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domingo, 10 de janeiro de 2016

[Série] Sherlock | Episódio Especial: "The Abominable Bride"


Criado por: Mark Gatiss e Steven Moffa
Realizador: Douglas Mackinnon
Argumento: Mark Gatiss e Steven Moffat
Baseado em: Sherlock Holmes, de Sir Arthur Conan Doyle
Elenco: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Una Stubbs
Banda Sonora: David Arnold e Michael Price
Género: Crime drama
Canal: BBC One| Ano: 2016
Temporadas: -- | Episódios: 1

Sinopse:
Sherlock Holmes and Dr. Watson find themselves in 1890s London in this holiday special.

Opinião:
Começo por dizer que não estou muito familiar com a obra escrita do Sir Arthur Conan Doyle (coisa que quero fazer no futuro) por isso não posso falar em termos comparativos com a mesma, mas vou escrever esta crítica apenas como fã da série e do trabalho quer dos actores quer de todas as equipas técnicas.

Quando começaram a sair os trailers e as imagens publicitárias do episódio especial de Sherlock, intitulado The Abominable Bride, ficou claro que o episódio não seria como as três temporadas anteriores. Bom, seria, mas em vez de trazer Sherlock Holmes e John Watson para o presente, seria levar os nossos queridos amigos para a sua própria época. Fiquei com ideia inicial de que este episódio, por se passar na época vitoriana e nada a ver com a linha temporal da série, seria isolado desta – nada contra, mas iria ficar como um episódio solto.

Uma das coisas que mais me deixou agradada com o episódio foi que nada disso aconteceu. É certo que se passou na época vitoriana, mas The Abominable Bride em nada é um episódio isolado. Mark Gatiss e Steven Moffat conseguiram criar um brilhante episódio de época, pegar em pormenores de todas as temporadas anteriores e criar uma ligação com a temporada 4 que aí vem (sem data definida).

O trabalho de actores foi incrível – o que não me surpreende porque já sabíamos o talento e a capacidade de todos eles. O guarda-roupa, maquilhagem, departamento de arte, esses sim tiveram um trabalho particular neste episódio e eu quero realçar isso.

Adorei o episódio. Adorei o twist. E adorei rever Sherlock e Watson e estou ansiosa pela próxima temporada (venha ela quando vier, mas esperemos que brevemente!)

SHERLOCK  VOLTA PARA A TEMPORADA 4 - SEM DATA DEFINIDA

ATENÇÃO: Este episódio especial será exibido em Portugal pelo canal AXN no dia 24 de Janeiro às 21h55.

sábado, 9 de janeiro de 2016

[Entrevista] Peter Koevari, autor da trilogia "Legends of Marithia"


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Olá gente gira e fofa!

Hoje temos uma nova entrevista para partilhar com vocês, e nós estamos incrivelmente contentes em anunciar o nosso entrevistado: PETER KOEVARI, autor da trilogia Legends of Marithia. Podem encontrar aqui as críticas da Carla a estes livros. É uma trilogia extraordinária e tem, sem dúvida, o selo de aprovação do blog. 

Primeiro que tudo, queremos agradecer ao Peter Koevari por ter respondido às nossas questões, e por ser uma pessoa incrível e um extraordinário escritor. Foi uma surpresa incrível e a Carla adorou os seus livros. Sem dúvida um dos melhores livros que leu em 2015 (como podem ver no nosso post O melhor e pior de 2015). E agora, sem mais delongas, vamos à entrevista! :)


1) Não é um autor publicado em Portugal, mas nós queremos saber mais sobre si. Fale-nos um pouco sobre si.
Eu sou um autor Australiano, nascido e imigrado da Hungria quando ainda criança. Cresci com um amor à cultura pop, filmes, vídeo jogos e um bom livro. Estranhamente, ainda que adorasse escrever estórias na escola, só comecei a dedicar-me a isso mais tarde. Inglês era a disciplina que mais gostava no secundário, e continuei os meus estudos em informática, iniciando uma longa carreira à qual dedico maior parte do meu tempo, assim como a editar e escrever, ao mesmo tempo que tento manter a minha sanidade, balanceando a minha vida pessoal e o trabalho. Oh, quem é que eu estou a enganar? Eu perdi a minha sanidade há muito tempo, mas é com todas as vozes na minha cabeça que eu escrevo os meus livros.

