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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

[Especial Aniversário] Estatísticas

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Estamos quase no nosso aniversário e decidimos por isso fazer um pequeno apanhado do nosso primeiro ano de tudo o que andámos a fazer por aqui :)




Como podem ver, o nosso ano dividiu-se maioritariamente entre livros e filmes, mas também séries e com algumas idas ao teatro e a restaurantes à mistura. Críamos as nossas rubricas, desde o nosso post mensal do "Pôr as Mãos na Massa", aos nossos TOP's (pessoais e em conjunto), com TAG's que nos levaram a conhecer outros blogs, e manter contacto com alguns que já conhecíamos, a entrevistas a autores por cujas histórias nos interessámos e que achámos que mereciam a divulgação :)

Este ano decidimos fazer uma maratona literária aqui no blog, e vamos continuar e explorar mais a nossa rubrica "Qual o mais delicioso?" e, como já repararam, tornámos o nosso blog bilingue, para se tornar acessível a um número maior dos nossos fãs :)

Queremos saber qual a vossa rubrica favorita, o que acham que podemos melhorar e o que gostavam de ver mais por aqui, porque sem vocês este blog não seria o que é e por isso um obrigada aos nossos fãs, seguidores fiéis e visitantes ocasionais, vocês são tudo para nós ^_^




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

[Filme] Bridge of Spies (2015), de Steven Spielberg

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Título em Português: A Ponte dos Espiões
Realização: Steven Spielberg
Argumento: Matt Charman, Ethan Coen & Joel Coen
Elenco Principal: Tom Hanks, Mark Rylance, Alan Alda
Ano: 2015 | Duração: 2h 22min
Sinopse:
A história de James Donovan, um advogado americano encurralado no centro da Guerra Fria, quando a CIA envia-o numa missão quase impossível de negociar a libertação de um piloto Americano U-2, que se encontra detido na União Soviética.


Opinião:
Que Steven Spielberg é um excelente realizador ninguém pode negar. Spielberg sabe bem que tipo de filmes quer realizar e como transformar uma ideia em algo extraordinário. Bridge of Spies é um exemplo disso, no entanto, foi um filme que me soube a pouco, em parte, porque o tema, sinceramente, não é algo que me atraia muito e Tom Hanks não é dos meus actores favoritos – ele faz sempre o mesmo tipo de personagem (com raras excepções), o que faz com que nunca haja o factor-surpresa.

Bridge of Spies foca-se na personagem real de James B. Donavon (Tom Hanks), um advogado ligado às seguradoras a quem foi incumbido o trabalho de defender um espião russo. A intensidade com que esta personagem faz o seu trabalho é extraordinária e saber que se trata de um filme baseado em factos reais (ou pelo menos em pessoas reais) torna tudo ainda mais impactante - estamos na altura da Guerra Fria onde as tensões entre os Americanos e os Soviéticos estavam no nível máximo.

A humanidade com que Donavon tratou Rudolf Abel (Mark Rylance) – o agente soviético – é impressionante e contrasta bastante com a vontade falsa do estado americano de ter um julgamento justo. A nomeação de Donavon como advogado de defesa para Abel é apenas fachada porque já está tudo decidido, mas James B. Donavon leva o seu trabalho a sério e não baixa os braços. A persistência deste homem é de admirar: a força e a moral de levar tudo até ao final tornam ainda mais evidente a falsidade dos ideais, ditos, americanos de liberdade, igualdade e justiça.


A direcção de fotografia deste filme também está de parabéns. O contraste de tons entre América e Alemanha é bastante marcante e esta última impressiona pelas paisagens cheias de neve, fazendo-nos sentir tanto frio como as personagens.

Bridge of Spies é claramente um filme de Spielberg e nota-se a mão dos irmãos Cohen no argumento. Um bom filme, de facto, mas que para mim soube a pouco, mas que perdeu, essencialmente, devido ao meu pouco interesse nestes filmes sobre a Guerra Fria e outros que tais.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

[Livro] Corsets and Crossbones, by Heather C. Myers

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Título em Português: --
Série: --
Autor(a): Heather C. Myers
Editora: Heather C. Myers
Páginas: 330
Data de Lançamento: 29 de Fevereiro de 2016
Sinopse: At twenty years old, Brooke Cunningham should already be married to a wealthy older man of means, position, and power. Instead, she's refusing rouge and powder, sassing potential suitors, and staring out her window at the sea, wishing for something more. Enter Captain Charlie Colt, a branded pirate with charm dripping from his lips the way rubies drip from Brooke's earrings. Charlie seeks revenge on those who forced him into this life of crime and Brooke wants to escape from a life she has labeled as mundane. When Brooke finds an old treasure map, Charlie recognizes its value, and they set off on an adventure in order to acquire it. But they aren't the only ones in search of the treasure. If they aren't careful, Brooke and Charlie could face the bottom of the sea, if the gallows don't claim them first.
~ Recebemos este livro directamente da autora, obrigada! ~

Opinião:
Um livro com piratas, tesouros e romance à mistura, como resistir?

