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sábado, 28 de janeiro de 2017

Desafios Literários - Sim? Não?

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Hoje venho uma publicação ligeiramente diferente do costume. Caso se lembram, se é que seguem o blog desde essa altura, no inicio de 2016 decidi inscrever-me em algumas reading challenge. O ano foi tão incrível que só li 1/3 do que me tinha inicialmente proposto a ler – é assim que se avalia um ano e o meu foi um pouco (bastante) ranhoso, apesar de ter tido também coisas boas.

Eu inscrevi-me em em cinco desafios diferentes porque os achei interessantes e porque (alguns deles) iriam ajudar-me a apostar em géneros literários que tenho curiosidade, mas que raramente, ou nunca, leio. Quais foram esses desafios?
1. Retelling Challenge (ler 4 livros de retellings dos contos de fada): conseguido
2. Horror Reading Challenge (ler 5 livros da temática de terror/horror): falhado
3. Flights of Fantasy (ler 10 livros de fantasia – qualquer tipo): conseguido
4. Rock my TBR Challenge (ler um livro que esteja na minha estante por mês): falhado
5. A-Z Title Reading Challenge (ler um livro em que a primeira letra do titulo correspondesse a cada letra do alfabeto): falhado

Consegui terminar 2 de 5 desafios. Para mim foi um pouco frustrante, mas a meio do ano desisti completamente dos desafios (e podem ver que a última vez que actualizei foi em Agosto), porque vi que não ia conseguir focar-me neles. Visto que o meu tempo para leituras ficou tão limitado (e ainda o é) decidi que iria ler aqueles que queria mesmo; não só porque era para aproveitar melhor o meu tempo, mas também porque iria conseguir ler mais, visto que seriam leituras mais rápidas. Não foi totalmente verdade, mas em parte.

Este ano não devo participar em nenhum, porque não sei como vai ser o meu ano (esperando que surjam novidades boas na minha vida pessoal). As coisas como estão actualmente não me permite apostar em coisas do género, porque tenho vários livros que quero muito ler, sem contar com os livros enviados para review, e eu quero voltar a apostar nessa parte do blog.

Ainda assim acho que este tipo de desafios são muito interessante e acho que ajudam a diversificar as leituras – daí eu querer participar neles – mas este não sei que não são para mim.

E vocês, vão participar em algum desafio de leitura? Contem-me tudo!

domingo, 3 de abril de 2016

[Livro] Artificial, de Jadah McCoy

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Título em Português: --
Série: The Kepler Chronicles #1
Autor(a): Jadah McCoy
Editora: Curiosity Quills
Páginas: 226
Data de Lançamento: 04 de Abril de 2016

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Sinopse:
She struggles to feel human.

In 2256, the only remnants of civilization on Earth’s first colonized planet, Kepler, are the plant-covered buildings and the nocturnal, genetically spliced bug-people nesting within them: the Cull. During the day, Syl leaves her home in the sewers beneath Elite City to scavenge for food, but at night the Cull come looking for a meal of their own. Syl thought gene splicing died with the Android War a century ago. She thought the bugs could be exterminated, Elite city rebuilt, and the population replenished. She’s wrong.

Whoever engineered the Cull isn’t done playing God. Syl is abducted and tortured in horrific experiments which result in her own DNA being spliced, slowly turning her into one of the bugs. Now she must find a cure and stop the person responsible before every remaining man, woman, and child on Kepler is transformed into the abomination they fear.

He struggles not to.

For Bastion, being an android in the sex industry isn’t so bad. Clubbing beneath the streets of New Elite by day and seducing the rich by night isn’t an altogether undesirable occupation. But every day a new android cadaver appears in the slum gutters, and each caved in metal skull and heap of mangled wires whittles away at him.

Glitches—androids with empathy—are being murdered, their models discontinued and strung up as a warning. Show emotion, you die. Good thing Bastion can keep a secret, or he would be the next body lining the street.

He can almost live with hiding his emotions. That is, until a girl shows up in the slums—a human girl, who claims she was an experiment. And in New Elite, being a human is even worse than being a Glitch. Now Bastion must help the girl escape before he becomes victim to his too-human emotions, one way or another.
~ Recebemos este eARC directamente da editora Curiosity Quills. Thank you! ~

Opinião:
Este é um livro bastante bom. Eu não estava à espera de gostar tanto. Bom trabalho, Jadah McCoy!