2) O que o inspira e motiva a escrever?
Motiva-me uma paixão por contar estórias, mesmo que às vezes seja difícil, mas tudo o que vale a pena dá trabalho. Todo o tipo de coisas me motiva: sonhos, pessoas, lugares, música, cultura pop, basicamente qualquer coisa pode-me motivar. Uma coisa que me faz continuar a criar é o leitor. Os meus fãs são importantes para mim, e eu sou abençoado por tantas pessoas gostarem do meu trabalho.

3) Qual é o seu género literário favorito?
Sem qualquer dúvida, adoro fantasia e ficção científica acima de qualquer outra coisa. Acho que se deve ao facto de esses géneros se focarem em algo melhor que o mundo real e nos levarem para lugares longe do stress e das pressões do dia-a-dia, assim como adicionam alegria à nossa vida. Assim como a música e as artes criativas, as estórias são a prova que existe algo maior que nós, neste universo. Também tenho uma fraqueza por autobiografias.

4) Tem algum autor que veja como seu guia/ídolo/mentor?
A primeira autora que li foi Robin Hobb, e ela continua a inspirar-me até hoje. The Liveship Traders [sem edição em português] foi a minha primeira viagem ao mundo dos livros de fantasia, e se não foi incrível! Eu sempre adorei dragões, e Robin escreve-os tão bem. Na realidade, eu presto-lhe uma pequena homenagem na minha trilogia, para aqueles que estão familiarizados com o trabalho dela, conseguem ver esse piscar de olho. Muitas pessoas me têm guiado ao longo dos anos, e tendem a ser outros escritores, leitores-beta e editores.

5) Como é que o seu dia-a-dia influencia a sua escrita?
Pergunta interessante. Eu acho que tudo o que nos acontece nos influencia, mesmo que saibamos ou não. Partes mais negras da minha vida influenciaram várias partes dos meus livros, e eventos felizes fizeram o mesmo. Eu acho que estórias e personagens têm vida própria e ainda que possamos criar enredos, etc… nós nunca sabemos realmente como as coisas irão acontecer até que ao momento em que as escrevemos.

6) Como lhe surgiu a ideia para criar a trilogia Legends of Marithia?
Para aqueles que leram toda a trilogia, isto irá fazer um pouco mais de sentido quando lhes digo: Legends of Marithia nasceu de uma ideia do que pode parecer ser uma estória de fantasia simples e directa, mas que na realidade se deve tirar camada a camada até o leitor se encontrar atordoado pela verdade. O que mais adoro nas estórias são as surpresas e as reviravoltas, e eu sempre tive um amor particular por dragões e vampiros, por isso, trabalhei numa estória que juntasse esses mundos, entre outros, e criei uma viagem de dar a volta à cabeça.

7) Como foi criado o mundo de Marithia?
Foi criado ao longo do tempo. Eu sabia que havia várias coisas que tinham que estar lá, e alguns pormenores eram difusos, mas essa é a parte divertida de criar um mundo, podes expandir as tuas ideias a qualquer altura, desde que te mantenhas dentro das regras do teu mundo e o que é credível. Eu comecei por um enredo primário, personagens principais, armas, locais, criaturas e comecei a escrever. Tudo evoluiu a partir daí ao longo dos três livros da trilogia.

8) Está a desenvolver um jogo de cartas relacionado com Marithia. O que o levou a ter essa ideia?
Eu sempre gostei de jogos, desde vídeo jogos até jogos de cartas e de tabuleiro, e combinar duas coisas que adoro era quase uma certeza para mim. Ainda que actualmente não jogue muitos vídeo jogos, acho a criação do design de um jogo fascinante, e Legends of Marithia transforma-se bastante bem num jogo de cartas. Tenho estado a trabalhar num jogo de estratégia com várias cartas, mas actualmente estou mais interessando num jogo mais pequeno e mais rápido de se jogar. De momento estamos na fase do design.