Esta edição do livro, pelo que percebi através da newsletter da autora, é uma edição revista e melhorada, tanto em termos ortográficos e gramaticais como em termos de história. O primeiro ponto está sem dúvida bastante bom e não tive razões de queixa, agora a história…teve uma só coisa em falta mas lá chegarei.

Brooke e o Capitão Charlie Colt têm uma ligação imediata ao conhecerem-se, mesmo tendo ela apenas 10 anos de idade na altura. Tudo isto por causa de um quadro. Quando, anos mais tarde se voltam a encontrar, Brooke lida com o capitão (agora pirata) de uma maneira um pouco estranha para as jovens da altura, mas nós desculpamos isso porque queremos ver onde vai dar.

Neste livro encontramos uma caça ao tesouro com algumas semelhanças à que vemos no filme dos Piratas das Caraíbas mas ao qual acaba por faltar algum brilho.

Os amigos de Brooke acabaram por ser as personagens que mais me irritaram porque para amigos deixam muito a desejar. Três pessoas que se conhecem desde criança, confiam os seus segredos uns nos outros, apenas para depois duas delas traírem a terceira. Não me agradou.

Para mim, acima de tudo, faltou química e romance entre a Brooke e o Charlie – o que é pena porque se tivesse mais disso, teria gostado muito mais. Apesar disso, todo o mistério e caça ao tesouro, a confiança entre estas duas personagens foi um grande ponto a favor (ainda que por vezes me parecesse uma confiança desmedida por pessoas que se conheciam à pouco tempo).

Concluindo, um livro que talvez tenha mais de mistério e acção que de romance, mas que atrai em alguma medida os fãs de romances como eu.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pôr as mãos na massa [Fevereiro 2016]


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Janeiro foi um mês muito produtivo por aqui, a Carla têm-se esforçado por ver os filmes nomeados aos Óscares, enquanto que a Joana decidiu que estava na altura de voltar aos seus romances históricos. E vocês, que andam a ler e a ver? Têm sugestões para nós? :)

O que se fez em... Janeiro

[Entrevista] Peter Koevari, autor de Legends of Marithia

Carla D.
Joana V.

Propostas para... Fevereiro

Fevereiro é um mês muito especial para nós, sabem porquê? O nosso querido blog vai fazer um aninho de existência :D Será um mês um pouco diferente, com muitas surpresas para xs nossxs fãs e seguidores. Iremos fazer a nossa primeira maratona literária (podem-se inscrever até dia 5, não se esqueçam) e mostrar a nossa evolução até aqui. Obrigada por nos acompanharem neste percurso, esperemos que gostem dos mimos que temos preparados para todxs vocês :D


sábado, 30 de janeiro de 2016

[Filme] Shaun the Sheep Movie (2015), de Mark Burton & Richard Starzak


Título Original: Shaun the Sheep Movie
Título em Português: A Ovelha Choné: O Filme
Realização: Mark Burton & Richard Starzak
Argumento: Mark Burton, Richard Starzak, Nick Park, Callum Blades
Elenco Principal: Justin Fletcher, John Sparkes, Omid Djalili
Ano: 2015 | Duração: 85 mins
Sinopse:
Choné, uma ovelha esperta e matreira, vive com o seu rebanho na quinta Vale Verdejante sob a supervisão do Agricultor e de Bitzer, um cão pastor com boas intenções, mas pouco eficaz. Apesar dos esforços da Ovelha Choné, a vida na quinta caiu numa rotina enfadonha e ela conjura um plano engenhoso para conseguir um dia de folga. No entanto, o plano da Ovelha Choné descontrola-se rapidamente e faz com que o indefeso Agricultor acabe longe da quinta. Com a ajuda do rebanho, Choné tem de deixar a quinta pela primeira vez e viajar até à Grande Cidade, para salvar o Agricultor… e falhar não é uma opção. Mas, como irão as ovelhas sobreviver? Conseguirão passar despercebidas, evitar que descubram que são ovelhas e dessa forma manterem-se a salvo das garras do malvado funcionário do controlo animal?

Opinião:
Começo por dizer que não sou grande fã da Ovelha Choné e, por esse motivo, apenas vi este filme devido à nomeação aos Óscares. E pouco terei a dizer em relação a este filme. É um filme fofinho, a Choné a ovelha mais inteligente e divertida que já vi, mas um filme com mais de uma hora sobre esta pequena personagem é, parece-me a mim, demasiado.

Não posso deixar de referir o tipo de animação, que gosto imenso, e que tem um bom argumento – como já disse em relação ao Menino e o Mundo - um filme sem diálogo pode contar uma boa estória e Shaun the Sheep Movie fê-lo.

Fora isto que acabei de referir o filme não me tocou de forma nenhuma. Achei, até certo ponto, um pouco aborrecido e algo repetitivo. Concedo que seja adorável para as crianças, mas eu acredito que um filme de animação é extraordinário quando consegue soltar-se das amarras de “filme para crianças” e a Ovelha Choné não conseguiu.



