentos, nós somos o Jack a ter o primeiro contacto com o exterior do quarto: com os sons, o toque do vento, os cheiros e a luz intensa do Sol.

Não sei que parte é mais desconcertante: se o confinamento no quarto minúsculo ou o enorme mundo exterior. Enquanto a mãe tem que lidar com a situação de que já não é só ela e Jack, Jack tem que se adaptar a todo um novo mundo. E como esteve toda a sua vida confinado àquele quarto não tem as defesas e não só a sua mente, mas também o seu corpo se tem que adaptar à sua nova realidade.

O filme está muitíssimo bem conseguido e deixou-me com a leve curiosidade de tentar novamente ler o livro. Tem andado um pouco desiludida com os filmes mais recentes que tenho andado a assistir da lista dos Óscares, mas Room surpreendeu-me pela positiva.


sábado, 13 de fevereiro de 2016

[Filme] The Revenant (2015), de Alejandro González Iñárritu

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Título em Português: The Revenant: O Renascido
Realização: Alejandro González Iñárritu
Argumento: Mark L. Smith & Alejandro González Iñárritu (screenplay), Michael Punke (baseado, em parte, no livro de)
Elenco Principal: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Will Poulter
Ano: 2015 | Duração: 2h 36mins
Sinopse:
Numa expedição pelo desconhecido território americano, o lendário explorador Hugh Glass é brutalmente atacado por um urso e deixado como morto pelos seus companheiros de caça. Na luta pela sobrevivência, Glass resiste a um sofrimento inimaginável, bem como à traição de John Fitzgerald, um dos seus companheiros de expedição. Guiado pela sede de vingança e o amor da sua família, Glass terá de enfrentar um inverno rigoroso numa busca incessante pela sobrevivência e redenção.

Opinião:
A minha relação com Alejandro González Iñárritu não é das melhores. Dos quatro filmes realizados por ele, três dos quais foi também argumentista, apenas gostei de um. E adivinhem qual foi? Esse mesmo, o único que ele não foi argumentista. No entanto, não lhe tiro o mérito de realizador, porque, mesmo não tendo gostado dos filmes, consigo ver o seu talento – como foi com o Birdman, do qual detestei, mas em termos de realização e montagem o filme é interessante e bem conseguido.


Era imperativo, para mim, ver The Revenant no cinema, em parte porque sabia que não iria conseguir ver quase três horas de filme em casa, e tinha razão. Em termos de argumento o filme para mim não funciona. Muito resumidamente temos Glass (Leonardo DiCaprio), um homem com uma forte conduta moral, que é deixado a morrer depois de uma luta com um urso-pardo e se quer vingar de Fitzgerald (Tom Hardy), a quem a única coisa que interessa é o dinheiro. A violência mostrada é extrema, sem grande coisa que verdadeiramente aconteça, mas, ao contrário do que aconteceu em Birdman, o lado técnico deste filme conseguiu colmatar este défice no argumento.

A cena da luta com o urso-pardo é qualquer coisa de extraordinária, apesar de a ter achado um bocado tonta mas é incrivelmente bem executada – trata-se de uma cena longa e quase toda feita em plano-sequência (com apenas um ou outro corte), algo que achei impressionante. Este filme pauta por isso mesmo, planos-sequência longos (sem um único corte – que é isso mesmo que caracteriza um plano-sequência) que nos deixam sem fôlego e tanto mostram a insignificância do homem perante a Natureza, como transforma um momento em algo claustrofóbico, entre outras situações. The Revenant tem momentos visualmente aterradores e não me refiro única e exclusivamente aos momentos de violência explicita. A direcção de fotografia é esmagadoramente boa e a iluminação tão bem feita que tudo nos parece natural.


A parte boa de se ir ver um filme que se espera não gostar, é chegar ao final, sair da sala de cinema, e pensar “not bad”. E foi o que me aconteceu. As quase três horas de filme não foram horríveis de suportar e no final fiquei com uma leve sensação de satisfação. É um filme extraordinário em termos técnicos. E tanto Leonardo DiCaprio como Tom Hardy estão extraordinariamente bem nos seus papeis. Se o DiCaprio não ganha o Óscar com isto, julgo que nunca o ganhará. E, sem dúvida, que Tom Hardy merece o Óscar para Melhor Actor Secundário.


