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sexta-feira, 26 de maio de 2017

[Livro ]Fractured Beauty, de Adrienne Monson, Lehua Parker, Angela Corbett, Angela Brimhall, Angela Hartley

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Título em Português: --
Série: Fairy Tale Five #1
Autoras: Adrienne Monson, Lehua Parker, Angela Corbett, Angela Brimhall, Angela Hartley
Editora: Tork Media
Páginas: 170
Data de Publicação: 1 de Junho de 2017


Sinopse:
Beauty and the Beast may be a tale as old as time, but in this collection by the Fairy Tale Five you’ll meet five newly imagined Belles and the Beasts they love.
Angela Brimhall’s beast is a terrifying sea monster cursed by a scorned gypsy. He must risk all to save the strong-willed princess before losing his last chance at love and redemption, becoming forever damned to the briny deep.
Lehua Parker’s Nani is trapped by Indian and Hawaiian traditions and a fiancé locked in stasis in a medi-mod. Cultures and expectations collide in this sci-fi futuristic world where nano-bot tattoos and dreams reveal the secret of Nani’s heart.
Angela Corbett’s Ledger is determined to find out more about the mysterious woman who saved him from certain death and uncover the secrets of Withering Woods, but some beasts are better left caged.
Adrienne Monson’s Arabella rushes to an enchanted castle to pay her father’s debt, but is met with a burly beast with a mysterious past. It’s a howling paranormal regency romp that will keep you turning pages well past your bedtime.
Angela Hartley’s Porta Bella discovers there’s more to Oregon life than taking care of her father when she finds herself rescued by Bigfoot. It’s up to Porta Bella to unravel the faery’s curse and discover who’s the real monster.

~ Recebemos este eARC directamente de uma das autoras, Adrienne Monson. Obrigada! ~
Opinião:
Das cinco histórias que compõem esta antologia, só posso dizer que gostei de duas – uma delas a de Adrienne Monson, que foi a autora que me contactou e de quem eu já tinha lido dois outros livros. Quando falei com ela, foi-me dito que esta antologia seriam contos que eram retellings da Bela e do Monstro – que eu adoro – por isso fiquei bastante entusiasmada. Foi o pior que podia ter acontecido pois ainda fiquei mais desapontada com as primeiras histórias...

Falando brevemente de cada uma delas, a primeira história, de Angela Brimhall, para mim é uma mistura do retelling da Bela e do Monstro e da Pequena Sereia. Temos uma rapariga de etnia cigana que tem uma rosa mágica e se acha apaixonada por um príncipe, que ao conhecê-la lhe tenta dar uma oportunidade. O irmão deste, no entanto, não acredita nela quando ela pede ajuda e ela amaldiçoou-o (tornando-o parte tubarão) e à sua linhagem para que todos morram se navegarem no oceano. Até à altura em que um rei desta família tem um naufrágio e sonha apenas em voltar para a sua rainha e os seus filhos bebés, gémeos. A feiticeira salva-o e faz um acordo que daí a 17 anos, as crianças irão passar a viver com ela no oceano. Na altura, o rei achou ter feito o melhor, pois senão ele, a sua mulher e as crianças teriam morrido, mas as coisas não são tão simples quanto parecem. O monstro, Mathias (o príncipe transformado em tubarão) é amaldiçoado e vê a bebé crescer pelos olhos do seu pai e acaba por se apaixonar por ela. Temos umas quantas desventuras e um plano forma-se para tentar escapar à feiticeira. O que deveria ser uma surpresa e uma twist inesperada foi, para mim, completamente óbvio e achei que a história não foi muito bem pensada. É pena, porque queria mesmo gostar mas foi muito fraquinha para mim (1.75*).