9) Reconhece-se em alguma das personagens? Conte-nos sobre isso.
Para dizer a verdade, existe um pedaço de mim, de experiências, de pessoas que fazem parte da minha vida em Legends of Marithia. Eu posso dizer-vos que os meus filhos estão lá, assim como a minha mulher e alguns dos meus amigos. A atitude de Vartan e o estilo de luta é, na verdade, baseado num dos meus amigos que tem estado presente em grande parte da minha vida. Ele saberá quem é. Suponho que podem dizer que muitas das personagens principais são pedaços de mim e situações por que passei.

10) Tendo em conta todas as criaturas fantásticas que vivem em Marithia, qual delas gostaria de ser, e porquê?
Não há dúvida na minha resposta. Será sempre os dragões. Uma quase vida eterna, imenso poder e habilidade de me disfarçar do mundo é uma combinação fantástica. Seria uma existência magnífica e triste, vendo as pessoas que amas a desaparecerem, mas o conhecimento que irias adquirir seria incrível e eu assumiria que a minha mulher também seria um dragão comigo, por isso, não estaria sozinho.

11) Quanto tempo levou a escrever a trilogia Legends of Marithia?
Eu comecei a escrever Legends of Marithia por volta de 2006-2007, mas já tinha as ideias para esta estória muito antes. Além de que eu reescrevi os dois primeiros volumes de Legends [of Marithia] para os tornar melhores, quanto dançava de forma a manter a linha e a voz da estória original. Esses foram, possivelmente, os anos mais difíceis no que toca a escrita da minha carreira, e imagino que irão manter o título.

12) O que vem a seguir? Novas ideias para livros? Novos projectos?
Recentemente lancei Endless Worlds Anthology, que contem sete estórias de fantasia, ficção científica e terror…. uma delas sendo minha. O meu próximo livro será de ficção científica, e será algo realmente especial, por isso fiquem atentos! Para aqueles que leram o meu conto em Endless Words, irão ficar agradados em saber que esse conto é uma prequela do meu próximo livro. Obviamente que um dia irei voltar a Legends of Marithia, a estória irá continuar pela vingança, mas com uma perspectiva completamente nova.

13) Tem algum conselho para aqueles que também adoram escrever, tal como nós, e que um dia ambicionam tornarem-se escritores?
Eu poderia escrever um livro só de conselhos, mas eu também estou sempre a aprender e nunca irei parar. A primeira coisa que devem fazer é delinear bem a vossa estória e depois é escrever e terminar o manuscrito. A partir daí mais trabalho virá, e tenham a certeza que têm um bom editor e que estão abertxs a aceitar críticas, pois essa pode ser uma das mais complicadas barreiras que os escritores têm de ultrapassar. Escrevam sobre o que adoram, estejam preparados para que as coisas não sejam fáceis e nunca, mas mesmo nunca desistam ou oiçam os pessimistas. Acreditem em vocês proprixs e esforcem-se para serem o melhor que conseguem.

14) Como booknerds, temos que perguntar: qual é o livro que está a ler actualmente?
Na verdade, li parte de The Dragon Keeper, de Robin Hobb, e tenho uma lista bem longa de livros em espera para serem lidos. Mas primeiro tenho de terminar de editar um livro para um cliente que é bastante divertido e interessante. Uma das minhas personagens em Endless Words faz referência a esse livro. E também estou a meio de outros livros de fantasia, incluindo Game of Thrones.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

[Livro] O Plano de Miss Fairbourne, de Madeline Hunter


Título Original: The Surrender of Miss Fairbourne
Título em Português: O Plano de Miss Fairbourne
Série: O Quarteto Fairbourne #1
Autor(a): Madeline Hunter
Editora: Edições Asa
Páginas: 416
Data de Publicação: 6 de Setembro de 2015