Artificial é o primeiro livro de uma estória distópica; a Terra como nós a conhecemos não existe. Humanos criaram os androids, que por sua vez evoluíram e nos ultrapassaram, criando algo para destruir-nos como uma praga. Sylvia, ou Syl, é humana e vive nos esgotos com os outros humanos – a que chamam a “cidade” de Elite. Eles caçam durante o dia, e escondem-se nos esgotos à noite, fugindo dos Cull – algo semelhante a insecto, meio-humano-meio-qualquer coisa estranha, criada pelos androids para matarem os humanos. É uma morte horrível.

O que a Syl não sabe é que existe uma outra cidade – chamada de New Elite – onde os androids vivem “pacatamente”. Se um android tem sentimentos é chamado de Glitche, e supostamente devem ser destruídos, tal como qualquer simpatizante dos humanos. Syl é capturada e levada para New Elite, onde lhe fazem várias experiencias. Ela não sabe o que lhe fizeram e precisa de ajuda. A única coisa que sabe é que não pode voltar para Elite e viver com os outros humanos, porque ela pode se tornar num desses Cull e matar toda a gente. Em New Elite, ela conhece B4st10n – ou Bastion – um Glitche.

Eu não vou avançar mais em relação ao plot. Terão que o ler e se sentirem envoltos nesta estória fantástica. É bastante cativante, e faz-nos querer continuar a ler e descobrir o que mais irá acontecer a Syl, e se ela será capaz de resolver as coisas. Eu quero muiiiiito continuar a seguir esta estória!




SOBRE A AUTORA/ABOUT THE AUTHOR:

Jadah currently lives in Nashville, TN and works as a legal coordinator. When not babysitting attorneys, she can be found juicing her brain for creative ideas or fantasizing about her next trip out of the country (or about Tom Hiddleston as Loki - it’s always a toss up when she fantasizes.)
She grew up in rural Arkansas, yet can still write good and sometimes even wears shoes! She did date her first cousin for a while but they decided against marriage for the sake of the gene pool. 
Her true loves are elephants, cursing, and sangria - in that order. If you find an elephant that curses like a sailor whilst drinking sangria, you’re dangerously close to becoming her next romantic victim - er, partner. 
She cut her writing teeth on badly written, hormone-driven fanfiction (be glad that’s out of her system), and her one true dream is to have wildly erotic fanfiction with dubious grammar written about her own novels. Please make her dreams come true.

Find Jadah McCoy Online:

terça-feira, 8 de março de 2016

[Livro] Sonhos Malditos, de Carina Rosa


Título Original: Sonhos Malditos
Série: --
Autor(a): Carina Rosa
Editora: Smashwords
Páginas: 22
Data de Publicação: 14 de Fevereiro de 2016

Sinopse:

Teresa tem premonições desde criança. Depois de ter previsto as mortes de toda a sua família, incluindo a de Henrique, o seu melhor amigo de infância, Teresa refugia-se no seu dom.

Mas a maldição que a marca vai persegui-la. Num dia cinzento, em que os seus próprios livros de feitiços parecem amaldiçoá-la, Teresa é salva por um jovem aparentemente desconhecido. Mas as semelhanças entre este estranho e Henrique levam-na de volta ao passado, quando tinha ainda muito a perder.

Teresa conhece os destinos daqueles que lhe são próximos. No entanto, dá por si a apaixonar-se por este novo homem, cujo passado lhe é menos estranho do que imaginava. Na luta para alterar as malhas do destino deste jovem, que sabe ser fatal, Teresa descobre que a sua súbita aparição não foi fruto do acaso.

Opinião:
Podem encontrar este conto de forma gratuita aqui.

A minha experiência como leitora da Carina Rosa tem sido bastante satisfatória. E Sonhos Malditos não foi excepção. É um conto pequenino, à semelhança de Um Presente Inesperado, ou Olhos de Vidro ou até a A Rapariga do Lago (crítica da Joana), mas desta vez com um toque bastante negro e fantástico.

O conto é interessante e tem uma escrita ainda que simples bastante cativante. Apesar de ter gostado e de ter sido uma leitura agradável acabei por não conseguir criar grande ligação com as personagens, mas fiquei curiosa porque se calhar gostaria de ver esta estória um pouco mais desenvolvida. E, possivelmente, esse é parte do problema: não houve tempo suficiente para conseguir criar algum laço com nenhuma das personagens, pois tudo acontece muito abruptamente. Acho que ficou tudo muito pela superfície, era necessário aprofundar alguns aspectos. Um conto um pouco maior teria sido uma mais-valia para esta estória.




sexta-feira, 4 de março de 2016

[Livro] The Little Android, de Marissa Meyer

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Título em Português: --
Série: The Lunar Chronicles #0.6
Autor(a): Marissa Meyer
Editora: --
Páginas: 35
Data de Publicação: 27 de Janeiro de 2014
Sinopse:
The Little Android is a retelling of The Little Mermaid, set in the world of The Lunar Chronicles by New York Times-bestselling author Marissa Meyer.

