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terça-feira, 23 de maio de 2017

[Filme] Guardians of the Galaxy vol. 2, de James Gunn

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Título em Português: Guardiões da Galáxia vol. 2
Realização: James Gunn
Argumento: James Gunn, Dan Abnett (based on the Marvel comics by)
Elenco Principal: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista
Ano: 2017 | Duração: 2h 16mins
Sinopse:
Guardiões da Galáxia Vol. 2, da Marvel, continua a acompanhar as aventuras da equipa enquanto atravessa os limites do cosmos. Os Guardiões devem lutar para manter a sua família recém-descoberta unida, enquanto tentam desvendar o mistério do verdadeiro parentesco de Peter Quill. Antigos inimigos tornam-se novos aliados e as personagens favoritas das bandas desenhadas clássicas irão ajudar os nossos heróis, continuando a expansão do Universo Cinematográfico Marvel.

Opinião:
Que eu sou fã de Marvel acho que já nem é preciso dizer, pois é evidente… por essa razão é óbvio que iria querer ver Guardians of the Galaxy vol. 2. O primeiro é um dos meus filmes favoritos da Marvel, pela aposta na comédia e no comic relif e isso voltou a acontecer neste segundo filme.

Podemos facilmente resumir este filme a: daddy issues, o que parece simplório, mas não tem que o ser. Não vou escrever muito sobre este filme porque apesar de ter sido um filme muito divertido (e cheio de easter eggs), acho que saí da sala de cinema mais satisfeita com o primeiro filme do que com este. No entanto, tenham em mente de que gostei bastante e diverti-me imenso! Eu recomendo, sem sombra de dúvida, este filme.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

[Filme] Doctor Strange, de Scott Derrickson

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Título em Português: Doutor Estranho
Realização: Scott Derrickson
Argumento: Jon Spaihts, Scott Derrickson & C. Robert Cargill (written by); Steve Ditko (based on the Marvel comics by)
Elenco Principal: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams
Ano: 2016 | Duração: 1h 55mins
Sinopse:
Stephen Strange é um neurocirurgião brilhante, mas muito vaidoso e arrogante. Com pouco mais de 30 anos, um acidente de carro danifica-lhe os nervos das mãos e em desespero, depois de uma série de tentativas falhadas, decide partir para o Tibete, onde espera encontrar um mago conhecido como "Ancião". Mas não é bem uma cura que Strange encontra, mas uma ordem de artes místicas que o ensina a tirar proveito de todo o tipo de energia. Uma mistura de artes marciais e magia que com o tempo vão transformá-lo no mestre da magia negra.

Opinião da Carla:
Muito antes de Benedict Cumberbatch ter sido escolhido para dar vida à personagem de Stephen Strange que eu já andava mais do que curiosa em relação ao filme Doctor Strange. Não posso dizer que conheça muito sobre esta personagem, mas do pouco que sabia do background sempre achei que viria a ser um filme bastante interessante e desafiador.


E isso aconteceu de facto. Benedict Cumberbatch foi uma perfeita escolha para esta personagem. Não só já tinha parecenças físicas à personagem da BD (que foram apenas melhoradas pela caracterização) como também conseguiu entender perfeitamente a essência desta personagem, como a arrogância e o humor retorcido.


Visualmente este filme é das coisas mais estranhas e extraordinárias nos filmes, não só de super-heróis como de acção. Todos aqueles efeitos visuais em que parecia que estávamos perdidos no meio de um caleidoscópio; como aos efeitos quando havia as dobras entre Universos. Tilda é extraordinária como The Ancient One, apesar de eu saber que nada tem a ver com a figura original dos comics. No entanto, o filme não passou em alguns testes básicos.