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Sinopse:
Um negócio gerido por uma mulher? Em 1798? Parece impossível! Mas é esse mesmo o plano de Emma Fairbourne após a morte do pai. Apesar de saber que se trata de uma jogada arriscada, ela está disposta até a contratar um belo e encantador homem para servir de disfarce, tudo para manter vivo o legado da leiloeira Fairbourne’s... Só que o patriarca Maurice Fairbourne tinha um sócio desconhecido, Darius, o Conde de Southwaite. Darius é um homem habituado a ter o que quer e sem o menor interesse em gerir uma leiloeira, muito menos uma (desconfia ele) envolta em escândalos que poderiam arruinar a sua reputação. Não contava era com a vontade férrea de Emma, cuja frontalidade é simultaneamente exasperante e sensual. Darius decide tentar então uma nova abordagem, que não só fará com que ela se renda a ele, mas proporcionará imenso prazer a ambos...

Opinião:
Mais um livro da Madeline Hunter para a colecção. Gosto muito da escrita desta autora, e este livro manteve a qualidade a que me habituei, com uma capa de cores suaves e sedutora.

A história traz-nos uma premissa invulgar, uma mulher a tentar gerir uma leiloeira numa época em que não se viam mulheres a gerirem algo que não fosse a sua própria casa.

Uma das partes que mais gostei foi quando a Emma Fairbourne, após despedir um empregado de quem não era particularmente fã, decide, com a ajuda da sua melhor amiga Cassandra (que tem um passado e família algo duvidosos, ligado à prostituição/sedução) escrever um anúncio para um empregado que mais parece…bem, mais parece alguém que ela queria que lhe aquecesse a cama à noite e não alguém que fosse ser apresentado aos nobres da sociedade londrina que estivessem interessados em artigos que a leiloeira vendesse.

Este anúncio acaba por gerar alguma tensão extra entre Emma e o nosso protagonista masculino, Darius. Como sócio silencioso (alguém que não dá a cara numa parceria), Darius tenta não se meter demasiado nos negócios da leiloeira, mas quando percebe que Emma vai tomar o controlo e começa a contratar empregados de uma maneira pouco convencional, ele percebe que algumas coisas terão de mudar.

O problema aparece quando se percebe que a leiloeira não era tão legal quanto devia ser – algo que suspeitamos desde o início mas Emma não sabia e Darius apenas suspeitava que poderia existir ali algo que não devia lá estar.

Com uma intriga interessante, personagens cativantes e que nos deixam a querer mais e mais, O Plano de Miss Fairbourne leva-nos de volta ao glamour e enredo a que Madeline Hunter já nos habituou, com todos os toques necessários para uma leitura agradável e momentos bem passados, com sorrisos e exclamações de contentamento.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

[Filme] Star Wars - Episode VII: The Force Awakens, de J.J. Abrams


Título Original: Star Wars - Episode VII: The Force Awakens
Título em Português: Star Wars - Episódio VII: O Despertar da Força
Realização: J.J. Abrams
Argumento: Lawrence Kasdan, J.J. Abrams & Michael Arndt, George Lucas (based on characters created by)
Elenco Principal: Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac
Ano: 2015 | Duração: 135 mins

Sinopse:
Sétimo filme da saga criada por George Lucas, cuja história decorre aproximadamente 30 anos depois de "O Regresso de Jedi" e aborda a luta da Resistência (antiga Aliança Rebelde) contra a Primeira Ordem (antigo Império Galáctico).


Opinião da Carla:
Estou a escrever esta crítica algumas semanas depois de ter visto o filme por várias razões: preguicite, necessidade de digerir o filme, capacidade para escrever o que me vai na alma e na cabeça.

Só mais recentemente (como viram pelas publicações aqui no blog) é que vi toda a saga Star Wars, considero-me fã, mas não uma fã ferranha da saga. Star Wars é uma saga muito particular, que antes de dar importância à estória o que interessa é o universo, as naves e as armas e esse foi, a meu ver, o problema das prequelas. No entanto, acho que The Force Awakens consegue juntar as duas coisas de forma inteligente e bem feita. Andei a ler algumas críticas espalhadas pela Internet e são tão díspares que só isso torna tudo ainda mais interessante e fascinante. Muitas pessoas queixam-se de que TFA é nada mais do que uma espécie de remake do primeiro filme da saga, no entanto, não vejo como isso é um problema, até porque a estória desse mesmo filme não é original no seu todo. Acho que um dos aspectos interessantes do filme é mesmo esse, uma vez que pega em aspectos familiares da saga Star Wars e adapta, reescreve e muda para criar The Force Awakens.
(Third Reich -- I mean, First Order)
Eu fiquei muito satisfeita com o filme (e estou bastante tentada a ir ver novamente o filme) porque, como já disse, J.J. Abrams conseguiu de forma inteligentíssima manter o universo, as naves e as armas como um aspecto central do filme e ao mesmo tempo contar uma estória interessante e cativante.