A segunda história, de Lehua Parker, começou mal, melhorou e quando comecei a pensar que podia não ser assim tão má, não é que piora para não melhorar de vez? É uma mistura entre tradições indianas e havaianas e um mundo futurista/robótico. Foi tão....estranho. Não fez sentido para mim. Talvez tenha sido eu que não percebi o significado? Não sei, mas no fim não gostei e foi confuso. (1.5*)

A terceira história, de Angela Corbett, foi muito melhor. Gostei da mistura de paranormal e romance, e de um passado que uniu as personagens principais. Foi uma história que me manteve presa a querer saber mais e apesar de ter um ou outro ponto que poderia ter sido melhorado, foi muito, mas muito mais agradável de ler que as anteriores. (3.5*)

A história de Adrienne Monson foi talvez a mais fiel ao conto original (não a versão da Disney, ainda que mantenha alguns dos pormenores dessa mesma versão), com uma mistura de paranormal – o que eu gostei. Esta e a história anterior foram as minhas favoritas, e estão praticamente ao mesmo nível. Eu gostei imenso que o Monstro tivesse dentro dele mesmo o poder para mudar a sua aparência, e como ele aprendeu a mudar a sua visão do mundo. Arabella foi uma óptima personagem, tão verdadeiramente ela, eu mal me lembro do seu aspecto físico, mas lembro-me que ela era sempre, sempre bondosa e tentava sempre ver o melhor em todas as situações, nunca deixado de ser forte. (3.75*)

Por fim, temos a história de Angela Hartley, que é uma mistura da história do Peter Pan e do Pé Grande. Não funcionou para mim. A única parte que fez sentido foi quando a Porta Bella fez algo altruísta (que mesmo assim conseguiu ter algo de egoísta, na minha opinião). Toda a mistura das fadas, da Tinkerbell, do Pé Grande foi...estranha, novamente. Preferia ter sabido mais sobre Tom (Pé Grande) e da rapariga de quem ele originalmente gostava, de como ele cuidou de Bella... E o facto de ter como personagem principal uma personagem não-binária poderia ter sido tão melhor explorado!!! E outra coisa que não gostei foi o facto de ser na primeira pessoa – não me entendam mal, não tenho nada contra histórias na primeira pessoa, na verdade até costumo gostar bastante delas, mas aqui passei o tempo a achar que Bella era pretensiosa e irritante e não consegui gostar nada, mas mesmo nada dela. E Tom pareceu-me uma personagem tão fraca, tão posta de lado... E ficamos sem saber o que acontece ao pai e às “irmãs” de Bella, e é tudo uma confusão sem sentido. Foi uma desilusão. (1*)

Não faço ideia quanto deveria dar a este livro, porque tenho sentimentos contraditórios sobre as várias histórias. Acho que vou deixar só com as pontuações individuais.


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

[Filme] Annabelle, de John R. Leonetti

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Título em Português: Annabelle
Realização: John R. Leonetti
Argumento: Gary Dauberman
Elenco Principal: Ward Horton, Annabelle Wallis, Alfre Woodard
Ano: 2014 | Duração: 1h39mins
Sinopse:
Assustou-nos a todos em "The Conjuring –A Evocação", mas este é o lugar onde tudo começou para Annabelle.
"Annabelle" começa antes do mal ter sido libertado. John Form encontrou o presente perfeito para a sua esposa grávida, Mia, uma boneca antiga, com um vestido branco de casamento. Mas a alegria de Mia com Annabelle não dura muito tempo. Numa noite horrível, a casa é invadida por membros de um culto satânico que atacam violentamente o casal. Mas sangue derramado e um rasto de terror não é tudo o que deixaram para trás. Os membros do culto invocaram uma entidade tão maléfica que nada do que fizeram pode comparar-se à entidade maligna que é agora Annabelle.

Opinião:
Annabelle foi a maior desilusão dos últimos tempos no que toca a filmes de terror. Para ser sincera, eu já estava à espera, porque já tinha ouvido e lido críticas fracas em relação ao filme, mas mesmo assim, não estava à espera de algo tão fraco.

A boneca Annabelle deixou-me curiosa no filme The Conjuring (filme que adorei e podem ler a crítica aqui), mas quando cheguei ao filme dedicado a ela foi a coisa mais aborrecida, sem um pingo de terror/assustador e, confesso, quase que adormeci - o que é um péssimo sinal para qualquer filme, mas ainda pior para um filme de terror. E o Annabelle, a meu ver, perde imenso por não ter sido realizado pelo mesmo realizador do The Conjuring, James Wan. Este realizador tem uma capacidade extraordinária de trabalhar o suspense, terror e a instabilidade sem ser óbvio ou recorrer ao gore.

