Título Original: A Very Murray Christmas Título em Português: -- Realização: Sofia Coppola Argumento: Sofia Coppola, Mitch Glazer & Bill Murray Elenco Principal: Bill Murray, Paul Shaffer Ano: 2015 | Duração: 56 mins
Sinopse:
Bill Murray worries no one will show up to his T.V. show due to a terrible snow-storm in New York City.
Opinião:
Esta crítica vai ser pequena, não fosse também o filme bastante pequeno – menos de uma hora. Estava eu a vaguear pela Netflix quando vi o trailer para A Very Murray Christmas e eu tenho que dizer que gosto imenso do Bill Murray.
No dia em que a cidade de Nova Iorque está deserta, devido a um nevão, na véspera de Natal, Bill Murray tem um programa em directo para fazer. O problema é que, devido ao nevão, ninguém aparece, e a noite torna-se deprimente. Chris Rock aparece como um convidado obrigado (que se pisga na primeira oportunidade) e mais tarde temos também George Clooney e Miley Cyrus que cantam canções de natal com Bill Murray. Depois de o programa ser cancelado (e com grande alegria de Murray), ele continua no Hotel porque é impossível sair devido à tempestade. Ainda assim, todos aqueles que estão no Hotel – empregados, e outros hóspedes – acabam por ter um natal diferente, mas cheio de música e alegria. Acho que o espirito do filme é esse.
É uma pena que o filme, mesmo que pequeno, tenha vários momentos repetitivos, o que lhe tirou algum encanto. Ainda assim, consegue recriar o espirito natalício e deixar-nos no mood festivo.
Neste mês especial trazemo-vos mais um TOP, desta vez ligado às nossas músicas de natal favoritas. Como os gostos são parecidos, o TOP foi feito em conjunto, mas não resistimos a fazer um TOP 5 em vez de um TOP 3 :p
Last Christmas, dos Wham!
Esta música não poderia faltar no nosso TOP. É, provavelmente, das mais conhecidas músicas de Natal. De 1985, esta música preenche as nossas memórias, ainda que não seja uma música da nossa época. E quem não gosta de George Michael?
Do They Know It’s Christmas?, dos Band Aid 30
Há várias versões desta música e nós gostamos particularmente desta, de 2014. Aqui podemos ouvir vários cantores que se juntaram para uma fazer uma nova versão desta música dos anos 80 e acabou por ficar uma mistura que fica no ouvido. E teve o bónus de os lucros desta música reverterem para a investigação e cura do ébola.
Happy Xmas (War Is Over), de John Lennon
Esta é uma música icónica no Natal. Mas foi criada por John Lennon como protesto em relação à Guera do Vietname, acabando por se tornar num clássico natalício e já foi interpretada por vários artistas ao longo dos anos.
White Christmas, de Bing Crosby
Segundo o Guinness World Records, esta versão, cantada por Big Crosby, é o single mais vendido de todo o sempre. Irving Berlin quando escreveu esta canção disse "Grab your pen and take down this song. I just wrote the best song I've ever written — heck, I just wrote the best song that anybody's ever written!" E não estava errado!
All I Want for Christmas, de Mariah Carey
Esta música faz parte do nosso imaginário natalício, apesar de por vezes nos fartarmos dela por se ouvir tantas vezes. Apesar de tudo, não podia faltar nesta lista, pois para a Joana é uma música que se tornou muito presente, principalmente depois de ver o filme Love Actually (que apesar de não gostar da maneira como os portugueses são retratados, acaba por ter cenas bem giras).
Let It Snow, de Frank Sinatra
Pelos 100 anos que se festejaram no dia 12 de Dezembro deste ano, deixamos aqui esta menção honrosa ao grande cantor de jazz que foi Frank Sinatra. E, ainda que cá por Lisboa seja muito raro, Let it snow!
Título Original: Mortdecai Título em Português: O Excêntrico Mortdecai Realização: David Koepp Argumento: Eric Aronson (screenplay), Kyril Bonfiglioli (livro) Elenco Principal: Johnny Depp, Gwyneth Paltrow, Ewan McGregor Ano: 2015 | Duração: 107 minutos
Sinopse:
Charles Mortdecai é um distinto negociante de arte conhecido pelo carisma e pela autoconfiança inabalável. De aparência elegante e aristocrática, possui um talento inato para atrair clientela. Os seus conhecimentos na área, assim como os seus contactos no mundo dos negócios, fazem dele a pessoa certa para ajudar a recuperar uma pintura de Goya desaparecida, não tanto pelo valor artístico da obra em si, mas pela lenda que desperta. Segundo os rumores, o quadro tem inscrito um código para um grande tesouro nazi. Encontrar o culpado do roubo revelar-se-á uma tarefa bastante mais complexa do que Mortdecai poderia imaginar pois, pelo caminho, terá de lidar com um grupo de terroristas russos, o próprio MI5 britânico e, pior do que tudo isso, Johanna, a sua terrível – e belíssima – esposa.