Aqueles que esperavam que as personagens que já tão bem conhecemos tivessem bastante “tempo de antena” desenganem-se pois, apesar de estarem presentes e terem um papel importante, são as personagens novas que têm o maior peso neste filme. Han Solo, Chewbacca, Leia, Luke não são propriamente personagens secundárias, mas também não são as principais. Há um equilíbrio perfeito entre o antigo e o novo. Vi muitos reclamarem da pouca visibilidade que as mulheres tinham nos filmes de Star Wars, garanto-vos que tal parvoíce não se pode dizer em relação a The Force Awakens. Temos mulheres por todo o lado, em todos os planos existe, pelo menos, uma mulher no background. A personagem feminina principal, Rey (Daisy Ridley), é super badass e gostei dela desde o primeiro segundo. Temos a Princesa General Leia (Carrie Fisher), e não podemos esquecer da Capitã Phasma (Gwendoline Christie).

Os Stormtroppers já não sãos os palermas do costume - até há quem seja incrível!
No que toca a personagens masculinas, confesso que Finn (John Boyega) não me pareceu muito interessante, principalmente porque me pareceu pouco coerente. Ele era um Stormtropper que desertou, uma vez que não aguentava mais o que a First Order andava a fazer. Isso seria plausível se ele não tivesse desertado logo na primeira experiência em campo, um soldado que – literalmente – desde que nasceu que foi treinado e incutido com os ideais da First Order. Sem contar que a Captain Phasma refere que esta foi a primeira transgressão do mesmo. No entanto, adorei a sua relação com Poe Dameron (Oscar Isaac) – personagem que para mim teve muito pouco tempo em cena, mas espero que venha a ter um papel mais proeminente em futuros filmes.
Não, eu não me estou a esquecer de Kylo Ren (Adam Driver), como poderia? Foi a personagem que mais gostei deste filme (yes, I’m from the Dark Side of the Force). Achei interessante que nos seja dado muitos pormenores sobre o seu passado, mas ao mesmo tempo não sabemos quase nada sobre esta personagem. Só a sua figura é imponente e pesada. Ele nem fala nos primeiros minutos do filme e sente-se logo o magnetismo e uma opressão só pelo facto de estar presente.

Rey e Kylo são uma dualidade interessante. Enquanto Kylo Ren é uma figura negra, opressora e imponente; Rey aparece como uma luz, transparece para o espectador leveza, serenidade, apesar da sua imensa coragem e determinação.
Resumindo e concluindo, uma vez que não quero aprofundar mais porque não quero revelar qualquer tipo de spoiler, gostei imenso do filme. Tinha alguns receios, principalmente porque este filme foi feito sob a alçada da Disney, mas foram infundados. É certo que é um filme para agradar tanto a antigos fãs como a novos, mas conseguiu fazê-lo sem destruir o que Star Wars representa. A magia está lá, o toque particular também. Tem reminiscências de episódios anteriores? Sim, tem, mas isso não tem que ser um aspecto negativo, além de que TFA é um filme introdutório de um arco de três partes, muito mais está por vir. Tem a mistura perfeita entre tensão, acção e comédia.




Opinião da Joana:
Já fomos ver o Star Wars, yay! Ora, tentar fazer uma crítica sem spoilers para que todos possam ter o prazer de ver o filme como nós vimos, com cada momento a ser uma surpresa.

Neste filme, e isso já sabemos do trailer, conhecemos personagens novas, como a Rey, o Finn, o Poe, entre outros, mas vamos rever também personagens que já nos são muito queridas, como o contrabandista Han Solo e o seu amigo wookie Chewbacca.