Já John R. Leonetti não tem a mesma capacidade e arruinou este filme, mas, sejamos honestos, a culpa não é só dele, uma vez que o argumento era super cliché, sem interesse e pouco aterrador.

Uma desilusão total e não entendo como este filme ter uma sequela em 2017 que não contará com Leonetti na realização, mas o argumento continua ao encargo de Gary Dauberman.


domingo, 22 de novembro de 2015

[Livro] Just Breathe - Apenas respira, de Sílvia Rodrigues Pais


Título Original: Just Breathe - Apenas respira
Título em Português: --
Série: --
Autor(a): Sílvia Rodrigues Pais
Editora: Chiado Editora
Páginas: 638
Data de Publicação: Julho de 2015

Sinopse:
Emily Miller, uma rapariga doce, deixa família e amigos em Los Angeles e vai estudar para a Universidade de Yale. Conhece Liam Price, o típico bad boy dos tempos modernos, que vira a sua vida do avesso, obrigando-a a enfrentar os seus medos e a desenterrar fantasmas do passado. Nova cidade, novos amigos, novas aventuras e novos amores se avizinham. Esta é uma história de luta contra demónios, de conflitos interiores, de vinganças, vitórias e derrotas.Conseguirá Emilyfinalmente ser feliz?

“Nada. Não sinto nada. Nem borboletas no estômago, nem arrepios, nada. Não senti nada tal como das outras vezes. Estou danificada. Não importa quantos rapazes eu beije, nunca vou sentir nada. Ele acabou comigo de vez. Ele tirou tudo de mim.” – Emily Miller
~ Recebemos este livro directamente da autora em troca de uma review honesta ~

Lemos este livro ao mesmo tempo e por isso decidimos fazer esta crítica em conjunto, dado que a nossa opinião foi muito semelhante.

Opinião:
Esta vai ser uma crítica muito complicada de escrever. Já dissemos isso noutras críticas, mas neste caso será no sentido oposto. E vai ser incrivelmente longa. Preparem-se.

Só terminámos o livro porque nos foi enviado pela autora em troca de uma crítica honesta e achámos que deveríamos dar o benefício da dúvida até ao final. E é isso que estamos aqui a fazer: escrever uma crítica honesta.

Este livro não funcionou para nós em nenhum aspecto. A estória é a coisa mais banal que possa existir, não tem qualquer tipo de originalidade. E isso até não tinha que ser um ponto negativo, se as personagens se tivessem tornado interessantes e tivessem algo decente para contar – o que não acontece. Todas as personagens são flat, sem qualquer tipo de profundidade, e o mais cliché que há: a miúda a quem aconteceu algo no passado; o melhor amigo gay; a nova amiga que é muito menininha e casamenteira; e o rapaz que não suporta, mas que se torna no seu grande amor.

Não conseguimos criar qualquer tipo de ligação com nenhuma das personagens. Não houve uma que não nos irritasse profundamente. A Emily é, primeiro que tudo, uma Mary Sue. Aparentemente, ela é uma rapariga normal, mas há vários rapazes atrás dela, é a melhor da turma e toda certinha; para nós é, essencialmente, parva e burra (tendo em conta o que acontece no final do livro, ela tem claramente um défice intelectual qualquer) e sempre a vitimizar-se. O Liam é uma besta ao quadrado desde o primeiro momento, com um feitio insuportável, mas que deve ter um ligeiro problema de bipolaridade porque a meio do livro torna-se numa pessoa COMPLETAMENTE diferente. Não venham cá com histórias de que ele mudou por causa dela (supostamente é isso que acontece no livro), mas é que isso não cola. Ele passou a ter uma personalidade completamente distinta. Não vamos falar das restantes porque nem vale a pena, porque estão lá apenas para encher.