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

[Livro] Um encontro muito ousado, de Emma Wildes


Título Original: Isn't He Wicked
Título em Português: Um encontro muito ousado
Série: Wickedly Yours #2
Autor(a): Emma Wildes
Editora: Planeta
Páginas: 264
Data de Publicação: Janeiro de 2016

Sinopse:
Lorde Joshua Dane é um homem com um passado perverso. Um romance apaixonado com a mulher errada conduziu-o a um duelo escandaloso, marcou-o como um patife e levou-o a abandonar Inglaterra. Agora que a guerra acabou e regressou, contando que a desaprovação implacável da sociedade se tenha aplacado, o destino prega-lhe de novo uma partida.

Opinião:
Para começar, gosto bastante da Emma Wildes, mas tenho vindo a achar que os últimos livros dela têm perdido qualidade. Porém, este trouxe-a de volta à sua antiga glória.

Começo por dizer que este livro tinha muitas cenas sexuais, já não lia um assim há algum tempo, e apesar de achar que sexo a mais (ou a menos) pode estragar o seguimento de uma história, nesta apenas apimentou o enredo.

Joshua, o nosso protagonista, e os seus amigos Liam e Michael, são três jovens nobres que têm segredos e passados feridos devido a problemas amorosos. John foi alvo de um escândalo amoroso e, ao tentar proteger a sua irmã Emily mesma sorte, acaba por se ver ligado a Charity, a melhor amiga desta e alguém que desde o início da sua adolescência tinha uma paixoneta por ele.

Joshua, Liam e Michael fizeram entre si a promessa de não se casarem e de muito menos de se apaixonarem por qualquer mulher. Quando o primeiro se vê forçado a quebrar essa promessa, os amigos começam a pensar se o mesmo lhes poderá acontecer mais tarde. Gostei particularmente do companheirismo entre eles, principalmente de Michael, o marquês de Longhaven que trabalha (ou trabalhou) para a Coroa Britânica lidando com criminosos, etc.

Charity foi uma personagem mais fraquita. Gostei dela e achei que está bem construída para alguém desta época, contudo faltou-lhe alguma independência e gumption a que me habituei com personagens mais senhoras de si. Há que elogiar que Charity é uma amiga que não abandona ninguém, a custo da sua própria reputação.

Só tenho uma coisa a apontar a este livro: a resolução dos problemas que foram aparecendo foi demasiado rápida. Não vou dizer o que se interpôs na felicidade dos protagonistas mas digo que poderia ter existido uma história, até uma aventura muito mais intrigante do que o resultado final apresentado, que me pareceu que foi resolvido num estalar de dedos e, sinceramente de forma algo exagerada.

Mas isso acaba por passar ao lado, com um livro tão sensual e fácil de ler como este foi. Sem dúvida, Emma Wildes recuperou a sua qualidade a meu ver, com este romance que me prendeu da primeira à última página.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

[Filme] O Menino e o Mundo, de Alê Abreu


Título Original: O Menino e o Mundo
Realização: Alê Abreu
Argumento: Alê Abreu
Elenco Principal: Vinicius Garcia, Marco Aurélio Campos, Lu Horta
Ano: 2015 | Duração: 80 mins
Sinopse:
Sofrendo com a falta do pai, um menino deixa sua aldeia e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres. Uma inusitada animação com várias técnicas artísticas que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança.

Opinião:
As coisas maravilhosas que se conhecem ao ver a lista de nomeados para os Óscares… O Menino e o Mundo é uma dessas pérolas fantásticas. A primeira surpresa foi quando descobri que se tratava de uma animação brasileira dentro do leque de Melhor Animação. Depois, foi a sua extraordinária estória, simplicidade e pureza.

O Menino e o Mundo é facilmente resumido como simples, puro e ingénuo, contando a estória pela perspectiva de uma criança que vai descobrir o mundo por sentir a ausência do pai, mas há tanto mais a descobrir. Um filme extraordinário que não precisa de diálogos para uma mostrar uma estória tão bonita e sentida. Um tipo de animação muito particular, onde várias técnicas se juntam para criar uma obra singular e surreal: colagem que se junta ao desenho manual e outras tantas técnicas, acentuando a desigualdade das personagens e espaços.

Alê Abreu conseguiu criar o equilíbrio perfeito no ritmo deste filme: existem momentos mais lentos, mas há também aqueles momentos velozes e tão complexos que nos custa a acompanhar. E essa é parte da beleza deste filme. Mostrar o mundo frenético pelos olhos da criança; os bichos mecânicos que tomam o lugar dos homens e das mulheres - criaturas assustadoras, maquinais, sem identidade. Em contraste a estes momentos pesados, escuros e mortiços, há explosões de cores, felicidade e ritmos extraordinários.

O Menino e o Mundo foi uma agradável surpresa que irá ficar no meu coração para sempre. Um filme extraordinário que merece a nomeação teve. Um filme bem mais complexo do que aparenta e digno de ser visto e revisto.