When android Mech6.0 saves the life of a handsome hardware engineer, her body is destroyed and her mechanics discover a glitch in her programming. Androids aren’t meant to develop impractical reasoning or near-emotional responses…let alone fall in love.

Opinião:
O conto está disponível de forma gratuita no Wattpad aqui.

Não há dúvidas de que The Little Android é o conto baseado na Pequena Sereia (duuuh!), e o que mais gostei é que se nota os pequenos pormenores do conto de fadas, mas sem que estes sufoquem o conto que estamos a ler. Marissa Meyer ganha mais uns pontos a seu favor por se ter aproximado mais do original – conto dos irmãos Grimm – do que da versão da Disney.

Ainda assim não achei o conto nada de extraordinário, ou eu também não fosse fã da Pequena Sereia - nem mesmo em pequena achava piada e a Ariel sempre foi das princesas da Disney que me chateada de tão parva que era. The Little Android mantém a vibe de todos os outros livros das Crónicas Lunares, mas sem ser extraordinário. Star, a nossa personagem principal, até certo ponto parece-me demasiado stalker-ish (e a Ariel não o era também?), mas consegue redimir-se perto do final. É um conto pequenino, girito qb, e que ganha pelo final pouco habitual.


domingo, 21 de fevereiro de 2016

[Livro] Feitiços de Amor, de Barbara Bretton

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Título em Português: Feitiços de Amor
Série: Sugar Maple #1
Autor(a): Barbara Bretton
Editora: Quinta Essência
Páginas: 296
Data de Publicação: Outubro 2009

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Sinopse:
Parece uma vila bucólica igual a tantas outras, mas esconde um segredo antigo de todos os visitantes… Sugar Maple é uma terra encantada habitada por feiticeiras, fadas, vampiros e outras criaturas mágicas. Chloe Hobbs é a única que não tem poderes especiais naquele lugar onde nada é o que parece.

Chloe é a proprietária da Sticks & Strings, uma popular loja de artigos de tricô. Mas é também a última descendente de uma longa dinastia de feiticeiras com o futuro de Sugar Maple nas mãos. Chloe sabe que tem de se apaixonar para receber os poderes mágicos e continuar a proteger a sua terra natal. Mas, aos 30 anos, ainda sonha com o verdadeiro amor e as amigas decidem lançar feitiços para a ajudar a encontrar o homem dos seus sonhos. O que ninguém esperava era que Chloe se apaixonasse perdidamente por Luke MacKenzie, o polícia destacado para investigar o primeiro crime ocorrido em Sugar Maple e cem por cento humano. Se o amor abre finalmente a porta aos seus poderes mágicos, esses mesmos poderes impedem Chloe de sonhar com um futuro ao lado de Luke… Feitiços de Amor é um romance encantador e inesquecível sobre o poder do amor e a magia dos sonhos.

Opinião:
Acho que a minha fase de gostar de romances já passou. Começo a sentir-me um pouco fatigada porque é sempre tudo a mesma coisa. Logo nas duas primeiras páginas já sabes tudo que se vai passar – quer seja um livro pontuado com fantasia ou não. Ainda assim, Feitiços de Amor conseguiu ser uma leitura agradável.

Chloe é filha de uma feiticeira e de um humano, e dela depende a segurança de Sugar Maple, uma pacata vila turística habitada por seres mágicos de mais variada espécie. Todos esperam que ela consiga manter o feitiço de protecção activo, mas Chloe sai ao pai, não tem poderes mágicos. A esperança reside no facto de que ela venha a ter os seus poderes tal como a mãe, quando se apaixonasse.

Feitiços de Amor não traz nada de novo a este género, mas tem o seu quê de fofo e engraçado. Gostei de Luke, a nossa personagem masculina principal, mas, ao mesmo tempo, achei alguma incoerência na sua personalidade. A autora tenta retractá-lo como o típico polícia de cidade (farto da violência, um tipo fechado e desconfiado), mas Luke durante todo o livro salta entre essa personagem-tipo para o homem com aberto a novas ideias, e ao desconhecido e que se expõe com facilidade. Nada contra isto, até é uma lufada de ar fresco porque tudo o que é homem-polícia neste tipo de romance é sempre o carrancudo e mal com a vida, mas… coerência, por favor. É verdade que há toda a magia no ar que pode ter alguma influência em determinadas acções/escolhas das personagens, mas senti que neste aspecto a personagem tinha um certo grau de bipolaridade.