Voltando à escrita, este livro não pode ter tido revisão e edição porque está carregadinho de erros da mais variada espécie: pontuação errática, desde vírgulas colocadas fora do sítio ou simplesmente inexistentes (chegando ao ponto de mudar o sentido da frase para o seu oposto) até frases de um parágrafo inteiro em que o ponto final não aparece de modo nenhum; na mesma frase verbos conjugados em tempos diferentes; verbos referentes a objectos diferentes sem qualquer referência a isso (o que leva uma pessoa ler a mesma frase montes de vezes até descobrir o que será que aquilo quer dizer); pronomes colocados no verbo errado (“decidi-me sentar”); ou simplesmente verbos mal conjugados (“Com o tempo habituaste.”). Tudo isto faz com que o texto perca a pouca fluidez que tinha. A escrita foi vazia e sem emoção. Não tem apenas a ver com o facto de a estória ser aborrecida e banal, mas sim com o ritmo e a estrutura frásica e todos esses “pormenores” da escrita.

Notámos também uma falta de pesquisa tremenda. Quando não se tem conhecimento de causa de um assunto, pesquisa-se de forma a tornar toda a experiência o mais próximo da realidade. Um leitor não se importa de ser enganado, desde que seja bem enganado. Começa com o facto que aparentemente num país gigante como EUA, todo o país rege-se pelo mesmo fuso horário. Vamos esclarecer isto: Emily vive em Los Angeles e vai para Yale estudar, e Sam, o melhor amigo, fica a estudar em LA – até aqui tudo bem. Para quem não sabe, Yale fica no estado de Connecticut, enquanto LA fica na Califórnia, ou seja, o primeiro estado tem uma diferença horária de três horas a mais que o último - coisa que a autora nunca faz referência, antes pelo contrário, uma vez que está constantemente a dar a entender que estão no mesmo fuso horário. Emily faz referência que são 19h e recebe uma SMS de Sam a dizer que não vai ao Skype porque está cansado e vai dormir. Nas nossas contas isto significa que Sam vai dormir às 16h?! Outra situação é Emily ir para lavandaria à hora de almoço, levar o PC para falar com Sam e este dizer que tem que desligar porque vai almoçar…. às 10h da manhã?!

Esta falta de pesquisa nota-se também na forma como Emily reage tendo em conta o que se passou com ela (bastante óbvio desde o início, mas vamos deixar isso como “segredo” aqui na crítica), o que tira um pouco de credibilidade à situação. Uma pessoa que passou pelo que Emily passou nunca iria ter o tipo de comportamento que a Emily tem. Sabemos que pessoas diferentes reagem de formas diferentes à mesma situação, mas há características comuns. Apesar de sabermos desde o início o que se tinha passado (sendo confirmado no final), o comportamento da Emily, para nós, não corresponde (mesmo que estejamos a falar de alguém que, de certa forma, já superou a situação).

Este livro está escrito na primeira pessoa, algo que a Carla não é muito fã, porque acha que torna a estória muito limitada. À Joana não incomoda tanto. No entanto, lemos bastantes livros neste formato. Não apreciamos é que andem a saltar do ponto de vista de uma personagem para outra. É certo que em alguns livros este formato até funciona bem, mas tem de ser feito de forma equilibrada. Aqui, acontece porque “dá jeito” ver o que o Liam pensa em relação a determinado momento. Outro problema em relação a este aspecto é que não se notou diferença entre a narração de Emily e a de Liam. Supostamente são duas pessoas bastante diferentes, com ideias e personalidades diferentes, mas a forma como foi escrito não se notava diferença nenhuma. Muitas vezes ficámos confusas porque não sabíamos se ainda estávamos a ler o ponto de vista de uma personagem ou da outra.

Chegamos ao final do livro e sentimo-nos incrivelmente desiludidas, porque continuámos a ler com alguma esperança que algo viesse a acontecer que valesse a pena, mas não. Tudo o que veio a acontecer era expectante desde o primeiro capítulo. Os segredos eram óbvios e nem era preciso falar deles para o leitor perceber logo o que se estava a passar. Soubemos do “grande segredo” do Sam, por exemplo, desde que o nome dele é referido pela primeira vez. E o acontecimento traumático da Emily também não nos foi novidade. E é impossível ignorar a quantidade imensa de erros que este livro tem. Temos pena de estar a ser tão duras nesta crítica, mas fazemo-lo apenas de forma sincera – o texto mais parece um rascunho para revisão do que um livro publicado. Tanta coisa a ser corrigida, repensada e melhorada…


sábado, 24 de outubro de 2015

Especial Halloween | [Filme] The Visit, de M. Night Shyamalan



Título Original: The Visit
Título em Português: A Visita
Realização: M. Night Shyamalan
Argumento: M. Night Shyamalan
Elenco Principal: Olivia DeJonge, Ed Oxenbould, Deanna Dunagan
Ano: 2015 | Duração: 94 mins

