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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

#GuestPost [Livro] A Maldição do Vencedor, de Marie Rutkoski (por Ana Sofia Brito)


É altura do #GuestPost do mês! Desta vez, a nossa convidada é a Ana Sofia Brito. Como vocês sabem, nós críamos um grupo no Goodreads, o Leituras do Pepita Mágica e temos tido todos os meses um desafio de leitura conjunta de um livro votado entre os membros do grupo. Em Dezembro, foi escolhido o livro A Maldição do Vencedor e depois da sua leitura falámos com a Ana, e ela aceitou fazer a sua crítica do livro para o nosso blog. Obrigada por te juntares a nós, Ana!

E agora, com os devidos créditos, aqui fica a crítica da nossa convidada, Ana Sofia Brito, no Pepita Mágica!



Título em Português: A Maldição do Vencedor
Série: The Winner's Trilogy #1
Autor(a): Marie Rutkoski
Editora: Topseller
Páginas: 320
Data de Publicação: 18 de Julho de 2016

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Sinopse:
Kestrel, jovem filha do poderoso general de Valoria, tem apenas duas opções: alistar-se no exército ou casar-se. Ela tem, no entanto, outras aspirações e procura libertar-se do seu destino, rebelando-se contra o pai.Num passeio clandestino pela cidade, Kestrel vai parar a um leilão de escravos, onde se depara com um jovem, Arin, que parece querer desafiar o mundo inteiro sozinho. Num impulso, ela acaba por comprá-lo — por um preço tão alto, que a torna alvo de mexericos na sociedade.
Arin pertence ao povo de Herrani, conquistado dez anos antes pelos Valorianos. Além de ser um ferreiro exímio, revela-se também um cantor extraordinário, despertando a curiosidade de Kestrel. Arin, contudo, tem um segredo, e Kestrel não tardará a descobrir que o preço que pagou por ele poderá custar muito mais do que aquilo que alguma vez imaginara.

Opinião:
Bem, para começar devo dizer que estava bastante expectante com este livro, é dos meus géneros preferidos e coloquei a expectativa bem alta.

Para minha tristeza, não foi um livro que estivesse à altura de tão altas expectativas.

Em primeiro porque achei-o bem paradinho, com muito pouca acção, a “guerra” foi curta e mal deu para percebê-la.

Em segundo lugar, a relação de Kestrel e Arin deixa muito a desejar, a interacção entre eles é muito fraca e o crescimento dos sentimentos entre eles pouco convincentes. Nada de “Uma linda história de amor proibido”.

E em terceiro, em muitas partes do livro achei-me perdida na história, alguns capítulos não foram bem desenvolvidos, algumas partes inacabadas, diálogos confusos...

Para compensar um pouco, gostei da personagem de Ronan, o pretendente engraçado e espero encontrar um belo triângulo amoroso no capítulo 2 desta saga.

Sim, apesar de me sentir desiludida e até um pouco frustrada, porque acho sinceramente que a história tinha tudo para um bom desenvolvimento e para ser um belo livro, fiquei também um pouco curiosa com o final deste livro e quero dar uma segunda oportunidade à Kestrel e ao Arin.

domingo, 4 de setembro de 2016

[Livro ] A Maldição do Vencedor, de Marie Rutkoski

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Título em Português: A Maldição do Vencedor
Série: The Winner's Trilogy #1
Autor(a): Marie Rutkoski
Editora: Topseller
Páginas: 320
Data de Publicação: 18 de Julho de 2016

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Sinopse:
Kestrel, jovem filha do poderoso general de Valoria, tem apenas duas opções: alistar-se no exército ou casar-se. Ela tem, no entanto, outras aspirações e procura libertar-se do seu destino, rebelando-se contra o pai.Num passeio clandestino pela cidade, Kestrel vai parar a um leilão de escravos, onde se depara com um jovem, Arin, que parece querer desafiar o mundo inteiro sozinho. Num impulso, ela acaba por comprá-lo — por um preço tão alto, que a torna alvo de mexericos na sociedade.
Arin pertence ao povo de Herrani, conquistado dez anos antes pelos Valorianos. Além de ser um ferreiro exímio, revela-se também um cantor extraordinário, despertando a curiosidade de Kestrel. Arin, contudo, tem um segredo, e Kestrel não tardará a descobrir que o preço que pagou por ele poderá custar muito mais do que aquilo que alguma vez imaginara.


Opinião:
Começo por dizer que gosto bastante da capa deste livro, e que a portuguesa, ainda que muito semelhante à original, me parece mais bem mais bonita. Contudo, pelo menos que eu tenha reparado, não tem nada a ver com o livro.

As distopias ganharam fulgor nos últimos anos e, para ser muito sincera, não são o meu género favorito de livro. Mas eu devo ser um pouco masoquista porque continuo a lê-las. E aviso já que pretendo continuar a série.

A Maldição do Vencedor tem este título pois refere-se a esta mesma expressão, significando que, num leilão, se pagou muito mais por uma peça (neste caso uma pessoa) do que o valor que ela supostamente tem, ou seja, consegue-se comprar mais o preço pode ser demasiado alto.

E é o que aqui acontece: Kestrel compra Arin por um preço muito elevado e que levanta mexericos por toda a cidade. Arin é um Herrani, e ela uma Valoriana. Enquanto que os primeiros são um povo culto, os segundos são vistos mais como um povo bruto – chega mesmo a ser feita a comparação (ou será que só eu é que a fiz na minha cabeça?) entre os gregos e os romanos, estes últimos que gostavam especialmente de ter escravos gregos (muitas vezes como despojos de guerra, como acontece no livro) como tutores dos seus filhos, pois estes dedicavam mais tempo à sua história e cultura. Kestrel acaba por comprar Arin pois este é descrito como sendo um cantor, e Kestrel adora música, passando grande parte do seu tempo a tocar piano.

A história começa a desenvolver-se após a compra de Arin e a sua chegada a casa de Kestrel, onde ela o trata mais como amigo que como escravo, algo que ele não esperava. Ele, por seu lado, começa a sentir-se um pouco como o seu protector contra os tempos que se avizinham (que eu não vou desenvolver para não estragar a história). De amizade passa a haver algum romance, mas este não é, de todo, o ponto fulcral da história, mas antes algo que tem importância mas não é essencial.

Gostei bastante de Kestrel (apesar de ela ser um bocado uma menina mimada) e de Arin, apesar de me apetecer por vezes dar uma chapada a este último. Kestrel é forte, apesar daquilo que aparenta e tenho pena que ela não se expresse mais no livro, parece um pouco apagada para a grande personagem que podia ser, e que apenas aparece em grande no final do livro. Arin é uma personagem muito dual e complicada que transmite sentimentos contraditórios ao longo de todo o livro e, apesar de percebemos o porquê, torna-se um pouco irritante. Novamente, no fim é que a personagem me pareceu um pouco melhor- não as suas acções, mas antes a sua construção.

Correndo o risco de não falar muito sobre a história propriamente dita, não vou desenvolver muito mais pois acho que se o fizer, qualquer interesse que possam ter no livro desaparece. Acrescento apenas que lida com temas como a liberdade, a confiança, compaixão e misericórdia, escolhas difíceis e valores familiares.

Apesar de tudo, é um livro a que faltou algo, um ponto mais interessante que puxasse mais o leitor, mas ainda assim manteve-me interessada o suficiente para querer ler o próximo livro, até porque acho que será melhor que este.