É difícil não notar nas semelhanças de história entre este filme e os primeiros filmes da saga (episódios IV, V e VI). Mas ao contrário do que algumas pessoas parecem achar pelas suas críticas, eu acho que faz todo o sentido pegar em “pormenores” que tiveram tanta importância nas histórias anteriores que fazem todo o sentido estarem neste filme.

Sei que em parte o medo dos fãs era que este filme tivesse um tom muito diferente dos anteriores, talvez por ser da Disney, talvez por ser do J.J Abrams, mas não se enganem, o filme não desilude. Reúne tudo o que espectador (e fã) pode querer: um plot interessante (que será mais desenvolvido nos próximos filmes), personagens variadas, com Rey, corajosa e forte (ainda que não deixe de mostrar a sua sensibilidade), Finn como uma personagem que nos gera certas dúvidas de comportamento, Poe como o melhor piloto da Resistência de quem queremos saber mais, Han Solo, Chewie, e outras personagens que dispensam apresentação, e personagens como Kylo Ren e a Capitã Phasma, que nos deixam a querer saber mais e mais.

Gostei particularmente de uma personagem - não vou falar muito sobre ela ou sobre o seu papel mas quero deixar aqui a nota – Maz Katana, uma antiga pirata com mais de mil anos, cujos olhos têm o poder de ver além do que nós vemos (levem isto no sentido que quiserem). Ah e prestem atenção, ela está no centro do poster do filme o que, como o realizador J.J. Abrams referiu aqui mostra que ela terá alguma importância no desenrolar da história destes filmes.
É impossível não referir o adorável BB -8 que tem um papel fundamental neste filme. Este droide laranja, one of a kind, cujo dono é o piloto Poe, vai determinar, juntamente com outros droides, o resultado final do filme (e mais não digo!).
Foi um filme que me prendeu ao ecrã do início ao fim, com os elementos certos dos filmes anteriores e a quantidade exacta de novidades e ligações entre o passado, o presente e o que acontecerá no futuro.

Por fim, um filme que entrega o que promete: um voltar com gosto a uma série de filmes que tanto gostamos, com os cenários, as batalhas e armas, os veículos, as personagens e histórias que complementam tudo isto com um perfeito entender de que este é mais um filme que nos abre para uma nova trilogia que aqui começa e que, se assim continuar, nos fará ver e rever os filmes sempre com um sorriso (talvez algo nostálgico) na cara.


Jimmy Fallon, The Roots e o elenco de "Star Wars: The Force Awakens" canta "Star Wars" Medley (A Cappella)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

[Livro] Finder, de Heather C. Myers


Título Original: Finder
Título em Português: --
Série: Stranger Series #2
Autor(a): Heather C. Myers
Editora: Anchor Group Publishing
Páginas: 241
Data de Publicação: 28/Outubro/2015

Sinopse:
Those that aren't lost can't be found.
After the whole ordeal at the underground Catalina nightclub, Sophie is ready to forget about everything and enjoy the holidays with Will in Washington. As the weather cools down, things between them heat up. But Sophie is still with Jason, and she can't easily forget that. On top of that, Sophie receives a letter from her parents wanting to meet and asking for her forgiveness. When Jane Cabot, her best friend, is mortally wounded by an unknown assailant, Sophie must question everyone and everything around her in order to bring her best friend to justice. Things don't add up, however, and despite Jane being attacked, Sophie is the true target. When she gets taken by a familiar face, pieces of a puzzle start to fall into place, and she's not sure she wants to be found.
~ Recebemos este livro directamente da autora. Obrigada. ~

Opinião:
Este livro é a continuação do Stranger. Como tinha dito na crítica desse mesmo livro, algo espicaçou a minha atenção para ler o livro a seguir.

Aqui descobrimos um pouco mais sobre o que Michael o nosso suposto vilão quer afinal de todos os peculiares da Academia de Peculiares, uma academia onde pessoas com certos poderes são treinadas (X-men?).