The Revenant consegue ser um filme belo. Um filme sobre sobrevivência, sofrimento e uma vontade extrema de viver (mesmo que essa vontade de viver se prenda na vingança que quer levar a cabo) que se destaca pela extrema qualidade técnica e atenção ao pormenor.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

[Livro] Endless Worlds Anthology - vol.I

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Título em Português: --
Série: --
Autor(a): E.R. Robin Dover, S.J. Bryant, James Peters, Matthew Wright, Ken Mann, K.C. May & Peter Koevari
Editora: Endless Worlds Publications
Páginas: 235
Data de Publicação: 13 de Novembro de 2015
Sinopse:
A FANTASY, SCIENCE FICTION, AND HORROR ANTHOLOGY featuring seven short stories by well-received authors. They may scare you, thrill you, and capture your imagination. If you enjoy high-quality short stories that will excite you, then this is for you!
~ Recebemos o eARC directamente do autor Peter Koevari. Thank you! ~

Opinião:
Terror, ficção científica e fantasia são alguns dos géneros que mais gosto de ler, e por isso, Endless Worlds Anthology – vol.I era uma boa aposta. Peter Koevari (de quem li a sua trilogia “Legends of Marithia”, podem ver as minhas críticas aqui) enviou-me esta antologia para ler e escrever esta crítica de forma sincera, como faço sempre.

1) The Trees, de E. R. Robin Dover (Terror) ★★
Este conto prometia ser minimamente interessante, mas não me cativou o suficiente. Achei aborrecida e algo repetiviva. Foi o conto que menos gostei e como sendo o primeiro custou-me a entrar no livro em si.

2) The Unconnected, de S.J. Bryant (Ficção Científica/Cyberpunk) ★★★★
Gostei imenso da ideia. Confesso que estes temas são dos que mais gosto dentro deste género. Muito bem escrito, interessante e cativante – do início ao fim – que nos deixa a pensar e a interrogar. Uma espécie de Matrix bastente bem conseguido e com uma personagem muito bem construída e fascinante. O twist final foi extraordinário. Gostaria de ler este conto numa forma mais desenvolvida.

3) Carbon to Carbon, James Peters (Ficção Científica) ★★★
Quando comecei a ler este conto achei que não iria gostar; a personagem não me dizia nada e pensei que não fosse o meu estilo. Mas estava enganada. A estória desenvolveu tal forma que fui ficando cada vez mais interessada e surpreendeu-me pela positiva. Continua a não ser o mesmo estulo de leitura, mas gostei deste em particular.

4) Missionary, de Matthew Wright (Ficção Científica) ★★½
Não sei o que escrever sobre este conto. Claramente melho que The Trees, mas nada por aí além . Não criei qualquer empatia por nenhuma das personagens. A escrita é satisfatória, mas para mim é indiferente. Achei aborrecido.

5) Ravens Nest, de Ken Mann (Fantasia/Terror) ★★★½
Um começo cliché, mas que se desenvolveu em algo muito mais interessante. Bem escrito e uma estória de terror típica, mas que conseguiu manter-me curiosa e com vontade de continuar a ler. Um dos favoritos.

6) The Awakening, de K.C. May (Ficção Científica) ★★★★½
Wow! Começa incrivelmente bem e termina ainda melhor. Conto muito bem escrito e bem desenvolvido. Devorei este conto! Gostei de todo o lado científico e futurista, mas também da lição de moral. Uma forma interessante de falar de doenças mentais e nos seus possíveis desenvolvimentos científicos. Favorito!

7) Dusted Dreams, de Peter Koevari (Terror/Ficção Científica) ★★★★½
Com pequenas semelhanças ao filme The Martian (uma vez que não li o livro, não me vou pronunciar nesse aspecto), o conto de Peter Koevari tem tudo para se tornar numa estória incrível. A escrita a que estou habituada não desiludiu e tornou este conto ainda mais interessante. Decididamente, vou querer ler o seguimento desta estória (o autor já disse que este conto se trata de uma espécie de prequela para um futuro livro, como podem ver na entrevista que o blog lhe fez aqui.) Quero entender mais sobre estes aliens, zombies e sobre o vírus. Excelente conto.