Primeiro que tudo, achei as personagens femininas neste filme são completamente menosprezadas. The Ancient One, primeiro que tudo, deveria ter sido um homem, mas eu não sou contra aos gender-swaps, e a personagem que Tilda dá vida é mais andrógina/genderless do que propriamente feminina. O que sobra, unicamente, a personagem de Rachel McAdams – excelente actriz, mas que acabou por ser apagada pelo próprio enredo do filme. Christine está lá apenas para servir a personagem principal masculina. Todas as suas falas são para com o Strange e servem apenas para focar em pormenores do passado dele e da sua personalidade. Christine é quase como que se fosse apenas um plot device do que uma personagem em si.





Opinião da Joana:
Primeiro, há que dizer que as expectativas para este filme eram bastante altas. Apesar de ter gostado, digo já que ficou um pouco aquém do esperado.

Gostei bastante que o Benedict Cumberbatch tenha sido o escolhido para interpretar esta personagem, tanto devido à sua parecença física com a personagem dos comics da Marvel, como devido à sua qualidade como actor que, mais uma vez, foi demonstrada com o filme.


Se há filmes que merecem ser vistos no cinema, este é um deles, pelos seus incríveis efeitos especiais. Como a Carla refere, há vários momentos em que parece que estamos a ver o mundo através de um caleidoscópio e, apesar de os efeitos serem muitos, acho que estavam bastante adequados e por isso muito bem escolhidos para o filme em causa.


Como este é primeiro filme deste herói, temos a construção de um mundo a ser criada e a apresentação de personagens que espero que venham ser mais desenvolvidas noutros filmes. Tilda Swinton apresenta-se num papel atribuído a um homem nos comics mas a sua personagem é bastante andrógena, sendo mais uma entidade quase sem género no seu comportamento. Gostaria de ter sabido um pouco mais sobre ela, acho que levantaram apenas um pouco do véu da sua história e não sei se ela voltará a ter algum papel noutro filme. Apesar disso, com uma actuação fantástica, transmitiu exactamente aquilo que a sua personagem pedia: foi uma professora e mestre de Strange, servindo como meio de aprendizagem e elevação, o que por vezes levou a que fosse um pouco deixada para trás como uma personagem individual que talvez até merecesse o seu próprio filme – quem viu, com certeza, concordará que as suas aventuras até conhecer Strange deverão ser muito interessantes.

Já Rachel McAdams pouco ou nada faz no filme, tristemente. Acredito que voltará a entrar no universo de Doctor Strange, mas espero sinceramente que os directores dos próximos filmes lhe dêem mais protagonismo e uma voz mais própria, não apenas como uma sombra do passado de Strange que apenas aparece para nos mostrar um pouco mais sobre a personagem, mas como uma pessoa completa que traz pontos interessantes ao filme. Dito isto, a actriz está bem no pouco que acaba por fazer.

Gostei de Kaecilius, o vilão que o filme apresenta, mas podia ter sido um pouco mais explorado. Percebo, claro, que duas horas não cheguem para tudo e, no tempo possível, acabamos por saber o necessário sobre a personagem de Mads Mikkelsen e as suas razões para agir como age. Contudo, acho que o vilão final (não se esqueçam de ver até ao fim dos créditos) acaba por não fazer muito sentido depois de tudo o que o vemos fazer no filme.

Um filme com bastante acção, muitos efeitos especiais e um elenco de luxo, que podia ter melhorado a experiência do expectador corrigindo alguns dos pontos acima referidos.




sábado, 14 de maio de 2016

[Filme] Captain America: Civil War, de Anthony Russo e Joe Russo

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Título em Português: Capitão América: Guerra Civil
Realização: Anthony Russo e Joe Russo
Argumento: Christopher Markus, Stephen McFeely, Mark Millar (banda desenhada), Joe Simon (personagens) e Jack Kirby (personagens)
Elenco Principal: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sebastian Stan
Ano: 2016 | Duração: 2h27min
Sinopse:
Devido a uma série de missões que originaram danos colaterais considerados evitáveis, o Governo norte-americano decide que a equipa de Vingadores precisa de supervisão adequada. É então criado um sistema de registo dos super-heróis, cujo trabalho terá de ser sempre controlado por um membro governamental autorizado. A partir de agora apenas poderão agir se forem formalmente solicitados. Esta nova posição vai gerar conflitos internos na equipa, cujas opiniões se dividem. De um lado está o Capitão América, que se rebela por considerar a liberdade dos Vingadores essencial para o perfeito funcionamento das suas missões; do outro está o Homem de Ferro que, contra todas as expectativas, aprova a decisão. Entre eles surge uma tensão difícil de controlar que porá em causa não apenas a amizade e união de todos, mas também a segurança da Humanidade.