Voltamos a encontrar Sophie e Jane, neste livro a Ella não aparece. Sophie foi com o Will (o seu coordenador, se lhe quiserem chamar) passar as férias de natal, só os dois, numa cabana na neve. Jane ficou na academia e acabou por ser atacada e passou a “viver” no quarto do professor Depougare.

Neste livro descobrimos um pouco mais sobre o passado das personagens, desde o Ethan (o reitor da Academia), ao professor Depougare e aos outros peculiares que afinal tem mais poderes do que inicialmente se pensa.

Gostei de descobrir mais sobre a Brielle, outra amiga de Jane que conhecemos no primeiro livro, mas não sei se gostei de saber o que descobri. Adorei a ligação mental entre o professor Darry Depougare e a Jane, sendo os dois quis (peculiares que conseguem mexer objectos com a mente e ler mentes) e tendo uma ligação emocional, houve ali uns sonhos partilhados bastante interessantes (e é através deles que percebemos algo sobre o inevitável fim do livro).

Resumindo, temos uma evolução de relações entre várias personagens, percebemos o intento de outras (com uma ligação ao governo), acho que tentou puxar mais pelo lado emocional do leitor, com alguma aventura e acção pelo meio, mas acho que não resultou tanto como no primeiro.

Apesar disso, quero saber o que acontecerá a cada uma das personagens e continuo a querer saber mais sobre o Ethan, aquele reitor deixa-me com a pulga atrás da orelha. Irei continuar com esta série, e espero que os próximos livros sejam melhores.



• Stranger (Stranger Series #1) (Joana)

domingo, 3 de janeiro de 2016

O melhor e o pior de 2015


O ano de 2015 já terminou e começa agora 2016, mas antes de entrarmos nas nossas resoluções para este novo ano, as meninas do Pepita Mágica andaram a vasculhar o arquivo do blog e eleger o melhor e o pior de 2015. 
Iniciamos o blog em Fevereiro e em menos de um ano de existência o blog já tem um arquivo considerável de críticas - e não só - que partilhamos convosco. Agora interessa-nos avaliar, dentro desse arquivo, o que queremos realçar pela positiva e pela negativa de tudo o que partilhamos com xs nossxs queridxs leitorxs.


C A R L A
J O A N A
Inicialmente achava que fazer estas escolhas seria complicado, mas assim que me comecei a vasculhar o arquivo do blog tudo se tornou bastante claro. Sem dúvida há coisas que sobressaem, sem dificuldade, em relação a tudo o que publiquei em 2015. 

LITERATURA
A trilogia Legends of Marithia foi, sem dúvida, o melhor no que toca à categoria de literatura. O último volume foi o superior dos três, mas a estória no seu conjunto foi incrível e foi do melhor em 2015.

CINEMA
Esta categoria foi complicada. Se for pelo rating que dei a escolha seria óbvia: Detachment seria a escolha para esta categoria, no entanto, eu não consigo não destacar o V for Vendetta. Por isso, estas são as minhas escolhas para a categoria de cinema.
  
TEATRO
Em 2015 decidi apostar mais no teatro e cheguei a assistir a várias peças. Apaixonei-me pelas produções do Claudio Hochman, muitas vezes decidindo ver determinada peça apenas porque era ele o encenador. E a peça que escolhi como a melhor do ano tem a sua mão.
Nham Nham: Um Delicioso Musical foi o resultado do trabalho de um ano inteiro dos alunos de Teatro Musical da Academia do INATEL e tenho na dizer (como podem ver na crítica) foi das melhores produções que vi neste ano.

TELEVISÃO
Estive na dúvida se valeria fazer esta categoria, uma vez que nunca avaliei nenhuma das críticas que escrevi. No entanto, foi algo que trabalhei para incluir no blog e achei que não deveria deixar de parte. 
Foi uma escolha difícil porque as críticas publicadas no blog são referentes a séries completamente diferentes entre si, tornando impossível fazer uma comparação decente entre elas. Fiz a minha escolha numa relação de produção/estória/gosto e, sem dúvida, que Daredevil se destacou de todas.
Os melhores são os mais difíceis de escolher, mas desta vez até nem foi uma tarefa muito penosa – apesar de ter medo de estar a ser injusta com alguma das categorias.