Opinião:
Na altura que saiu este filme, ouvi dizer que não era propriamente um bom filme, e que era um pouco parvo, etc.
Sinceramente, não é um mau filme para nos rirmos um bocado e desligarmos a cabeça e apenas aproveitarmos o que estamos a ver. Mas também não é um bom filme, daqueles profundos e com performaces fantásticas.
A personagem Mortdecai, representada por Johnny Deep é um excêntrico (um pouco totó) que tenta arranjar dinheiro para salvar a sua casa, os seus quadros e o seu casamento. A mulher dele, cujo o papel é representado por Gwyneth Paltrow, é quem “veste as calças” lá em casa, e é o cérebro de tudo o que acontece durante o filme.
Temos o típico triângulo amoroso e um problema com um bigode que se interpõe entre o casal principal e que acaba por ser cómico durante a maior parte do filme, mas para o final torna-se um pouco de mais.
Resumindo, e porque não há muito a dizer sobre o filme a crítica é curta, é um filme divertido, mas do qual não se extrai muito mais do que uma hora e meia de um tempo bem passado do qual pouco vamos recordar passado uns dias.
Título Original: Broken Dolls Título em Português: -- Série: Broken Dolls #1 Autor(a): Tyrolin Puxty Cover Artist: Eugene Teplitsky Editora: Curiosity Quills Press Páginas: 175 Data de Lançamento: 14 de Dezembro de 2015
Sinopse:
Ella doesn’t remember what it’s like to be human - after all, she’s lived as a doll for thirty years. She forgets what it’s like to taste, to breathe…to love.
She helps the professor create other dolls, but they don’t seem to hang around for long. His most recent creation is Lisa, a sly goth. Ella doesn’t like Lisa. How could she, when Lisa keeps trying to destroy her?
Ella likes the professor’s granddaughter though, even if she is dying. Gabby is like Ella’s personal bodyguard. It’s too bad the professor wants to turn Gabby into a doll too, depriving her of an education…depriving her of life.
With time running out and mad dolls on the rampage, Ella questions her very existence as she unearths the secrets buried in her past; secrets that will decide whether Gabby will befall the same fate…
~ Recebemos este eARC directamente da CQ Press. Thank you! ~
Review in EnglishOpinião em Português
The title of this book was what caught my attention. I read the synopsis, but I’ve already decided that I wanted to read this book. Broken Dolls was alone very appealing to me.
And I wasn’t disappointed, at all. The writing was light; it fitted the story line properly, without unnecessary embellishments, and it was fast paced. One of the most interesting aspects of this story was the twist created by the author in the last third of the book. I have to confess, I wasn’t expecting that; it was well done.
In Broken Dolls, we follow the story of Ella, a human who was transformed into a doll. She doesn’t remember her human life, only that one day she was human, and that she loves to dance, watch television and has a simple life in the Professor’s attic. The Professor was the one who transformed Ella into a doll. He decides to create a new doll, Lisa, to make company to Ella, but it ends up not being a good idea. The peaceful life of Ella is turned upside down. And I’ll not say anything else about the plot, because I enjoyed the way, little by little, I was discovering more about Ella, and her human past; about the Professor; and everything about the other dolls.
The author managed to create a perfect balance between what should be kept in secret and what to reveal, at the perfect time. This book has the impeccable cadence that keeps us satisfied with what we are reading, but, at the same time, eager to know more and more. The author’s writing manipulates us – and I can even say, control us – to feel what she wants us to feel towards the characters in that moment, and the second later we are questioning the characters’ actions, and then we realize why certain character did this or that, because it makes sense.
Summing up, I enjoyed this book and I think it’s really good. It has an interesting story, well thought and it's well done. It will have a sequel and I’ll, definitely, want to keep reading.
O título deste foi o que mais chamou a minha atenção. Li, por alto, a sinopse, mas já estava decidida de que gostaria imenso de ler este livro. Broken Dolls era, só por si, extremamente apelativo.