Opinião da Carla:
Eu acho que é claro de que sou uma grande geek, em vários aspectos diferente de geekyness – obviamente que comics e filmes da Marvel são uma parte disso. Por isso Captain America: Civil War era um must-watch. Eu li alguns comics sobre este arco, mas nunca fui muito afundo no assunto, mas ainda assim tinha algumas ideias e opiniões.


Eu vou começar esta review dizendo que Captain America: Civil War foi um dos meus menos favoritos filmes da Marvel. Provavelmente a Joana vai dizer algo semelhante, dando o enredo como razão, uma vez que ela normalmente não gosta deste tipo de filmes. As minhas razões vão além disso. Eu acho que Captain America: Civil War tem coisas muito porreiras, mas em geral achei que o filme poderia ser muito melhor – pelo menos prometia ser.

Primeiramente, temos imensos heróis juntos num só filme – algo que nem Avengers foi capaz de o fazer. Todas as personagens tinham uma posição marcada nesta guerra entre heróis; todas elas tinham as suas razões para defender as suas ideias. Eu não estou a dizer que um estava certo e o outro não, porque não é assim tão simples; e todos sabemos disso quase por experiência próprio (e não estou a dizer numa situação exactamente igual, mas todos já estivemos lá, de uma forma ou de outra).

Segundo, nós conhecemos personagens novas que foram introduzidas de formas incríveis. Eu gostei imenso do Peter Parker! Desde miúda que Spider-Man era uma das minhas personagens favoritas das bandas desenhas, simplesmente porque conseguia relacionar-me com ele. Eu acho que este Peter Parker pode vir a ser o melhor Spider Man de sempre (ainda que, eu ainda não tenha visto o Amazing Spider-Man) E o Black Panther é incrível! Não apenas a personagem foi impressionante e interessante, mas ele tinha algo mais; algo mais que o fez tornar-se na estrela do flime – mais do que qualquer outra personagem, mesmo tendo tão pouco tempo em filme.



Mas em geral, Captain America: Civil War desapontou-me. Foi um pouco aborrecido, o enredo não me agarrou, e eu simplesmente não queria saber o que se ia passar a seguir. Eu senti-me triste, porque não senti aquele arrepio na espinha como sempre sinto num filme da Marvel.






Opinião da Joana:
Desde o primeiro momento que ouvi falar do filme que tive sentimentos conflituosos. Gosto dos filmes da Marvel, mas não gosto, de todo, de temas como o que foi apresentado: uma equipa, uma família até, destruída pelo interior, pelos seus próprios membros.

Todos acreditam estar a fazer o que é certo, mas a arrogância, o ego, das personagens, principalmente do Capitão América e do Homem de Ferro, fez com que fossem incapazes de ver o ponto de vista um do outro, tornando-se quase estranhos. Como Chris Evans disse num artigo da EW, “This is an argument and a struggle with your family, for your family, and against your family,”.

As personagens que posso verdadeiramente dizer que gostei foram o Pantera Negra e o Homem-Aranha. Estas personagens tiveram relativamente pouco tempo de ecrã mas o tempo que tiveram foi muito bom. O Homem-Aranha trouxe diversão e podíamo-nos ver na sua figura, facilmente. Já o Pantera Negra, é uma personagem talvez mais interessante, com motivos fáceis de perceber mas, acima de tudo, uma personagem evolutiva e que me deixou a querer saber mais sobre ele e a sua família, assim como a origem do Pantera Negra como protector de Wakanda, o país ficcional localizado em África, de onde este herói vem.