Sinopse:
Dois irmãos vão visitar os avós numa remota quinta, na Pensilvânia. Quando descobrem que o casal de idosos está envolvido em algo profundamente perturbador, vêem as suas hipóteses de regressar a casa a diminuírem de dia para dia.

Opinião:
Bem, eu nem sei bem como começar esta crítica. Estava tão curiosa em relação ao The Visit que quando me perguntaram “Hey, queres ir comigo ver o The Visit ao cinema?” automaticamente disse que sim. Confesso, no entanto, que nem sabia assim tanto quanto isso em relação ao filme. Mas… definitivamente aquilo que vi na sala de cinema não foi, de todo, algo que estivesse à espera.

The Visit é mais um filme de terror que tem por base found footage, ou seja, é tipo um documentário caseiro que dois miúdos fazem. Estes dois miúdos chamam-se Becca, a irmã mais velha e a aspirante a realizadora de documentários que quer libertar a mãe do passado negro com os respectivos pais, e Tyler, o irmãos mais novo que quer ser rapper. Becca e Tyler vão passar uma semana à casa dos avós que fica no meio de nenhures, onde nem há rede no telemóvel, enquanto a mãe vai numa viagem cruzeiro com o padrasto. O problema aqui é que os miúdos nunca conheceram os avós, uma vez que a mãe saiu de casa há 15 anos, para fugir com o pai das crianças – já que este não era aceite pelos pais da mãe -, e o objectivo é criar uma relação com eles, mas é tudo muito constrangedor e estranho.

Eu sei que o filme está catalogado como comédia terror, mas eu nem achei que o filme fosse de comédia ou de terror. Simplesmente achei-o aborrecido e ridículo. Só quando cheguei a casa me apercebi que era do mesmo realizador que o Sixth Sense ou Signs, que gostei de ambos, principalmente do primeiro, mas também do The Village que foi possivelmente dos piores filmes que já vi.


A estória até tinha um certo potencial, parte do que me tinha deixado curiosa, mas acho que foi muito mal executada. Não funcionou. Há um twist no filme (que sinceramente não estava à espera) que não faz sentido, e desenvolver os meus pensamentos em relação ao ridículo e estúpido da situação irá, involuntariamente, revelar o twist, por isso, fico-me por aqui, para já.

Passei o filme todo à espera que algo de interessante se passasse e nada. Quando finalmente (perto do último terço do filme) há aparência de que algo interessante (e assustador) vai acontecer… nada. Foi simplesmente tão aborrecido como estava a ser até então. Achei incrível a frieza e a capacidade lógica da miúda que durante o último quarto de filme teve para nunca largar a câmara de filmar e manter sempre o frame bem enquadrado. Ela está a fugir, a chorar, terrivelmente assustada, depois de tudo o que lhe aconteceu até àquele momento e que ainda está a acontecer, mas ela nunca larga a câmara e consegue manter sempre toda a gente dentro do plano. Parabéns, miúda. (note-se, por favor, o sarcasmo)


Sinto que não consigo passar exactamente aquilo que achei relativamente a The Visit sem explorar mais detalhadamente alguns aspectos do filme e não o posso fazer sem revelar spoilers, por isso o resto da crítica está escondida para aqueles que não querem ler spoilers; os demais, sigam por vossa conta e risco. O texto que se segue contém spoilers.



Acho que o filme tinha bastante potencial, como já disse, e acho que se tivesse apostado mais na comédia, ser um filme mais irónico e crítico teria sido mais interessante e, talvez, tivesse atingido o objectivo. Para mim não funcionou.


Quem já viu este filme?!