E não desiludiu, de todo. A escrita é leve, adequada à estória, sem grandes floreados e rápida de ler. O mais interessante foi o twist criado pela autora no último terço da estória, pois confesso que não estava à espera e achei muito bem conseguido.
Em Broken Dollss seguimos a estória de Ella, uma humana transformada em boneca. Ela não se lembra de nada da sua vida como humana, apenas que foi, um dia, humana, e que gosta de dançar, ver televisão e tem uma vida simples no sótão da casa do Professor – quem a transformou em boneca. O Professor, a certa altura, decide criar outra boneca, Lisa, para fazer companhia a Ella, mas as coisas não correm da melhor forma. A vida pacata e feliz de Ella é virada do avesso. E fico por aqui em termos de enredo porque gostei imenso de, aos poucos, ir indo descobrir mais sobre Ella, e o seu passado como humana, sobre o Professor, sobre as outras bonecas e tudo o mais.
A autora conseguiu criar o equilíbrio perfeito entre o que manter em segredo e o que revelar nos momentos certos. Este livro tem a cadência certa que nos faz sentir satisfeitos com aquilo que nos é apresentado, mas também ansiar por mais. A forma como a autora escreve consegue manipular – e quase controlar – a forma como sentimos em relação às personagens. Faz-nos gostar delas, para depois desconfiar do que andam/querem fazer, para depois perceber a razão de determinada personagem fazer isto ou aquilo, porque faz sentido e é adequado.
Resumindo, gostei imenso e acho que é uma excelente aposta. Uma estória interessante, bem pensada e concretizada. Terá continuação e eu, definitivamente, vou querer continuar a acompanhar!
SOBRE A AUTORA:
I’m a Jack, or more accurately, a Tyrolin of all trades. In my 23 years, I have walked the red carpet for song nominations, was awarded Australian of the Year in 2014 for Music and in 2015 for the Arts, worked as a qualified paralegal, appeared in TV Shows, hired for product photography, modelled, became a Justice of the Peace, started my own club for school children interested in the arts, worked for a successful magazine company, published a book, hugged a koala and had a show ride collapse on my head.
Uma vez que estamos em Dezembro, mês do Natal, escolhemos para esta rubrica um livro dentro da temática. Um livro de três contos, de diferentes autores, que no final acabam por estar ligados.
Capa mais deliciosa:
Sobre estas capas estamos de acordo: a da direita é, sem dúvida a favorita.
Porquê? Carla: Ambas as capas são bonitas, mas a minha favorita é a original (da direita). Primeiro porque adoro as cores, sendo o azul uma das minhas cores favoritas. Depois, uma vez que o titulo é Let it Snow as imagens de três flocos de neve (um para cada autor) parece-me uma ideia simples e bastante interessante. Transparece o frio e toda a sensação do inverno (talvez perca em relação à capa portuguesa porque não passa muito o espírito natalício). Ainda assim, quando vi pela primeira vez a capa da edição português achei muito bem pensada: estão lá todos os pormenores dos três contos e, mais do que isso, estão lá os elementos que ligam os três contos numa narrativa completa.
Joana: A Carla leu o livro e por isso consegue identificar os pormenores na capa portuguesa, que não deixa de ser bonita à sua maneira. Pessoalmente, prefiro a capa original. Apela mais ao lado simples, não tanto do Natal, mas do Inverno. E claro, o título, esse sim, remete-nos para uma época mais natalícia. Gosto das cores e dos flocos de neve, tão claros a identificar cada autor - e dando mais atenção a esses do que a capa portuguesa parece fazer. Como a Carla diz, talvez o mais simples atraia mais. Para o lisboeta, como eu, talvez a capa natalícia apele mais mas para mim, fã de neve e admiradora de flocos de neve, a capa original é sem dúvida mais atraente.
Título Original: Stranger Título em Português: -- Série: Stranger Series 1# Autor(a): Heather C. Myers Editora: Anchor Group Publishing Páginas: 190 Data de Publicação: 22 de Setembro de 2012
Sinopse:
When seventeen year old Sophie Harper gets to the Academy for Peculiars, she’s already killed a man. She learns her superhuman strength not only stigmatizes her as a peculiar – a human with abnormal DNA – but isolates her even further due to how rare her ability is. As she settles into her new home, she makes friends with her dorm mates, stresses out about catching up with schoolwork, and starts dating one of the most popular guys at the academy. However, as normal as Sophie wants to be, she can’t change the fact that she’s different, even among peculiars. She starts falling for her trainer, a rugged shifter named Will, who frustrates her to no end, and learns about the only other person who shares her ability, a man everyone refuses to talk about. She starts to realize that being what she is means more than just being strong and that just because her mysterious counterpart understands her doesn’t mean he isn’t a threat.