Cinematograficamente, o filme é muito bom, como têm vindo a ser a maioria dos filmes da Marvel, mas no fim sai do cinema irritada. E porquê? Porque achei que as razões que me foram dadas para esta guerra civil não me pareceram completamente válidas ou minimamente lógicas. Eu sei que 99.9% das vezes uma guerra não é, de todo, lógica. Mas não deixma de me “carregar nos botões”, estas noções apresentadas no filme.

Além disso, sai um bocado desapontada do cinema, estava à espera de mais. De mais o quê, isso não sei. Apenas “mais”.




terça-feira, 19 de abril de 2016

[Série] Marvel's Daredevil | Temporada 2

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Título Original: Marvel's Daredevil
Criado por: Drew Goddard
Baseado em: Daredevil, de Stan Lee e Bill Everett
Elenco: Charlie Cox, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Jon Bernthal, Elodie Yung
Banda Sonora: John Paesano
Género: Acção, Crime, Drama
Canal: Netflix| Ano: 2016
Temporada: 2 | Episódios: 13

Sinopse:
Matt Murdock que, após um trágico acidente em sua infância, perdeu a visão, mas acabou desenvolvendo seus outros sentidos de forma extraordinária.

Opinião:
Como podem ler na minha crítica da primeira temporada de Daredavil, quando a Netflix divulgou a data de estreia da segunda temporada, esta entrou automaticamente para o meu calendário. Mas o meu tempo livre incrivelmente reduzido e outras razões levaram a que adiasse o meu bingwatching de Daredevil.


Mas eu estou aqui para vos falar da segunda temporada de Daredevil. Para começar tenho que dizer que a Netflix está a fazer um excelente trabalho com estas séries da Marvel, ainda que não tenha gostando assim tanto de Jessica Jones, em termos gerais.



A segunda temporada de Daredevil não conseguiu atingir as expectativas deixadas pela temporada anterior. Era um trabalho complicado! A primeira temporada foi excelente; conseguindo criar um setting perfeito para esta personagem crescer, e mostrando-nos o que levou Murdock a tornar-se em Daredevil. Eu estava interessada em Elektra, eu estava curiosa em relação a ela, mas achei que a parte dela na estória foi um pouco aborrecida – demasiados ninjas e um pouco repetitiva.

E essa é a situação exactamente oposta em relação a The Punisher. Para mim, Frank Castle aka The Punisher foi não só a melhor personagem desta temporada, como também a melhor parte do arco. Eu estou mesmo com a esperança que venhamos a ver muito mais desta personagem em futuras temporadas, mas também em futuras séries.


Apesar de tudo, a segunda temporada é muito boa, mantendo o mesmo tom e a produção extraordinária da temporada anterior. As cenas de luta são incríveis; a cinematografia é perfeita; a realização é extremamente bem pensada; e a representação é extraordinária, em especial Matt e Frank (Charlie Cox e Jon Bernthal, respectivamente). Tal como estamos acostumadxs com os filmes, aqui também temos pequenos pormenores que vão ligando as diferentes séries: nossa querida enfermeira da noite, Claire Temple (Rosario Dawson), que conhecemos na primeira temporada de Daredevil, mas que também apareceu em Jessica Jones; Foggy Nelson (Elden Henson), o melhor amigo de Matt, que vai trabalhar com Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss) – que conhecemos em Jessica Jones, e tantos outros pormenores que fazem desta combinação Netflix-Marvel numa estória gigante interligada (e não está fora de questão algumas destas personagens saltarem para o Cinematic Universe da Marvel – o próprio Cox disse que estaria mais do que disponível para representar esta personagem nos filmes, se assim o pedissem). E estamos à espera de Luke Cage e The Defenders, na qual iremos ver todas estas personagens juntas.

Resumindo, esta temporada começou já a perder em relação à temporada anterior, uma vez que esta não tinha nada para ser comparada com. Esta nova temporada é bastante boa e teve a capacidade de manter o ritmo e ser simplesmente fantástica – ainda que não tão fantástica como a primeira.

Ainda não há notícias oficiais da renovação.