É uma escrita leve, sem grandes floreados e que se lê com muita facilidade. Foi uma leitura agradável, mais do que estava à espera, e interessante o suficiente para me fazer querer continuar com esta saga.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

[Livro] Endless Worlds Anthology - vol.I

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Título em Português: --
Série: --
Autor(a): E.R. Robin Dover, S.J. Bryant, James Peters, Matthew Wright, Ken Mann, K.C. May & Peter Koevari
Editora: Endless Worlds Publications
Páginas: 235
Data de Publicação: 13 de Novembro de 2015
Sinopse:
A FANTASY, SCIENCE FICTION, AND HORROR ANTHOLOGY featuring seven short stories by well-received authors. They may scare you, thrill you, and capture your imagination. If you enjoy high-quality short stories that will excite you, then this is for you!
~ Recebemos o eARC directamente do autor Peter Koevari. Thank you! ~

Opinião:
Terror, ficção científica e fantasia são alguns dos géneros que mais gosto de ler, e por isso, Endless Worlds Anthology – vol.I era uma boa aposta. Peter Koevari (de quem li a sua trilogia “Legends of Marithia”, podem ver as minhas críticas aqui) enviou-me esta antologia para ler e escrever esta crítica de forma sincera, como faço sempre.

1) The Trees, de E. R. Robin Dover (Terror) ★★
Este conto prometia ser minimamente interessante, mas não me cativou o suficiente. Achei aborrecida e algo repetiviva. Foi o conto que menos gostei e como sendo o primeiro custou-me a entrar no livro em si.

2) The Unconnected, de S.J. Bryant (Ficção Científica/Cyberpunk) ★★★★
Gostei imenso da ideia. Confesso que estes temas são dos que mais gosto dentro deste género. Muito bem escrito, interessante e cativante – do início ao fim – que nos deixa a pensar e a interrogar. Uma espécie de Matrix bastente bem conseguido e com uma personagem muito bem construída e fascinante. O twist final foi extraordinário. Gostaria de ler este conto numa forma mais desenvolvida.

3) Carbon to Carbon, James Peters (Ficção Científica) ★★★
Quando comecei a ler este conto achei que não iria gostar; a personagem não me dizia nada e pensei que não fosse o meu estilo. Mas estava enganada. A estória desenvolveu tal forma que fui ficando cada vez mais interessada e surpreendeu-me pela positiva. Continua a não ser o mesmo estulo de leitura, mas gostei deste em particular.

4) Missionary, de Matthew Wright (Ficção Científica) ★★½
Não sei o que escrever sobre este conto. Claramente melho que The Trees, mas nada por aí além . Não criei qualquer empatia por nenhuma das personagens. A escrita é satisfatória, mas para mim é indiferente. Achei aborrecido.

5) Ravens Nest, de Ken Mann (Fantasia/Terror) ★★★½
Um começo cliché, mas que se desenvolveu em algo muito mais interessante. Bem escrito e uma estória de terror típica, mas que conseguiu manter-me curiosa e com vontade de continuar a ler. Um dos favoritos.

6) The Awakening, de K.C. May (Ficção Científica) ★★★★½
Wow! Começa incrivelmente bem e termina ainda melhor. Conto muito bem escrito e bem desenvolvido. Devorei este conto! Gostei de todo o lado científico e futurista, mas também da lição de moral. Uma forma interessante de falar de doenças mentais e nos seus possíveis desenvolvimentos científicos. Favorito!

7) Dusted Dreams, de Peter Koevari (Terror/Ficção Científica) ★★★★½
Com pequenas semelhanças ao filme The Martian (uma vez que não li o livro, não me vou pronunciar nesse aspecto), o conto de Peter Koevari tem tudo para se tornar numa estória incrível. A escrita a que estou habituada não desiludiu e tornou este conto ainda mais interessante. Decididamente, vou querer ler o seguimento desta estória (o autor já disse que este conto se trata de uma espécie de prequela para um futuro livro, como podem ver na entrevista que o blog lhe fez aqui.) Quero entender mais sobre estes aliens, zombies e sobre o vírus. Excelente conto.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

[Livro] A Cruz de Morrigan, de Nora Roberts


Título Original: Morrigan's Cross
Título em Português: A Cruz de Morrigan
Série: Trilogia do Circulo
Autor(a): Nora Roberts
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 352
Data de Publicação: 03 de Fevereiro de 2012