~ Recebemos o livro directamente da autora. Obrigada! ~
Opinião:
A primeira coisa que me passou pela cabeça quando comecei a ler o livro é que era semelhante à Academia do Profº Xavier do X-Men.
Bem-vindos à AckPec, a Academia para Peculiares. Sophie é uma phisical, um “peculiar” com extrema força física e o livro começa com ela a encontrar Will no momento em ela acha que está a matar um homem.
Sophie não tem ninguém no mundo e é uma freak, até ser chamada para a Academia. O reitor é um peculiar, como todos os que lá vivem e trabalham (excepto o treinador de futebol), e é um homem de quem todos gostam – apesar de eu achar que, como homem como mais 700 anos isso seja normal. Tenho esperança que nos próximos livro o passado de Ethan seja explorado.
Temos muito romance juvenil, que tenta ter toques de amor “adulto” (fazem de jovens que pensam e comportam-se como miúdas em qualquer altura para depois terem um amor assolapado por…bem quem não deviam). Gostei bastante do professor Depogare, apesar de achar que a personagem não é, por vezes, muito coerente.
O Calvin, um recém-chegado à Academia é a pessoa mais irritante de sempre e percebo o porquê de Jane, uma rapariga que trabalha o seu poder (ela é alguém que pode ler pensamentos) com ele, chegar ao ponto de esgotar toda a sua energia apenas para fazer com que ele se cale.
Jane e Ella são as companheiras de quarto de Sophie e vão ser elas que a vão integrar na Academia. Gostei bastante de ver a camaradagem das raparigas e evolução da sua relação, apesar de achar que talvez tenha sido tudo um pouco rápido de mais.
Gostei de explorar os poderes de cada personagem e de as conhecer como seres humanos e não só como alguém que pode/consegue fazer A, B ou C.
Uma história leve e agradável que nos prende o suficiente para querermos ler os próximos livros.
Título Original: The Night Before Título em Português: A Última Noitada Realização: Jonathan Levine Argumento: Jonathan Levine, Kyle Hunter, Ariel Shaffir & Evan Goldberg Elenco Principal: Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anthony Mackie Ano: 2015 | Duração: 101 mins
Sinopse:
Na véspera de Natal, Ethan (Joseph Gordon-Levitt), Isaac (Seth Rogen) e Chris (Anthony Mackie) fazem um pacto de passar sempre esta noite juntos – uma tradição que mantêm durante dez anos. É uma noite de deboche e de quebra de todas as regras. Mas esta noite será a última noite desta tradição. E quando ela terminar, estes três grandes amigos ganharão finalmente algum juízo. Ou não...
Opinião:
Já disse numa crítica passada que, apesar de gostar muito de comédias, nunca encontrei uma que conseguisse dar mais que 3.5*, e se desse 4* era o equivalente a dar 5* num outro género cinematográfico. Não o faço por achar a comédia um género fraco ou com menos valor, mas apenas porque não me são satisfatórios.
Fui ver The Night Before por acaso, uma vez que ganhei bilhetes para a antestreia e, sinceramente, ainda bem, porque adorei e, confesso, estive quase na dúvida de dar 4* a este filme. Esteve quase lá, but not quite.
Começo por dizer que adoro o Joseph Gordon-Levitt como actor, e gosto imenso do Seth Rogen nos seus papéis cómicos, não vou menosprezar o Anthony Mackie, porque de memória só me recordo dele como Sam, AKA The Falcon, nos filmes da Marvel Cinematic Universe; mas os três fazem uma parelha interessante. Não é que o filme tenha uma estória extraordinária, mas Jonathan Levine conseguiu criar o equilíbrio perfeito entre comédia e emoção. Ri-me de início ao fim, como já não fazia há muito tempo, mas há também momentos mais introspectivos.
Não vou desenvolver o enredo, porque se o fizer vou contar o filme todo e não o quero fazer. Apenas digo que recomendo. É um filme desta época, uma vez que literalmente se passa na véspera de Natal. E, para mim, valeu a pena. Vejam, riam e divirtam-se.