LITERATURA
Tantos livros bons, como escolher? Depois de reler várias críticas e pensar bem no assunto acabei por me decidir pelo A Court of Thorn and Roses. Este reteling da Bela e o Monstro com fadas e personagens fortes atraiu-me tanto que mal posso esperar para ler os próximos.

CINEMA
Esta foi, provavelmente, a escolha mais difícil… Gostei imenso da performance do Benedict Cumberbatch como Alan Turing e a história do Jogo da Imitação mexeu muito comigo. Foi, sem dúvida, um dos melhores filmes de 2015 para mim.

TEATRO
Apesar de ter visto várias produções portuguesas de que gostei bastante houve algo que suplantou essas mesmas produções. Ainda que não tenha sido ao vivo, adorei ver Hamlet com o Benedict Cumberbatch e outros actores fantásticos. É uma peça incrível e todos os actores, sem falta, deram performances maravilhosas, que me prenderam do início ao fim.

RESTAURANTE
Entre o Fondue e o Típico, a escolha é difícil. Talvez volte com mais facilidade do Fondue pelo seu ambiente mais relaxado, mas em termos de serviço e atendimento, qualidade e variedade, o Típico do Hotel Corithia merece, certamente, ser considerado o melhor restaurante em que tive o prazer de comer em 2015.




C A R L A
J O A N A
Esta parte é sempre um pouco ingrata, mas o mais incrível é que foi bem mais fácil de escolher do que "os melhores de 2015".

LITERATURA
Quanto à categoria de literatura não há dúvida na minha escolha. Just Breathe - Apenas Respira, foi de longe o pior livro que li em 2015, desde a estória até à escrita. Nem vou dizer mais porque disse tudo o que tinha a dizer na crítica.

CINEMA
A categoria de cinema foi um pouco complicada porque tenho mais do que um filme que pode entrar perfeitamente aqui, ambos de terror (irónico porque é um dos meus géneros cinematográficos favoritos). The Visit foi o escolhido para integrar nesta lista porque numa ida ao cinema sem qualquer expectativas conseguiu deixar-me incrivelmente desiludida.
É com pena que faço esta categoria, mas há que distinguir o valor (para mim) de cada obra.

LITERATURA
Como a Carla, não há qualquer sombra de dúvida sobre o pior livro de 2015. Just Breathe - Apenas Respira foi uma desilusão e mais não é preciso dizer.

CINEMA
Paper Tows não foi horrível, mas foi tão fraquinho… Não tendo visto um filme pior neste ano, cabe-lhe a esta categoria.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Pôr as mãos na massa [Janeiro 2016]


Olá gente gira e fofa!

Esperamos que tenham tido uma excelente passagem de ano e que todos os vossos desejos para 2016 se realizem! :) Com o fim do ano chegou também o fim do mês de Dezembro e estamos aqui para a nossa rubrica do costume, onde compilamos o que fizemos durante o mês que passou e quais são as nossas propostas para o mês que hoje de inicia.

Partilhem connosco os vossos planos para o mês de Janeiro :)

O que se fez em... Dezembro


[Let it Snow] Qual o mais delicioso?
[TOP 5] Músicas de Natal

Carla D.
Joana V.

Propostas para... Janeiro


Carla D.
  • [Filme] Star Wars: Episode VI - The Force Awakens, de J.J. Abrams
  • [Filme] Chef (2014), de Jon Favreau
  • [Filme] The Book of Life, de Jorge R. Guiérrez
  • [Livro] Prisão de Gelo, de Ana Ferreira
  • [Livro] A Cruz de Morrigan, de Nora Roberts
Joana V.
  • [Filme] Star Wars: Episode VI - The Force Awakens, de J.J. Abrams
  • [Filme] As serviçais, de Tate Taylor
  • [Livro] Finder, de Heather C. Myers
  • [Livro] The Tenacious Miss Tamerlane, de Kasey Michaels
  • [Livro] O Plano de Miss Fairbourne, de Madeline Hunter
  • [Livro] Um acordo muito sedutor, de Maggie Robinson