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Sinopse:
Uma batalha entre as forças do bem e do mal está prestes a começar. De um lado Lilith, a vampira mais poderosa do mundo. Do outro, a deusa Morrigan, que tudo fará para a travar com o seu círculo…

Irlanda, século XII. O feiticeiro Hoyt está destroçado pela perda do seu irmão gémeo, transformado num vampiro pela poderosa Lilith. A deusa Morrigan está determinada a enfrentar Lilith e avisa Hoyt de que chegará um dia em que se formará um círculo de seis, destinado a enfrentar Lilith e salvar a Humanidade. Hoyt usa os seus poderes para viajar à Nova Iorque dos dias de hoje onde descobre o seu irmão, um homem bem-sucedido mas frio e cínico, e pede-lhe auxílio na luta contra Lilith. Mas o círculo não está completo sem os poderes mágicos da artista Glenna Ward. Hoyt não confia na magia dela, mas ambos farão tudo para alcançar os seus objetivos. E ao enfrentarem legiões de inimigos, apercebem-se de que o amor que cresce entre ambos poderá aumentar as probabilidades de derrotarem Lilith…

Opinião:
Quem me conhece sabe que adoro Nora Roberts. É certo que ela faz uma coisa que eu não gosto muito – ela tem um esqueleto que usa como base para praticamente todos os livros que escreve –, mas funciona e eu gosto dos livros dela.

A Cruz de Morrigan apesar de ter esse tal esqueleto é um pouco diferente do costume. Primeiro é fantasia e, julgo eu, apenas tinha lido a Trilogia das Irmãs num formato “não real”, mas mesmo assim diferente deste. Neste livro, antes de mais nada – e uma das principais razões pelas quais queria ler – tem como fundo a mitologia celta, coisa que me fascina imenso. Segundo, tem feiticeiros, bruxas, metamorfos, guerreiros, vampiros e tudo o mais.

Infelizmente este livro sofreu um pouco com o meu reading slump que já dura há alguns meses. Podem ver pelo meu escasso contributo na área da literatura aqui no blog. Se forem ao Goodreads e virem o tempo que demorei a ler o livro vão achar que não gostei, mas não é verdade. Eu gostei e foi um prazer voltar a ler Nora Roberts depois de tanto tempo afastadas (por muito que goste dela, de tanto em tanto tempo, tenho que fazer uma pausa ou criamos uma relação de amor-odeio pela razão que anteriormente referi). A escrita é a que sempre foi, algo que esta autora já nos habituou: a fluidez do costume, a simplicidade sem cair no básico, a forma como ela consegue criar ligação entre leitor e personagem… tudo isso está lá.

A Cruz de Morrigan é o primeiro livro de uma trilogia, a Trilogia do Circulo, e isso nota-se bem no enredo, no passo da leitura e na forma como termina o livro. Gostei da Glenna, personagem principal deste livro: uma mulher do presente, determinada, decidida, independente e com “pêlo na venta” como se costuma dizer que tem poderes – ela é a bruxa do círculo de seis que Morrigan, a deusa da guerra, forma para combater Lilith, a Rainha dos Vampiros. Gostei que Lilith fosse, aqui, a Rainha dos Vampiros e tivesse precisamente este nome, uma vez que é o nome de uma deusa da Mesopotâmia, ligada às enfermidades e morte (há ainda a discussão de que Lilith foi a primeiríssima mulher criada por Deus, ainda antes de Adão e Eva, que mais tarde se tornou num demónio nocturno, mas não vou entrar por aí).

Com Hoyt, personagem masculino, em contraste, não consegui criar nenhum tipo de ligação com ele. Ele é o feiticeiro do círculo e vem do seculo XII para liderar este pequeno exército contra Lilith. Não o achei interessante e sinceramente pareceu-me, de algum modo, uma personagem pobre. O romance com Glenna é demasiado abrupto e isso é algo que me incomoda nestes livros de romence. No entanto, ele tem um irmão gémeo, Cian, que foi transformado em vampiro por Lilith, e que me agradou imenso, pela sua personalidade, o tom jocoso com que fala e a falsa indiferença. A sua relação com King, o gigante negro, é qualquer coisa de especial.

Em suma, gostei do livro, foi bom revisitar a escrita de Nora Roberts, apesar de não haver nada de novo. Pouco realmente se passa neste livro, sendo passado maioritariamente dentro de uma casa. É certo que estão em treinamento, a prepararem-se para o Apocalipse, mas senti a necessidade de algo mais. Irei continuar a seguir esta trilogia, ainda assim, pois quero saber mais e estou morta por chegar ao livro referente a Cian – que foi, sem duvida, a melhor personagem de todo o livro.